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10/09/2012
A vitamina B12 melhora a possibilidade de cura da hepatite C
A última edição da revista "GUT" publica interessante pesquisa mostrando que a suplementação de vitamina B12 durante o tratamento da hepatite C resulta em um aumento de 34% na possibilidade de cura.
Devemos ressaltar que a pesquisa é experimental e que não teve um grupo controle tratado com placebo, mas pela significância que a mesma pode ter no resultado do tratamento merece ser divulgada e comentada.
Já era conhecido que "in vitro" a vitamina B12 atua como um inibidor natural de replicação do vírus da hepatite C, motivo que levou os pesquisadores a experimentar o seu efeito se fosse administrada durante o tratamento com interferon peguilado e ribavirina. O fígado é o órgão principal onde a vitamina B12 fica armazenada, mas a capacidade de armazenamento é prejudicada por doenças que afetam diretamente o fígado.
Foram incluídos 94 pacientes, divididos em dois grupos. Um grupo recebeu o tratamento padrão de interferon peguilado e ribavirina e o outro grupo interferon peguilado, ribavirina e 5.000 ug de vitamina B12 intramuscular a cada 4 semanas. O tratamento do genótipo 1 foi realizado em ambos grupos em 48 semanas e no caso dos genótipos 2 e 3 durante 24 semanas.
Todos os pacientes realizavam carga viral na semana 4, 12, 24, 48 e após 24 semanas do tratamento para se conhecer a resposta sustentada.
Não foram encontradas diferenças significativamente estatísticas na carga viral da semana 4 do tratamento, mas houve diferenças nas demais semanas do tratamento e na resposta sustentada.
Na semana 24 após o tratamento a resposta sustentada (cura da hepatite C) foi 34% maior no grupo que recebeu a suplementação da vitamina B 12 que no grupo tratado da forma padrão com interferon peguilado e ribavirina somente. O efeito se mostrou maior no genótipo 1 e nos pacientes que no inicio do tratamento apresentavam carga viral elevada.
Os autores concluem que até que novos critérios de tratamento sejam estabelecidos para a nova geração de medicamentos que estarão disponíveis, o tratamento padrão com interferon peguilado e ribavirina acrescentado da vitamina B12 é uma alternativa segura, especialmente para os infectados com o genótipo 1 a alta carga viral.
MEU COMENTÁRIO
Tal qual acontece com a vitamina D, a vitamina B12 pode se tornar uma opção de suplementação do tratamento atual objetivando uma maior possibilidade de sucesso. Por se tratar de vitaminas de baixo custo e reconhecidamente seguras na sua utilização, deve ser considerada como uma estratégia interessante quando por insuficiência de recursos econômicos ou por contra-indicações clínicas, os inibidores de proteases não podem ser utilizados.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Vitamin B12 supplementation improves rates of sustained viral response in patients chronically infected with hepatitis C virus. Rocco A, Compare D, Coccoli P, et al. Gut doi: 10.1136/gutjnl-2012- 302344
Carlos Varaldo
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10/09/2012
La vitamina B12 mejora la posibilidad de cura de la hepatitis C
La última edición de la revista "GUT" publica interesante pesquisa mostrando que la suplementación de vitamina B12 durante el tratamiento de la hepatitis C resulta en un aumento del 34% en la posibilidad de cura.
Debemos resaltar que la pesquisa es experimental y que no tuvo un grupo control tratado con placebo, pero por la significancia que la misma puede tener en el resultado del tratamiento merece ser divulgada y comentada.
Ya era conocido que "in vitro" la vitamina B12 actúa como un inhibidor natural de replicación del virus de la hepatitis C, motivo que llevó los investigadores a experimentar su efecto si fuese administrada durante el tratamiento con interferón pegilado y ribavirina. El hígado es el órgano principal donde la vitamina B12 queda almacenada, pero la capacidad de almacenamiento es perjudicada por enfermedades que afectan directamente el hígado.
Fueron incluidos 94 pacientes, divididos en dos grupos. Un grupo recibió el tratamiento padrón de interferón pegilado y ribavirina y el otro grupo interferón pegilado, ribavirina y 5.000 ug de vitamina B12 intramuscular a cada 4 semanas. El tratamiento del genotipo 1 fue realizado en ambos grupos en 48 semanas y en el caso de los genotipos 2 y 3 durante 24 semanas.
Todos los pacientes realizaban carga viral en la semana 4, 12, 24, 48 y después de 24 semanas del tratamiento para conocerse la respuesta sostenida.
No fueron encontradas diferencias significativamente estadísticas en la carga viral de la semana 4 del tratamiento, pero hubo diferencias en las demás semanas del tratamiento y en la respuesta sostenida.
En la semana 24 después del tratamiento la respuesta sostenida (cura de la hepatitis C) fue 34% mayor en el grupo que recibió la suplementación de la vitamina B 12 que en el grupo tratado de la forma padrón con interferón pegilado y ribavirina solamente. El efecto se mostró mayor en el genotipo 1 y en los pacientes que al inicio del tratamiento presentaban carga viral elevada.
Los autores concluyen que hasta que nuevos criterios de tratamiento sean establecidos para la nueva generación de medicamentos que estarán disponibles, el tratamiento padrón con interferón pegilado y ribavirina añadido de la vitamina B12 es una alternativa segura, especialmente para los infectados con el genotipo 1 la alta carga viral.
MI COMENTARIO
Tal cual acontece con la vitamina D, la vitamina B12 puede se tornar una opción de suplementación del tratamiento actual objetivando una mayor posibilidad de suceso. Por se tratar vitaminas de bajo costo y reconocidamente seguras en su utilización, debe ser considerada como una estrategia interesante cuando por insuficiencia de recursos económicos o por contraindicaciones clínicas, los inhibidores de proteasas no pueden ser utilizados.
Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Vitamin B12 supplementation improves rates of sustained viral response in patients chronically infected with hepatitis C virus. Rocco A, Compare D, Coccoli P, et al. Gut doi: 10.1136/gutjnl-2012- 302344
Carlos Varaldo
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