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03/10/2011
Resistência do vírus após o tratamento com Telaprevir ou Boceprevir
O "Journal of Clinical Virology" publica uma pesquisa que deverá servir de alerta sobre o perigo que representará perder o tratamento se utilizado os inibidores de proteases Telaprevir ou Boceprevir,
UM MOTIVO A MAIS PARA O PACIENTE TER ADESÃO TOTAL PARA NÃO SER RESPONSÁVEL PELOS PROBLEMAS QUE PODERÁ SOFRER.
Por serem os inibidores de proteases medicamentos altamente seletivos na sua atuação sobre a fração NS3/4 da estrutura do vírus, podem, em caso de fracasso do tratamento, criar resistência viral, quando então deixam de fazer efeito.
Ainda se desconhece se os pacientes que não conseguem sucesso com a sua utilização e criaram resistência viral, poderão, no futuro, serem beneficiados com novos medicamentos que estão em fases de pesquisas.
Os pesquisadores da "Klinikum der Goethe Universität" da Alemanha estudaram se a resistência viral aos inibidores de proteases permanece por longo período ou, se os pacientes recuperam a estrutura anterior do vírus com a interrupção dos medicamentos. Na utilização do interferon pode acontecer resistência, mas ao interromper o tratamento em pouco tempo o vírus volta à estrutura original, não impossibilitando uma nova utilização do interferon.
A análise da sequencia dos genes do NS3-protease foi realizada selecionando pacientes infectados com o genotipo 1 que não obtiveram a cura na fase 1-b dos ensaios clínicos com Telaprevir e Boceprevir e apresentaram resistência viral.
Após um acompanhamento de 4,2 anos em 28 dos 82 pacientes selecionados foram encontradas variantes de resistência viral.
Concluem os autores que na maioria dos pacientes que na fase 1-b dos ensaios clínicos que receberam Telaprevir ou Boceprevir por curtos períodos, após um longo período de acompanhamento permanecem mutações na estrutura do vírus.
MEUS COMENTÁRIOS:
Comentário otimista: Os pacientes incluídos no estudo tinham recebido Telaprevir ou Boceprevir por um curto período de tempo. A fase 1-b não objetivava curar a hepatite C e sim comprovar a segurança dos medicamentos. Os pacientes não completavam o tratamento, motivo pelo qual a maioria não conseguia a cura, o que pode ser um motivo para encontrar o alto número de pacientes com resistência viral após 4 anos da utilização.
Comentário pessimista: Se o paciente não respeitar o horário de oito horas entre as doses para tomar o Telaprevir ou o Boceprevir poderá muito facilmente perder o tratamento e criar resistência, quando então o futuro para ele será uma incógnita. Ou o paciente passa a ser educado para ter responsabilidade sobre seu tratamento, ou o único prejudicado será o próprio paciente.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Analysis of long-term persistence of resistance mutations within the hepatitis C virus NS3 protease after treatment with telaprevir or boceprevir - Simone Susser, Johannes Vermehren, Nicole Forestier, Martin Walter Welker, Natalia Grigorian, Caterina Füller, Dany Perner, Stefan Zeuzem, Christoph Sarrazin - Journal of Clinical Virology - doi:10.1016/j.jcv.2011.08.015 - Available online 15 September 2011.
Carlos Varaldo
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03/10/2011
Resistencia del virus después del tratamiento con Telaprevir o Boceprevir
El "Journal of Clinical Virology" publica una pesquisa que deberá servir de alerta sobre el peligro que representará perder el tratamiento si utilizado los inhibidores de proteasas Telaprevir o Boceprevir,
UN MOTIVO A MÁS PARA EL PACIENTE TENER ADHESIÓN TOTAL PARA NO SER RESPONSABLE POR LOS PROBLEMAS QUE PODRÁ SUFRIR.
Por ser los inhibidores de proteasas medicamentos altamente selectivos en su actuación sobre la fracción NS3/4 de la estructura del virus, pueden, en caso de fracaso del tratamiento, crear resistencia viral, cuando entonces dejan de hacer efecto.
Aún se desconoce si los pacientes que no consiguen suceso con su utilización y crearon resistencia viral, podrán, en el futuro, ser beneficiados con nuevos medicamentos que están en fases de pesquisas.
Los investigadores de la "Klinikum der Goethe Universität" de Alemania estudiaron si la resistencia viral a los inhibidores de proteasas permanece por largo período o, si los pacientes recuperan la estructura anterior del virus con la interrupción de los medicamentos. En la utilización del interferón puede acontecer resistencia, pero al interrumpir el tratamiento en poco tiempo el virus vuelve a la estructura original, no imposibilitando una nueva utilización del interferón.
El análisis de la secuencia de los genes del NS3-proteasa fue realizada seleccionando pacientes infectados con el genotipo 1 que no obtuvieron la cura en la fase 1-b de los ensayos clínicos con Telaprevir y Boceprevir y presentaron resistencia viral.
Después de un seguimiento de 4,2 años en 28 de los 82 pacientes seleccionados fueron encontradas variantes de resistencia viral.
Concluyen los autores que en la mayoría de los pacientes que en la fase 1-b de los ensayos clínicos que recibieron Telaprevir o Boceprevir por cortos períodos, después de un largo período de observación permanecen mutaciones en la estructura del virus.
MIS COMENTARIOS:
Comentario optimista: Los pacientes incluidos en el estudio habían recibido Telaprevir o Boceprevir por un corto período de tiempo. La fase 1-b no objetivaba curar la hepatitis C y sí comprobar la seguridad de los medicamentos. Los pacientes no completaban el tratamiento, motivo por el cual la mayoría no conseguía la cura, lo que puede ser un motivo para encontrar el alto número de pacientes con resistencia viral después de 4 años de la utilización.
Comentario pesimista: Si el paciente no respeta el horario de ocho horas entre las dosis para tomar el Telaprevir o el Boceprevir podrá muy fácilmente perder el tratamiento y crear resistencia, cuando entonces el futuro para él será un misterio. O el paciente pasa a ser educado para tener responsabilidad sobre su tratamiento, o el único perjudicado será el propio paciente.
Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Analysis of long-term persistence of resistance mutations within the hepatitis C virus NS3 protease after treatment with telaprevir or boceprevir - Simone Susser, Johannes Vermehren, Nicole Forestier, Martin Walter Welker, Natalia Grigorian, Caterina Füller, Dany Perner, Stefan Zeuzem, Christoph Sarrazin - Journal of Clinical Virology - doi:10.1016/j.jcv.2011.08.015 - Available online 15 September 2011.
Carlos Varaldo
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