06/08/2007
Alfabetização e informação comprovam ser excelentes medicamentos
Ficou comprovado que pacientes que compreendem a informação médica diminuem a possibilidade de morrer pela doença. Um dos princípios do Grupo Otimismo e divulgar informação aos portadores de hepatites e a população em geral.
Pesquisa publicada esta semana em "Archives of Internal Medicine" descreve um estudo realizado em quatro cidades dos Estados Unidos o qual revela que pessoas com maior instrução apresentam uma expectativa de vida superior. O estudo compreendeu 3.260 pacientes com mais de 65 anos entrevistados em 1997 e acompanhados durante seis anos.
O resultado é surpreendente. Dentro dos mesmos grupos sociais, aqueles que não tinham completado estudos secundários perdem, potencialmente, até nove anos de vida em relação a colegas que conseguiram completar estudos universitários. As causas que explicam o porquê o nível de educação poderia interferir na saúde não são claras, mas os autores apontam diversos fatores, entre eles a oportunidades de emprego melhores, salários maiores, melhores condições de moradia, melhor alimentação e acesso a serviços de saúde privados, sendo exatamente este ultimo aspecto o destacado na pesquisa o que segundo os autores pode explicar porque a expectativa de vida e reduzida com um menor nível de instrução.
A diferença e atribuída a capacidade de compreender por meio da leitura, isto é, a facilidade de ler, processar e entender informação básica sobre saúde, doenças e tratamentos. Essa diferença foi intitulada pelos autores como "
nível de alfabetização em saúde".
Os pacientes integrantes do estudo foram inicialmente entrevistados para se saber os dados demográficos, a sua saúde e a sua compreensão da leitura, mediante o emprego de testes específicos. Foi comprovado na época que 64% compreendiam o que liam, 11% se enquadravam em um nível intermediário e, 24,5% não conseguiam entender os textos escritos.
Durante os seis anos seguintes aconteceram 815 mortes (25% do total). Cruzando os dados com o nível de instrução foi encontrado que entre os menos alfabetizados as mortes correspondiam a 39% do grupo. No nível compreensão da leitura intermediaria as mortes aconteceram em 28% dos indivíduos e, no grupo que compreendia perfeitamente a leitura as mortes eram de somente 19% dos indivíduos.
Estudos retrospectivos demonstram que inclusive ao se eliminar fatores que poderiam alterar os resultados, como origem demográfica, nível econômico e hábitos de saúde, os resultados se mantiveram inalterados. O impacto do nível de alfabetização e interpretação da leitura foi especialmente especifico no caso das mortes cardiovasculares e, em menor medida nas acontecidas por tumores.
Concluíram os autores que a facilidade de interpretar uma leitura leva o paciente a melhor conhecer uma doença crônica e como conseqüência a tomar maiores cuidados para evitar seu agravamento ou para realizar o tratamento correto. Foi também encontrado que os indivíduos de menor interpretação da leitura eram os que possuíam uma menor vacinação e uma menor realização de exames diagnósticos ou de chequeos preventivos, em especial contra o câncer.
Estamos seguros que o Grupo Otimismo, com seu envio semanal de informações em linguagem clara e fácil de entender pela população e, com a completa página na internet, colabora para uma melhor compreensão das hepatites ajudando assim a aumentar a expectativa de vida dos infectados.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Health Literacy and Mortality Among Elderly Persons - David W. Baker, MD, MPH; Michael S. Wolf, PhD, MPH; Joseph Feinglass, PhD; Jason A. Thompson, BA; Julie A. Gazmararian, PhD; Jenny Huang, PhD - Division of General Internal Medicine (Drs Baker, Wolf, and Feinglass and Mr Thompson), Institute for Healthcare Studies (Drs Baker, Wolf, and Feinglass), and Department of Preventive Medicine (Dr Huang), Feinberg School of Medicine, Northwestern University, Chicago, Illinois; and Rollins School of Public Health, Emory University, Atlanta, Georgia (Dr Gazmararian) - Arch Intern Med. 2007;167:1503-1509.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
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GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 Rio de Janeiro - Brasil
Tel. (55.21) - 9973.6832
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com |
06/08/2007
Alfabetización e información comprueban ser excelentes medicamentos
Quedo comprobado que pacientes que comprenden la información médica disminuyen la posibilidad de morir por la enfermedad. Uno de los principios del Grupo Optimismo es el de divulgar información a los portadores de hepatitis y a la población en general.
Investigación publicada esta semana en "Archives of Internal Medicine" describe un estudio realizado en cuatro ciudades de Estados Unidos el cual revela que personas con mayor instrucción presentan una expectativa de vida superior. El estudio comprendió 3.260 pacientes con más de 65 años entrevistados en 1997 y acompañados durante seis años.
El resultado es sorprendente. Dentro de los mismos grupos sociales, aquéllos que no habían completado estudios secundarios pierden, potencialmente, hasta nueve años de vida con relación a compañeros que consiguieron completar estudios universitarios. Las causas que explican el porqué el nivel de educación podría interferir en la salud no son claras, pero los autores apuntan diversos factores, entre ellos a oportunidades de empleo mejores, salarios mayores, mejores condiciones de vivienda, mejor alimentación y acceso a servicios de salud privados, siendo exactamente éste ultimo aspecto el destacado en la investigación qué según los autores puede explicar porque la expectativa de vida es reducida con un menor nivel de instrucción.
La diferencia es atribuida a la capacidad de comprender por medio de la lectura, esto es, la facilidad de leer, procesar y entender información básica sobre salud, enfermedades y tratamientos. Esa diferencia fue intitulada por los autores como "
nivel de alfabetización en salud".
Los pacientes integrantes del estudio fueron inicialmente entrevistados para saberse los datos demográficos, su salud y su comprensión de la lectura, mediante el empleo de tests específicos. Fue comprobado en la época que 64% comprendían lo que leían, 11% se encuadraban en un nivel intermediario y, 24,5% no conseguían entender los textos escritos.
Durante los seis años siguientes acontecieron 815 muertes (25% del total). Cruzando los datos con el nivel de instrucción fue encontrado que entre los menos alfabetizados las muertes correspondían a 39% del grupo. En el nivel comprensión de la lectura intermediaría las muertes acontecieron en un 28% de los individuos y, en el grupo que comprendía perfectamente la lectura las muertes eran de solamente 19% de los individuos.
Estudios retrospectivos demuestran que incluso al se eliminar factores que podrían alterar los resultados, como origen demográfico, nivel económico y hábitos de salud, los resultados se mantuvieron inalterados. El impacto del nivel de alfabetización e interpretación de la lectura fue especialmente específico en el caso de las muertes cardiovasculares y, en menor medida en las acontecidas por tumores.
Concluyeron los autores que la facilidad de interpretar una lectura lleva el paciente a mejor conocer una enfermedad crónica y como consecuencia a tomar mayores cuidados para evitar su agravamiento o para realizar el tratamiento correcto. Fue también encontrado que los individuos de menor interpretación de la lectura eran los que poseían una menor vacunación y una menor realización de exámenes diagnósticos o de exámenes preventivos, en especial contra el cáncer.
Estamos seguros que el Grupo Optimismo, con su envío semanal de informaciones en lenguaje claro y fácil de entender por la población y, con la completa página en el internet, colabora para una mejor comprensión de las hepatitis ayudando así a aumentar la expectativa de vida de los infectados.
Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Health Literacy and Mortality Among Elderly Persons - David W. Baker, MD, MPH; Michael S. Wolf, PhD, MPH; Joseph Feinglass, PhD; Jason A. Thompson, BA; Julie A. Gazmararian, PhD; Jenny Huang, PhD - Division of General Internal Medicine (Drs Baker, Wolf, and Feinglass and Mr Thompson), Institute for Healthcare Studies (Drs Baker, Wolf, and Feinglass), and Department of Preventive Medicine (Dr Huang), Feinberg School of Medicine, Northwestern University, Chicago, Illinois; and Rollins School of Public Health, Emory University, Atlanta, Georgia (Dr Gazmararian) - Arch Intern Med. 2007;167:1503-1509.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo