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17/10/2011


AASLD publica uma revisão das recomendações de tratamento com Boceprevir e Telaprevir


A Associação Americana para o Estudo das Doenças do Fígado (AASLD) atualizou as diretrizes para o tratamento do genótipo 1 da hepatite C com a utilização do Boceprevir e Telaprevir, conforme publicação na revista "Hepatology" que pode ser acessada na integra em http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/hep.24641/full

As novas diretrizes tiveram a aprovação da American Association for the Study of Liver Diseases (AASLD), da Infectious Diseases Society of America (IDSA), do American College of Gastroenterology, e da National Viral Hepatitis Roundtable.

As novas diretrizes são categóricas na recomendação de que todos os pacientes infectados com o genótipo 1 que não apresentem contra-indicações deverão receber tratamento com a combinação de interferon peguilado, ribavirina e um dos dois inibidores de proteases, o Boceprevir ou o Telaprevir.


TRATAMENTO COM BOCEPREVIR

Em pacientes nunca antes tratados a dose recomendada de boceprevir é de 800 mg administrado com alimentos 3 vezes por dia (a cada 7 - 9 horas), juntamente com interferon peguilado e ribavirina conforme o peso do paciente. Durante as 4 primeiras semanas o tratamento é realizado somente com o interferon peguilado e a ribavirina e na semana 5 entra o Boceprevir para completar o tratamento em 28 ou 48 semanas conforme a resposta na carga viral.

Os pacientes sem cirrose que conseguem negativar (indetectavel) nas semanas 8 e 24 podem ser tratados em somente 28 semanas. Pacientes com cirrose devem receber tratamento durante 48 semanas.

O retratamento com boceprevir pode ser recomendado a pacientes recidivantes ou não respondedores a um tratamento anterior realizado com interferon peguilado e ribavirina. O tratamento ou retratamento deve ser interrompido se a carga viral se encontra superior aos 100 UI/ml na semana 12 do tratamento ou si se encontra positiva (detectável) na semana 24 do tratamento.

Pacientes em retratamento com boceprevir mais interferon peguilado e ribavirina que continuam a apresentar uma carga viral superior a 100 UI/ml na semana 12 devem interromper imediatamente o tratamento, devido à alta probabilidade de desenvolver resistência aos medicamentos antivirais.


TRATAMENTO COM TELAPREVIR

Em pacientes nunca antes tratados a dose recomendada de telaprevir é de 750 mg administrado com alimentos gordurosos consumidos 30 minutos antes do medicamento, 3 vezes por dia (a cada 7 - 9 horas), juntamente com interferon peguilado e ribavirina conforme o peso do paciente durante as primeiras 12 semanas do tratamento. A partir da semana 12 o tratamento continua somente com interferon peguilado e ribavirina. Conforme os resultados de carga viral, o tratamento terá uma duração de 24 ou 48 semanas.

Os pacientes sem cirrose que conseguem negativar (indetectavel) nas semanas 4 e 12 podem ser tratados em somente 24 semanas. Pacientes com cirrose devem receber tratamento durante 48 semanas.

O retratamento com telaprevir pode ser recomendado a pacientes recidivantes, não respondedores ou nulos de resposta a um tratamento anterior realizado com interferon peguilado e ribavirina.

O tratamento ou retratamento deve ser interrompido se a carga viral se encontra superior aos 1.000 UI/ml nas semanas 4 e 12 do tratamento ou si se encontra positiva (detectável) na semana 24 do tratamento.

Pacientes em retratamento com telaprevir mais interferon peguilado e ribavirina que continuam a apresentar uma carga viral superior a 1.000 UI/ml na semana 4, ou na semana 12 devem interromper imediatamente o tratamento, devido à alta probabilidade de desenvolver resistência aos medicamentos antivirais.


RECOMENDAÇÕES GERAIS

A AASLD recomenda que no desenvolvimento de anemia com qualquer um dos inibidores de proteases a dosagem de ribavirina deve ser diminuida.

Em caso de um aumento da carga viral superior a 1 log em qualquer etapa do tratamento os inibidores de proteases devem ser imediatamente retirados do tratamento.

Pacientes que não conseguem sucesso com um dos inibidores de proteases não devem ser novamente tratados utilizando o outro inibidor de proteases.


MEUS COMENTÁRIOS

As recomendações são para os Estados Unidos. Por exemplo, nos casos de anemia os americanos não estão acostumados a utilizar a eritropoetina, como usualmente é utilizada no Brasil e em outros países. Qual será o procedimento que deveremos adotar? Seguir a recomendação da AASLD ou utilizar a eritropoetina?

Identificar um paciente nulo de tratamento ou um não respondedor será impossivel em varios países, pois não existem registros exatos e confiaveis em relação a como foi realizado o tratamento com interferon peguilado e ribavirina. A aderencia foi boa? O interferon foi armazenado corretamente, na temperatura correta? A ribavirina era de primeira marca ou generica?

No único caso em que se pode ter certeza da perda de tratamento será nos recidivantes, já que eles terminaram o tratamento negativos (indetectaveis) e nos seis meses seguintes o virus reapareceu. Somente neles é que o tratamento poderá ser realizado como terapia guiada.

Carlos Varaldo



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17/10/2011


AASLD publica una revisión de las recomendaciones de tratamiento con Boceprevir y Telaprevir


La Asociación Americana para el Estudio de las Enfermedades del Hígado (AASLD) actualizó las directrices para el tratamiento del genotipo 1 de la hepatitis C con la utilización del Boceprevir y Telaprevir, conforme publicación en la revista "Hepatology" que puede ser visto en la integra en http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/hep.24641/full

Las nuevas directrices tuvieron la aprobación de la American Association for the Study of Liver Diseases (AASLD), de la Infectious Diseases Society of America (IDSA), del American College of Gastroenterology, y de la National Viral Hepatitis Roundtable.

Las nuevas directrices son categóricas en la recomendación de que todos los pacientes infectados con el genotipo 1 que no presenten contraindicaciones, deberán recibir tratamiento con la combinación de interferón pegilado, ribavirina y uno de los dos inhibidores de proteasas, el Boceprevir o el Telaprevir.


TRATAMIENTO CON BOCEPREVIR

En pacientes nunca antes tratados la dosis recomendada de Boceprevir es de 800 mg administrado con alimentos 3 veces por día (a cada 7 - 9 horas), juntamente con interferón pegilado y ribavirina conforme el peso del paciente. Durante las 4 primeras semanas el tratamiento es realizado solamente con el interferón pegilado y la ribavirina y en la semana 5 entra el Boceprevir para completar el tratamiento en 28 ó 48 semanas conforme la respuesta en la carga viral.

Los pacientes sin cirrosis que consiguen negativar (indetectable) en las semanas 8 y 24 pueden ser tratados en solamente 28 semanas. Pacientes con cirrosis deben recibir tratamiento durante 48 semanas.

El retratamiento con Boceprevir puede ser recomendado a pacientes recidivantes o no respondedores a un tratamiento anterior realizado con interferón pegilado y ribavirina. El tratamiento o retratamiento debe ser interrumpido si la carga viral se encuentra superior a los 100 UI/ml en la semana 12 del tratamiento o sí se encuentra positiva (detectado) en la semana 24 del tratamiento.

Pacientes en retratamiento con Boceprevir más interferón pegilado y ribavirina que continúan a presentar una carga viral superior a 100 UI/ml en la semana 12 deben interrumpir inmediatamente el tratamiento, debido a la alta probabilidad de desarrollar resistencia a los medicamentos antivirales.


TRATAMIENTO CON TELAPREVIR

En pacientes nunca antes tratados la dosis recomendada de Telaprevir es de 750 mg administrado con alimentos grasos consumidos 30 minutos antes del medicamento, 3 veces por día (a cada 7 - 9 horas), juntamente con interferón pegilado y ribavirina conforme el peso del paciente durante las primeras 12 semanas del tratamiento. A partir de la semana 12 el tratamiento continúa solamente con interferón pegilado y ribavirina. Conforme los resultados de carga viral, el tratamiento tendrá una duración de 24 ó 48 semanas.

Los pacientes sin cirrosis que logran negativar (indetectable) en las semanas 4 y 12 pueden ser tratados en solamente 24 semanas. Pacientes con cirrosis deben recibir tratamiento durante 48 semanas.

El retratamiento con Telaprevir puede ser recomendado a pacientes recidivantes, no respondedores o nulos de respuesta a un tratamiento anterior realizado con interferón pegilado y ribavirina.

El tratamiento o retratamiento debe ser interrumpido si la carga viral se encuentra superior a los 1.000 UI/ml en las semanas 4 y 12 del tratamiento o sí se encuentra positiva (detectado) en la semana 24 del tratamiento.

Pacientes en retratamiento con Telaprevir más interferón pegilado y ribavirina que continúan a presentar una carga viral superior a 1.000 UI/ml en la semana 4, o en la semana 12 deben interrumpir inmediatamente el tratamiento, debido a la alta probabilidad de desarrollar resistencia a los medicamentos antivirales.


RECOMENDACIONES GENERALES

La AASLD recomienda que en el desarrollo de anemia con cualquier uno de los inhibidores de proteasas la dosis de ribavirina deba ser disminuida.

En caso de un aumento de la carga viral superior a 1 Log en cualquier etapa del tratamiento los inhibidores de proteasas deben ser inmediatamente retirados del tratamiento.

Pacientes que no consiguen suceso con uno de los inhibidores de proteasas no deben ser nuevamente tratados utilizando el otro inhibidor de proteasas.


MIS COMENTARIOS

Las recomendaciones son para Estados Unidos. Por ejemplo, en los casos de anemia los americanos no suelen utilizar la eritropoyetina, como comúnmente es utilizada en Brasil y en otros países. ¿Cuál será el procedimiento qué deberemos adoptar? ¿Seguir la recomendación de la AASLD o utilizar a eritropoyetina?

Identificar un paciente nulo de tratamiento o uno no respondedor será imposible en varios países, pues no existen registros exactos y confiables con relación a como fue realizado el tratamiento con interferón pegilado y ribavirina. ¿La adherencia fue buena? ¿El interferón fue almacenado correctamente, en la temperatura correcta? ¿La ribavirina era de primera marca o genérica?

En el único caso en el que se puede tener certeza de la pérdida de tratamiento será en los recidivantes, ya que ellos terminaron el tratamiento negativos (indetectables) y en los seis meses siguientes el virus reapareció. Solamente en ellos es que el tratamiento podrá ser realizado como terapia guiada.

Carlos Varaldo



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Last updated 18.10.2011