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Prós e Contras: utilizar fígados com hepatite C é possível na era dos novos medicamentos orais?

26/10/2015

A revista "Journal of Hepatology" publica uma analise sobre se devem ser utilizados fígados para transplante oriundos de pessoas infectadas com hepatite C, perguntando se devido a que por a falta de fígados de pessoas sadias, deveriam ser ampliados os critérios de utilização de órgãos.

Devido à escassez de órgãos a decisão de transplantar um fígado de um doador infectado com hepatite C com o consequente risco de transmissão da doença a quem recebe o fígado é uma decisão difícil, mas que é considerada quando o receptor se encontra em fase terminal da função hepática.

Uma questão que sempre é considerada é que a evolução de fibrose no transplantado é sempre mais acelerada, mas controvérsias ainda existem em relação à qualidade do enxerto e a progressão da fibrose. Por outro lado alguns estudos mostram que não existem diferenças na progressão da doença nem na sobrevida quando um transplantado por culpa da hepatite C recebe um fígado também infectado.

Com a recente aprovação dos novos medicamentos de ação direta, orais, sem necessidade de interferon, a decisão de aceitar fígados infectados com hepatite C pode mudar radicalmente. Após o transplante os novos tratamentos se mostram altamente eficazes na erradicação do vírus.

Projeções mostram que na próxima década aumentará o número de transplantes por culpa da hepatite C, mas com a opção dos novos tratamentos que curam definitivamente a hepatite C poderá ser possível aumentar a oferta de fígados destinados aos transplantes.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Pros and Cons: Usage of organs from donors infected with hepatitis C virus - revision in the direct acting antiviral era - Coilly A, Samuel D. - J Hepatol. 2015 Sep 12. pii: S0168-8278(15)00617-0. doi: 10.1016/j.jhep.2015.09.002.


Carlos Varaldo
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