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23/01/2012
Efeitos colaterais que acontecem ao se utilizar os inibidores de proteases Telaprevir e Boceprevir - "5ª Paris Hepatitis Conference"
Acontece no final de janeiro a "5ª Paris Hepatitis Conference", um congresso internacional sobre o manejo de pacientes com hepatite C. Não estou convidado, mas recebi antecipadamente algumas das principais apresentações que serão realizadas, das quais falarei em artigos que irei publicando a partir de hoje.
Hoje comentarei sobre um artigo escrito pelo Dr. Christophe Hézode do Hôpital Henri Mondor, de Paris, que analisando os resultados das fases 2 e 3 dos ensaios clínicos que resultaram na aprovação dos medicamentos fala sobre os efeitos colaterais que acontecem ao se utilizar os inibidores de proteases Telaprevir e Boceprevir. O estudo está publicado em edição especial do evento pela revista "Liver International".
ESCLARECIMENTO: Somente na utilização na pratica clínica, no dia a dia da sua utilização, saberemos exatamente quais efeitos colaterais acontecem com maior ou menor frequência com cada um dos medicamentos. Estudos nesse sentido estão em andamento e dados preliminares deverão ser discutidos durante a "5ª Paris Hepatitis Conference".
O artigo do Dr. Hézode confirma que na utilização dos inibidores de proteases Telaprevir ou Boceprevir no tratamento da hepatite C os dois medicamentos aumentam o risco de anemia e, que o Telaprevir está associado a um aumento do risco de erupção cutânea e prurido, bem como alguns sintomas anorretais. No entanto os efeitos colaterais observados podem ser controlados por médicos experientes e poucos casos de interrupção do tratamento são relatados.
Pacientes que não recebam cuidados médicos especializados e apresentem efeitos adversos e colaterais mais sérios poderão ter que interromper o tratamento. Entre os efeitos colaterais mais comuns de acontecer se destacam o prurido cutâneo, erupções cutâneas, neutropenia, anemia e distúrbios gastrointestinais, tais como sintomas diarreia, náuseas e anorretais.
Os dois inibidores aumentam o risco de anemia. Nos ensaios o Boceprevir provocou anemia em aproximadamente 50% dos pacientes e o Telaprevir em 40%. A anemia pode ser um efeito colateral da ribavirina. A adição de qualquer inibidor da protease parece levar a sua exacerbação.
Mas o impacto da anemia sobre a possibilidade de cura foi diferente. A anemia não teve significancia na possibilidade de cura nos pacientes tratados com Telaprevir, já nos tratados com Boceprevir a anemia foi um indicativo de maior possibilidade de sucesso com o tratamento.
A interrupção do tratamento por culpa da anemia é dificil de acontecer. Em caso de anemia a primeira opção deve ser a utilização de eritropoetina. A redução da dosagem de ribavirina é uma opção que pode diminuir a possibilidade de sucesso com o tratamento, mas estudos recentes sugerem que se o paciente já está indetectavel a redução da dosagem de ribavirina não afeta o resultado.
No tratamento de pacientes com cirrose o acompanhamento do paciente deve ser mais severo, pois a anemia foi mais acentuada e a maioria necessitou da administração de eritropoetina. Entre 4% e 17% receberam uma transfusão de sangue devido à anemia severa.
Reações demartologicas acontecem no tratamento tradicional com interferon peguilado e ribavirina, mas a utilização do Telaprevir aumenta o risco de tais problemas. Nas fases 2 e 3 do ensaio clínico 55% dos pacientes tratados com Telaprevir desenvolveram erupções cutâneas, contra somente 1/3 dos que receberam o tratamento tradicional com interferon peguilado e ribavirina.
Mais de 90% dos problemas dermatologicos causados pelo Telaprevir foram leves ou moderados, atingindo menos de 30% da superficie da pele. Erupção cutanea grave aconteceu em 5% dos pacientes contra menos de 0,4% nos pacientes que receberam o tratamento somente com interferon peguilado e ribavirina. O Dr Hezode alerta os médicos que precisam ser capazes de distinguir entre a dermatite gerenciável, erupção cutânea grave e uma reação cutânea grave adversa.
Rash localizado, ou uma erupção cutânea difusa que cobrem menos de 50% da superfície corporal, deve ser administrável, mas requer um acompanhamento atento para os sinais de progressão. Se a erupção continua a progredir telaprevir deve ser descontinuado e, se a erupção não melhorar dentro de sete dias, a ribavirina também deve ser interrompido.
Em casos de erupção cutânea grave abrangendo pelo menos metade da superfície do corpo, ou em que a erupção é acompanhada de sintomas sistémicos como febre, lesões de pele ou quando ulceração, descamação ou outros estão presentes, um dermatologista deve ser consultado. Telaprevir deve ser descontinuado e, se não houver melhora dentro de sete dias a ribavirina e o interferon peguilado também devem ser interrompidos.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Boceprevir and telaprevir for the treatment of chronic hepatitis C: safety management in clinical practice. - Hézode C. - Proceedings of the 5th Paris Hepatitis Conference. International Conference of the Management of Patients with Viral Hepatitis: Special Edition Hepatitis C - Liver International - Volume 32, Issue Supplement s1, pages 32-38, February 2012
Carlos Varaldo
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23/01/2012
Efectos secundarios que acontecen al se utilizar los inhibidores de proteasas Telaprevir y Boceprevir - "5ª Paris Hepatitis Conference"
Acontece al final de enero la "5ª Paris Hepatitis Conference", un congreso internacional sobre el manejo de pacientes con hepatitis C. No estoy convidado, pero recibí anticipadamente algunas de las principales presentaciones que serán realizadas, de las cuales hablaré en artículos que iré publicando desde hoy.
Hoy comentaré sobre un artículo escrito por el Dr. Christophe Hézode del Hôpital Henri Mondor, de Paris, que analizando los resultados de las fases 2 y 3 de los ensayos clínicos que resultaron en la aprobación de los medicamentos habla sobre los efectos secundarios que acontecen al se utilizar los inhibidores de proteasas Telaprevir y Boceprevir. El estudio está publicado en edición especial del evento por la revista "Liver International".
ACLARACIÓN: Solamente en la utilización en la práctica clínica, en el día a día de su utilización, sabremos exactamente cuales efectos secundarios acontecen con mayor o menor frecuencia con cada uno de los medicamentos. Estudios en ese sentido están en realización y datos preliminares deberán ser discutidos durante la "5ª Paris Hepatitis Conference".
El artículo del Dr. Hézode confirma que en la utilización de los inhibidores de proteasas Telaprevir o Boceprevir en el tratamiento de la hepatitis C los dos medicamentos aumentan o riesgo de anemia y, que el Telaprevir está asociado a un aumento del riesgo de erupción cutánea y prurito, bien como algunos síntomas ano retales. Sin embargo los efectos secundarios observados pueden ser controlados por médicos experimentados y pocos casos de interrupción del tratamiento son relatados.
Pacientes que no reciban cuidados médicos especializados y presenten efectos adversos y secundarios más serios podrán tener que interrumpir o tratamiento. Entre los efectos secundarios más comunes de acontecer se destacan o eczema cutánea, erupciones cutáneas, neutropenia, anemia y disturbios gastrointestinales, tales como síntomas diarrea, náuseas y ano retales.
Los dos inhibidores aumentan el riesgo de anemia. En los ensayos el Boceprevir provocó anemia en aproximadamente 50% de los pacientes y el Telaprevir en un 40%. La anemia puede ser un efecto secundario de la ribavirina. La adición de cualquier inhibidor de la proteasa parece llevar a su exacerbación.
Pero el impacto de la anemia sobre la posibilidad de cura fue diferente. La anemia no tuvo significancia en la posibilidad de cura en los pacientes tratados con Telaprevir, ya en los tratados con Boceprevir la anemia fue un indicativo de mayor posibilidad de suceso con o tratamiento.
La interrupción del tratamiento por culpa de la anemia es difícil de acontecer. En caso de anemia la primera opción debe ser la utilización de eritropoyetina. La reducción de la dosis de ribavirina es una opción que puede disminuir la posibilidad de suceso con el tratamiento, pero estudios recientes sugieren que se el paciente ya está indetectable la reducción de la dosis de ribavirina no afecta el resultado.
En el tratamiento de pacientes con cirrosis el seguimiento del paciente debe ser más severo, pues la anemia fue más acentuada y la mayoría necesitó la administración de eritropoyetina. Entre 4% y 17% recibieron una transfusión de sangre debido a la anemia severa.
Reacciones dermatológicas acontecen en el tratamiento tradicional con interferón pegilado y ribavirina, pero la utilización del Telaprevir aumenta el riesgo de tales problemas. En las fases 2 y 3 del ensayo clínico 55% de los pacientes tratados con Telaprevir desarrollaron erupciones cutáneas, contra solamente 1/3 de los que recibieron el tratamiento tradicional con interferón pegilado y ribavirina.
Más del 90% de los problemas dermatológicos causados por el Telaprevir fueron leves o moderados, alcanzando menos del 30% de la superficie de la piel. Erupción cutánea grave aconteció en un 5% de los pacientes contra menos del 0,4% en los pacientes que recibieron tratamiento solamente con interferón pegilado y ribavirina. El Dr. Hezode alerta los médicos que necesitan ser capaces de distinguir entre la dermatitis manejable, erupción cutánea grave y una reacción cutánea grave adversa.
Rash localizado, o una erupción cutánea difusa que cubren menos del 50% de la superficie corporal, debe ser administrable, pero requiere un acompañamiento atento para las señales de progresión. Si la erupción continúa a progresar Telaprevir debe ser interrumpido y, si la erupción no mejora dentro de siete días, la ribavirina también debe ser interrumpida.
En casos de erupción cutánea grave abarcando por lo menos mitad de la superficie del cuerpo, o en que la erupción es acompañada de síntomas sistémicos como fiebre, lesiones de piel o cuando ulceración, descamación u otros están presentes, un dermatólogo debe ser consultado. Telaprevir debe ser descontinuado y, si no hay mejora dentro de siete días la ribavirina y el interferón pegilado también deben ser interrumpidos.
Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Boceprevir and telaprevir for the treatment of chronic hepatitis C: safety management in clinical practice. - Hézode C. - Proceedings of the 5th Paris Hepatitis Conference. International Conference of the Management of Patients with Viral Hepatitis: Special Edition Hepatitis C - Liver International - Volume 32, Issue Supplement s1, pages 32-38, February 2012
Carlos Varaldo
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