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Seringas seguras evitariam 1,3 milhões de mortes ao ano: OMS

27/10/2007

O uso de seringas mais seguras poderia evitar a morte de 1,3 milhões de pessoas por ano, sobre tudo nos países pobres, onde 40 por cento das injeções se aplicam com material reutilizado sem esterilizar, informou nesta terça-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em um comunicado, a agência de saúde das Nações Unidas relata que 33% das novas infecções com hepatite B e os 2 milhões de novos casos de hepatite C anuais no mundo acontecem pelo uso de injeções inseguras e com acidentes com agulhas que sofre o pessoal da medicina.

Aproximadamente 5% dos novos casos do HIV/SIDA em todo mundo se devem à utilização de seringas inseguras em estabelecimentos médicos, assinalou a OMS, que estimou que sejam empregadas 6 bilhões de injeções com agulhas inseguras cada ano.

Muitos países não podem enfrentar o gasto de usar seringas com características de segurança, as quais custam 15 centavos de dólar cada uma, frente aos 3 centavos do preço das seringas menos sofisticadas.

Howard Zucker, subdirector geral de Tecnologia da Saúde e Produtos Farmacêuticos da OMS, disse que os governos doadores deveriam realizar esforços para passar a utilizar seringas mais seguras, que não possam ser reutilizadas, declarou durante um congresso de três dias realizado em Genebra.

"As novas tecnologias deveriam estar disponíveis para os países em desenvolvimento, onde as seringas não descartáveis são mais utilizadas e onde o risco de infecção é maior," assinalou Zucker no encontro que começou na terça-feira.

MEU COMENTÁRIO:


Em várias oportunidades, nos últimos anos, o Grupo Otimismo vem alertando as autoridades para que sejam utilizadas seringas seguras, que não podem ser reutilizadas, principalmente para distribuir entre os usuários de drogas injetáveis, mas parece que os funcionários que deveriam cuidar dá saúde publica pensam ser mais barato tratar um infectado com hepatite ou com SIDA que realizar a prevenção utilizando seringas seguras.

Com esse pensamento conseguiram transformar o "Ministério da Saúde" no "Ministério da Doença".

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com


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