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24/10/2011


Esperança para os co-infectados HIV/HCV

Na semana 24 com o inibidor de proteases Boceprevir (Victrelis), 70% de indetectaveis


Resultados provisórios apresentados no "Infectious Diseases Society of America (IDSA)" de um ensaio clínico incluindo 98 pacientes co-infectados com HIV/AIDS e hepatite C que nunca tinham recebido algum tratamento anterior para hepatite C, foram então tratados com a combinação do inibidor de proteases Boceprevir (Victrelis), interferon peguilado e ribavirina, mostram que na semana 24 do tratamento 70,5% dos pacientes se encontram indetectaveis (negativos).

O resultado é animador já que no grupo de pacientes, para efeito de controle, que estão recebendo o tratamento tradicional, só com interferon peguilado, ribavirina e um placebo, o percentual de pacientes indetectaveis na semana 24 é de somente 34,4%.

Importante é destacar que os pacientes se encontravam em tratamento antirretroviral do HIV/AIDS. Para serem incluídos no estudo deveriam apresentar uma carga viral do HIV menor a 50 cópias/mL e uma contagem de células CD4 igual ou superior a 200 células/mm3.

Todos estão recebendo tratamento de 48 semanas, sendo as primeiras quatro semanas somente com interferon peguilado e ribavirina e as restantes 44 semanas incluindo o Boceprevir (Victrelis) ou uma pílula de placebo de formato e cor igual ao Boceprevir (Victrelis) no grupo controle. Por ser um estudo duplo-cego o paciente desconhece em que grupo se encontra.

Os efeitos colaterais e adversos encontrados entre os pacientes co-infectados que receberam o Boceprevir (Victrelis) são similares aos encontrados nos pacientes infectados somente com a hepatite C. Não houve variações inesperadas na carga viral do HIV ou na contagem de células CD4, demonstrando segurança na utilização do Boceprevir (Victrelis) nos co-infectados.

MEU COMENTÁRIO

Existe outro ensaio clínico realizado em co-infectados com o Telaprevir (Incivek ou Incivo) que apresenta resultados semelhantes, de 68%, porém fica impossível qualquer comparação. Enquanto no ensaio clínico com o Boceprevir os pacientes em tratamento do HIV/AIDS se encontravam realizando o tratamento com todos os antirretrovirais disponíveis, no ensaio clínico com o Telaprevir (Incivek ou Incivo) existiam exclusões que não permitiam a inclusão de pacientes tomando alguns medicamentos utilizados no tratamento do HIV/AIDS. Motivo pelo qual qualquer comparação entre os estudos não teria nenhum fundamento científico. É necessário aguardar resultados de algum outro estudo que compreenda todos os pacientes com uso de todos os antirretrovirais utilizando o Telaprevir (Incivek ou Incivo).

Cabe esclarecer que nos dois ensaios clínicos os resultados são provisórios, isto é, os pacientes ainda estão em tratamento, mas são altamente promissórios quando sabemos que nos pacientes infectados somente com hepatite C que se encontram indetectáveis nessa fase do tratamento possuem 80% de possibilidade de cura da hepatite C. Acredito que com os co-infectados não será muito diferente. A publicação da apresentação é encontrada em http://idsa.confex.com/idsa/2011/webprogram/Paper33020.html

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Sulkowski M et al. Boceprevir plus peginterferon/ribavirin for the treatment of HCV/HIV co-infected patients: interim on-treatment results. 49th Annual Meeting of the Infectious Diseases Society of America, Boston. Abstract LB-37.


Carlos Varaldo



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24/10/2011


Esperanza para los co-infectados HIV/HCV

En la semana 24 con el inhibidor de proteasas Boceprevir (Victrelis), 70% de indetectables


Resultados provisorios presentados en el "Infectious Diseases Society of America (IDSA)" de un ensayo clínico incluyendo 98 pacientes co-infectados con HIV/SIDA y hepatitis C que nunca habían recibido algún tratamiento anterior para hepatitis C, fueron entonces tratados con la combinación del inhibidor de proteasas Boceprevir (Victrelis), interferón pegilado y ribavirina, muestran que en la semana 24 del tratamiento 70,5% de los pacientes se encuentran indetectables (negativos).

El resultado es animador ya que en el grupo de pacientes, para efecto de control, que están recibiendo el tratamiento tradicional, solo con interferón pegilado, ribavirina y un placebo, el porcentual de pacientes indetectables en la semana 24 es de solamente 34,4%.

Importante es destacar que los pacientes se encontraban en tratamiento antirretroviral del HIV/SIDA. Para ser incluidos en el estudio deberían presentar una carga viral del HIV menor a 50 copias/mL y un número de células CD4 igual o superior a 200 células/mm3.

Todos están recibiendo tratamiento de 48 semanas, siendo las primeras cuatro semanas solamente con interferón pegilado y ribavirina y las restantes 44 semanas incluyendo el Boceprevir (Victrelis) o una píldora de placebo de formato y color igual al Boceprevir (Victrelis) en el grupo control. Por ser un estudio duplo-ciego el paciente desconoce en qué grupo se encuentra.

Los efectos secundarios y adversos encontrados entre los pacientes co-infectados que recibieron el Boceprevir (Victrelis) son similares a los encontrados en los pacientes infectados solamente con la hepatitis C. No hubo variaciones inesperadas en la carga viral del HIV o en el número de células CD4, demostrando seguridad en la utilización del Boceprevir (Victrelis) en los co-infectados.

MI COMENTARIO

Existe otro ensayo clínico realizado en co-infectados con el Telaprevir (Incivek o Incivo) que presenta resultados semejantes, del 68%, sin embargo se queda imposible cualquier comparación. Mientras en el ensayo clínico con el Boceprevir los pacientes en tratamiento del HIV/SIDA se encontraban realizando el tratamiento con todo los antirretrovirales disponibles, en el ensayo clínico con el Telaprevir (Incivek o Incivo) existían exclusiones que no permitían la inclusión de pacientes tomando algunos medicamentos utilizados en el tratamiento del HIV/SIDA. Motivo por el cual cualquier comparación entre los estudios no tendría ningún fundamento científico. Es necesario aguardar resultados de alguno otro estudio que comprenda todos los pacientes con uso de todo el antirretrovirales utilizando o Telaprevir (Incivek o Incivo).

Cabe aclarar que en los dos ensayos clínicos los resultados son provisorios, esto es, los pacientes aún están en tratamiento, pero son altamente promisorios cuando sabemos que en los pacientes infectados solamente con hepatitis C que se encuentran indetectables en esa fase del tratamiento poseen 80% de posibilidad de cura de la hepatitis C. Creo que con los co-infectados no será muy diferente. La publicación de la presentación es encontrada en http://idsa.confex.com/idsa/2011/webprogram/Paper33020.html

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Sulkowski M et al. Boceprevir plus peginterferon/ribavirin for the treatment of HCV/HIV co-infected patients: interim on-treatment results. 49th Annual Meeting of the Infectious Diseases Society of America, Boston. Abstract LB-37.


Carlos Varaldo



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Last updated 23.10.2011