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17/10/2011
Identificando fatores que irão influenciar no sucesso do tratamento com os inibidores de proteases
1 - Importância do tratamento fracassado no retratamento?
Nos pacientes que fracassaram a um tratamento anterior com interferon peguilado e ribavirina conhecer o que aconteceu, o porquê da perda do tratamento, é um fator importante para avaliar a possibilidade de sucesso ao se realizar o retratamento com os inibidores de proteases, mas conforme explicamos no artigo "Qual o melhor retratamento? - Saiba como identificar os fatores que podem ter provocado o fracasso" encontrado em www.hepato.com/p_tratamentos_inibidores/identificando_fatores_do_fracasso_2011_10_03.html na maioria das vezes, por falta de dados seguros e falta de históricos corretos, será muito difícil se não impossível uma total certeza da situação do paciente.
Se fosse possível identificar o porquê da perda de tratamento a estratégia a ser seguida estaria favorecida, mas independente de tal conhecimento todos os pacientes que fracassaram a um tratamento anterior são altamente beneficiados ao receber o retratamento utilizando os inibidores de proteases. Os resultados dos ensaios clínicos demonstram a excelente possibilidade de cura com o retratamento
Ao se retratar com o Boceprevir os não respondedores o percentual de cura alcançou 40% se retratados em 28 semanas e, chegou aos 52% no retratamento de 48 semanas, contra somente 7% se o retratamento for realizado somente com interferon peguilado e ribavirina, uma possibilidade de cura 700% maior. Naqueles recidivantes a cura utilizando o Boceprevir chegou aos 75% contra 29% dos que receberam somente interferon peguilado e ribavirina, possibilidade de sucesso 250% maior (estudo RESPOND-2).
Os resultados são similares se empregado o Telaprevir. Nos recidivantes tratados com Telaprevir a cura chegou aos 83% no tratamento de 48 semanas contra somente 24% ao se utilizar somente interferon peguilado e rivabirina, uma possibilidade de cura 350% maior. Nos não respondedores utilizando o Telaprevir a cura foi de 59%, contra somente 15% ao receber interferon peguilado e ribavirina, possibilidade de sucesso 400% maior. Nos considerados nulos de resposta a cura com Telaprevir ficou em 29% contra 5% dos que foram tratados com interferon peguilado e ribavirina, 600% de maior possibilidade de sucesso (todos tratados por 48 semanas, segundo o estudo REALIZE).
Muito poderia estar escrevendo sobre as vantagens dos inibidores de proteases (mas não todas as colocações são flores já que também existem desvantagens, conforme expliquei sobre os efeitos adversos e colaterais que poderão surgir e as limitações na sua utilização), mas ao se chegar a possibilidades de cura de até 700% maiores ao se utilizar tais medicamentos não serão necessárias maiores explicações sobre a revolução que estamos presenciando.
O que podemos ou devemos obrigatoriamente oferecer a um paciente que fracassou a um tratamento anterior respeitando o juramente de Hipócrates feito na formatura em medicina quando o médico recebeu o diploma? Também, a saúde pública deve tratar gastando pouco dinheiro e não se importar em curar o paciente, ou a saúde pública deve ter como principio básico e fundamental curar as doenças e salvar vidas?
Os medicamentos podem ser caros, sim, mas nenhum deles custa mais que uma vida salva da morte por cirrose ou câncer no fígado.
2 - Importância prognostica do grau de Fibrose e Cirrose
O dano existente no fígado, medido pelo estagio da fibrose é, sim, um fator importante e seguro para prognosticar o resultado com a terapia, tanto para pacientes nunca antes tratados como, também, para os casos de retratamento. Quem tiver fibrose F3 ou cirrose, certamente será beneficiado se o tratamento for realizado com os inibidores de proteases, pois pacientes com graus elevados de fibrose respondem pouco se utilizado somente o interferon peguilado e a ribavirina.
Ao analisar detalhadamente os dados resultantes do estudo REALIZE realizado com o Telaprevir para retratamento da hepatite C, onde todos foram tratados durante 48 semanas, observamos que entre os não respondedores que apresentavam fibrose F3 nenhum paciente curou com utilizando o interferon peguilado e ribavirina, contra 56% se utilizado o Telaprevir, nos não respondedores com cirrose a proporção foi de 34% contra 20%. Nos recidivantes com fibrose F3, utilizando só o interferon peguilado e a ribavirina, 13% conseguiram a cura, contra 85% ao utilizar a Telaprevir. Entre os que apresentavam cirrose, 85% dos não respondedores conseguiram a cura, contra 13% ao utilizar somente o interferon peguilado e a ribavirina, nos não respondedores a proporção ficou em 34% contra 20%. São resultados impressionantes, mas é necessário esclarecer que cada grupo de pacientes era pequeno, motivo pelo qual na realidade do dia-a-dia esses resultados poderão ser diferentes.
Os dados do estudo RESPOND utilizando o Boceprevir mostra dados também impressionantes quanto à possibilidade de cura com o retratamento. Ao se comparar o retratamento realizado em 48 semanas, os pacientes com fibrose F3 e F4 obtiveram com a utilização do Boceprevir 68% de cura, contra 13% dos tratados somente com interferon peguilado e ribavirina. Entre os pacientes com cirrose a diferença foi ainda maior. Nenhum paciente obteve a cura utilizando somente o interferon peguilado e a ribavirina, contra 77% ao utilizar o Boceprevir.
Praticamente já é consenso que pacientes com cirrose, seja recebendo o primeiro tratamento ou um retratamento utilizando os inibidores de proteases recebam indicação de tratamento por 48 semanas.
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
Aviso legal: As informações deste texto são meramente informativas e não podem ser consideradas nem utilizadas como indicação medica. É permitida a utilização das informações contidas nesta mensagem desde que citada a fonte como retiradas de WWW.HEPATO.COM
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17/10/2011
Identificando factores que irán a influenciar en el suceso del tratamiento con los inhibidores de proteasas
1 - ¿Importancia del tratamiento fracasado en el retratamiento?
En los pacientes qué fracasaron a un tratamiento anterior con interferón pegilado y ribavirina conocer qué pasó, el porqué de la pérdida del tratamiento, es un factor importante para evaluar la posibilidad de suceso al se realizar el retratamiento con los inhibidores de proteasas, pero según explicamos en el artículo "¿Cuál el mejor retratamiento? - Sepa cómo identificar los factores que pueden haber provocado el fracaso" encontrado en www.hepato.com/p_tratamentos_inibidores/identificando_fatores_do_fracasso_2011_10_03.html#esp en la mayoría de las veces, por falta de datos seguros y falta de históricos correctos, será muy difícil si no imposible una total certeza de la situación del paciente.
Si fuese posible identificar el porqué de la pérdida de tratamiento la estrategia a ser seguida estaría favorecida, pero independiente de tal conocimiento todos los pacientes que fracasaron a un tratamiento anterior son altamente beneficiados al recibir el retratamiento utilizando los inhibidores de proteasas. Los resultados de los ensayos clínicos demuestran la excelente posibilidad de cura con el retratamiento
Al se retratar con el Boceprevir los no respondedores el porcentual de cura alcanzó 40% si retratados en 28 semanas y, llegó a los 52% en el retratamiento de 48 semanas, contra solamente 7% si el retratamiento es realizado solamente con interferón pegilado y ribavirina, una posibilidad de cura 700% mayor. En aquellos recidivantes la cura utilizando el Boceprevir llegó a los 75% contra 29% de los que recibieron solamente interferón pegilado y ribavirina, posibilidad de suceso 250% mayor (estudio RESPOND-2).
Los resultados son similares si empleado el Telaprevir. En los recidivantes tratados con Telaprevir la cura llegó a los 83% en el tratamiento de 48 semanas contra solamente 24% al se utilizar solamente interferón pegilado y rivabirina, una posibilidad de cura 350% mayor. En los no respondedores utilizando el Telaprevir la cura fue del 59%, contra solamente 15% al recibir interferón pegilado y ribavirina, posibilidad de suceso 400% mayor. En los considerados nulos de respuesta la cura con Telaprevir quedó en un 29% contra 5% de los que fueron tratados con interferón pegilado y ribavirina, 600% de mayor posibilidad de suceso (todos tratados por 48 semanas, según el estudio REALICE).
Mucho podría estar escribiendo sobre las ventajas de los inhibidores de proteasas (pero no todas las colocaciones son flores ya que también existen desventajas, según expliqué sobre los efectos adversos y colaterales que podrán surgir y las limitaciones en su utilización), pero al se llegar a posibilidades de cura de hasta 700% mayores al se utilizar tales medicamentos no serán necesarias muchas explicaciones sobre la revolución que estamos presenciando.
¿Lo qué podemos o debemos obligatoriamente ofrecer a un paciente qué fracasó a un tratamiento anterior hecho en el juramento de Hipócrates cuando el médico recibió el diploma? ¿También, la salud pública debe tratar gastando poco dinero y no se importar en curar el paciente, o la salud pública debe tener como principio básico y fundamental curar las enfermedades y salvar vidas?
Los medicamentos pueden ser caros, sí, pero ninguno de ellos cuesta más que una vida salva de la muerte por cirrosis o cáncer en el hígado.
2 - Importancia pronostica del grado de Fibrosis y Cirrosis
El daño existente en el hígado, medido por el estadio de la fibrosis es, sí, un factor importante y seguro para pronosticar o resultado da terapia, tanto para pacientes nunca antes tratados como, también, para los casos de retratamiento. Quien tiene fibrosis F3 o cirrosis, seguramente será beneficiado si el tratamiento es realizado con los inhibidores de proteasas, pues pacientes con grados elevados de fibrosis responden poco si utilizado solamente el interferón pegilado y la ribavirina.
Al analizar con detalles los datos resultantes del estudio REALICE realizado con el Telaprevir para retratamiento de la hepatitis C, donde todos fueron tratados durante 48 semanas, observamos que entre los no respondedores que presentaban fibrosis F3 ningún paciente curó con utilizando el interferón pegilado y ribavirina, contra 56% si utilizado el Telaprevir, en los no respondedores con cirrosis la proporción fue del 34% contra 20%. En los recidivantes con fibrosis F3, utilizando solo el interferón pegilado y la ribavirina, 13% lograron la cura, contra 85% al utilizar a Telaprevir. Entre los que presentaban cirrosis, 85% de los no respondedores consiguieron la cura, contra 13% al utilizar solamente el interferón pegilado y la ribavirina, en los no respondedores la proporción se quedó en un 34% contra 20%. Son resultados impresionantes, pero es necesario aclarar que cada grupo de pacientes era pequeño, motivo por el cual en la realidad del día-a-día esos resultados podrán ser diferentes.
Los datos del estudio RESPOND utilizando el Boceprevir muestra datos también impresionantes en cuanto a la posibilidad de cura con el retratamiento. Al se comparar el retratamiento realizado en 48 semanas, los pacientes con fibrosis F3 y F4 obtuvieron con la utilización del Boceprevir 68% de cura, contra 13% de los tratados solamente con interferón pegilado y ribavirina. Entre los pacientes con cirrosis la diferencia fue aún mayor. Ningún paciente logró la cura utilizando solamente el interferón pegilado y la ribavirina, contra 77% al utilizar el Boceprevir.
Prácticamente ya es consenso que pacientes con cirrosis, sea recibiendo el primer tratamiento o un retratamiento utilizando los inhibidores de proteasas reciban indicación de tratamiento por 48 semanas.
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores de las diversas actividades.
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