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Terapias alternativas

04/09/2006

Quase 25% dos norte-americanos e mais de 10% dos europeus utilizam terapias não convencionais para aliviar seus problemas de saúde. No Brasil, França e Alemanha os sistemas públicos de saúde já contemplam tratamentos alternativos e algumas universidades reconhecem como terapias a Osteopatia (que lida com o sistema músculo-esquelético), a Homeopatia ou a Medicina Natural. Universidades inglesas têm em seus currículos a Medicina Tradicional a Chinesa (Oriental) e a Acupuntura.

A "explosão" das medicinas alternativas poderia ser explicada porque a gente está cansada da medicina convencional, cada vez mais impessoal e massificada ou por que as medicinas alternativas não têm os efeitos colaterais dos medicamentos. Uma outra explicação também pode ser creditada a que muitos pacientes conseguem um alívio que muitas vezes não obtêm com a medicina tradicional.

O aparecimento cada vez maior destas terapias não é casual. Têm diferentes princípios frente ao problema de conseguir a melhor saúde para o indivíduo, os quais podemos resumir rapidamente:

- A medicina tradicional ao lutar contra a doença procura que o paciente consiga o bem-estar físico, mental e social. Para tal se utiliza dos fármacos e da cirurgia.

- A medicina alternativa entende que o importante para conseguir a cura do paciente é potencializar as defesas naturais do organismo para deixar que o próprio ser humano consiga a cura. Assim trabalha a homeopatia há centenas de anos ao utilizar substâncias similares às que provocam os sintomas (em concentrações mínimas) para que o próprio organismo potencialize a recuperação.

- A milenar medicina tradicional chinesa (Oriental) concebe a saúde como um estado de equilíbrio energético do organismo dentro da energia do universo utilizando para conseguir o equilíbrio alimentos, aromas, sons, exercícios físicos e até cores.

- A chamada medicina natural procura um equilíbrio na alimentação, nas ervas e até na água para os problemas da saúde.

Ainda alguns defensores das terapias alternativas afirmam que todas elas, inclusive a medicina tradicional, não são assim tão diferentes e relacionam todas elas com a famosa equação E: mc2 pela qual Albert Einstein conseguiu demonstrar que a energia e a matéria são uma expressão dual de uma mesma substância universal. Afirmam também que a única diferença com a medicina tradicional é que as alternativas não consideram o organismo como um conjunto de órgãos que funcionam ao uníssono, mas sim como uma soma de diferentes energias, próprias de cada órgão.

Hoje é aceito pela comunidade científica que fatores externos ao organismo, de natureza mental ou emocional podem somatizar processos similares aos que o sistema de defesa do organismo provoca ante uma doença. Algumas técnicas orientais como a Ioga parecem conseguir um vínculo entre a mente e as funções do organismo. Também é aceito que existem técnicas de psicoterapia capazes de influir sobre alguns processos bioquímicos do organismo.

Podemos deduzir que as diferentes "medicinas" ou "terapias" não são excludentes, que uma não substitui às outras. Vemos não dia a dia que desde que levadas conscientemente e com responsabilidade a medicina tradicional pode conviver pacificamente com as terapias alternativas.

Mas é necessário seguir a risca dois conselhos básicos:

1 - Nunca compre os chamados produtos mágicos, aqueles anunciados em custosos anúncios e que prometem ser a cura de seus problemas, a perda rápida de peso, o aumento da potencia sexual, etc. etc.. Em geral o único "benefício" que você irá conseguir é ter menos dinheiro em seu banco e até poderá ter maiores problemas de saúde;

2 - Procure um "terapeuta" conceituado, peça referências e se este terapeuta indicar o uso de alguma erva ou vitamina, não a use antes de consultar seu medico tradicional.


Seguindo de forma consciente as duas recomendações acima citadas pode ser possível que seja conseguido um perfeito equilíbrio entre seu medico tradicional e a terapia alternativa que você aceita como conveniente para seu conjunto de energias.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
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