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Os benefícios e perigos das vitaminas nas doenças do fígado

22/02/2010

Pessoas com doenças que atacam o fígado, como as hepatites ou a esteatose (gordura no fígado) apresentam em geral o sintoma do cansaço, se sentindo pesadas e exaustas. Algumas optam por se automedicar comprando na farmácia da esquina complexos vitamínicos, outras, mais precavidas consultam um médico, o qual explica primeiro que esse cansaço e fruto da idade, do estresse da vida, do excesso de trabalho, da falta de dinheiro, etc. etc., acabando, também, por receitar um complexo vitamínico.

Neste artigo falarei de todas as vitaminas, mas somente daquelas mais comuns de serem utilizadas por pessoas com problemas hepáticos. Em geral todos partem para os conhecidos complexos vitamínicos, os quais possuem doses elevadas de vitaminas oleosas, caso das vitaminas A e E ou de suplementos de ferro. Será que elas são boas para quem já está com seu fígado afetado? Para evitar problemas o ideal e realizar a complementação vitamínica natural, com uma boa alimentação equilibrada.

Hoje a altamente conhecido que ingerir vitamina A em excesso prejudica o fígado. Por ser oleosa com o seu uso diário, por mais de 60 ou 90 dias, irá se depositando no fígado, formando depósitos de gordura (aumenta a esteatose) e inflamando o órgão (aumenta as transaminases). Pior ainda se a mulher grávida a utilizar em excesso poderá causar defeitos no feto.

A vitamina A é encontrada naturalmente em muitos alimentos: melão, damasco, papaia, manga, cenoura, brócolis, batata doce, couve, espinafre, abóbora, ervilha, beterraba, fígado, manteiga, ovos.

Muitos utilizam acido fólico (vitamina B9) durante o tratamento com ribavirina objetivando diminuir a anemia, no entanto a utilização do acido fólico em períodos fora do tratamento da hepatite C, quando empregado em doses acima dos 5.000 mcg ao dia poderá fazer com que não seja diagnosticado um quadro de anemia grave causado por falta da vitamina B12.

As vitaminas do complexo B (B1, B2, B3, B5, B6, B7, B9 e B12) são encontradas em numerosas fontes naturais como: batatas, bananas, lentilhas, pimenta, óleo de fígado, peru e atum. Levedo e melado são duas fontes especialmente boas de vitaminas B.

Indivíduos com doenças hepáticas podem apresentar problemas ósseos por deficiência na absorção da vitamina D, sendo recomendada uma alimentação que aumente a absorção da vitamina D. A vitamina D e encontrada em produtos fortificados como leite, leite de soja e cereais. A dosagem para adultos até 50 anos é de 5 microgramas por dia (200 UI/dia). A recomendação aumenta para 10 microgramas/dia (400 UI/dia) para pessoas entre 50 e 71 anos de idade e para 15 microgramas/dia para idosos acima dos 70 anos. Quantidades excessivas de vitamina D podem causar problemas como anemia e danos nos rins. A exposição ao sol por um período de 30 minutos favorece a absorção da vitamina D pelo organismo.

A vitamina E é um excelente antioxidante, aumenta as defesas do organismo e diminui a inflamação no fígado, mas por ser oleosa deve se evitar as dosagens elevadas ou seu uso prolongado. Não é recomendável tomar vitamina E em cápsulas porque ao se acumular no fígado pode causar problemas de sangramento e problemas renais. O ideal e procurar as fontes nos alimentos como amêndoas, sementes, nozes, azeite de oliva, cereais, grãos integrais, espinafre, brócolis e manga.

Concluindo, podemos afirmar que as vitaminas são seguras e saudáveis se consumidas de forma adequada, mas consumidas na forma de suplementos vitamínicos em grandes quantidades podem ser totalmente negativas para o organismo.

Se você tiver qualquer doença que ataca o fígado informe seu médico sobre qualquer vitamina ou suplemento vitamínico que estiver utilizando. Ele saberá indicar qual a dosagem máxima e durante quanto tempo você poderá fazer uso para conseguir um efeito benéfico e não aparecer daqui a algum tempo com um novo problema de saúde por culpa do excesso de vitaminas.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
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