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21/11/2011


Anemia do Victrelis (Boceprevir), um problema ou um benefício?


Pode parecer contraditório, mas está comprovado que a anemia durante o tratamento tradicional da hepatite C com interferon peguilado e ribavirina, um efeito colateral que prejudica a qualidade de vida do paciente é um fator benéfico, pois aumenta a possibilidade de cura.

O estudo IDEAL, realizado com 3.023 pacientes estudou a anemia como fator de resposta terapêutica, observando que aqueles que apresentaram uma redução no nível de hemoglobina superior a 3 g/dl, 43,7% obtiveram a cura, já no grupo que teve uma redução inferior a 3 g/dl, a cura aconteceu em somente 29,9% deles (*1).

Muito está se discutindo o que vai acontecer com a introdução dos inibidores de proteases, já que ambos aumentam a anemia durante o tratamento ao provocar uma potencialização do efeito da ribavirina. O Boceprevir provoca até um pouco mais de anemia que o Telaprevir.

O Poster 933 (*2) apresentado no congresso AASLD 2011 analisa os dados do estudo SPRINT que utilizou o Boceprevir no tratamento combinado com interferon peguilado e ribavirina, mostrando que a hemoglobina que acontece nas primeiras quatro semanas do tratamento com interferon peguilado e ribavirina é um excelente instrumento para o médico poder predizer qual será a redução após a introdução do Boceprevir conseguindo estimar com segurança quando deverá administrar a eritropoetina.

Porem outros estudos, ainda controversos, demostram que quando utilizados os inibidores de proteases é possível, a critério do médico, diminuir a dose da ribavirina em vez de utilizar a eritropoetina, sem perder por isso qualquer possibilidade de resposta terapêutica com o tratamento.

Tal critério é importante conforme a experiência do médico em manejar a anemia e cada país utilizará uma forma diferente. Por exemplo, nos Estados Unidos os médicos utilizam muito pouco a eritropoetina, já em outros países, como no Brasil, a eritropoetina é largamente utilizada, existindo alta experiência no controle e manejo da anemia utilizando a eritropoetina por parte dos profissionais, o que se constitui numa vantagem competitiva.

No estudo SPRINT foram observados cinco grupos de pacientes conforme a diminuição do nível de hemoglobina na semana 4. Dependendo do resultado da semana 4, antes da introdução do Boceprevir, o médico já poderá estimar se na semana 8 será necessário introduzir a ribavirina ou reduzir a dose da ribavirina. Os resultados, interessantes, foram os seguintes:

- Os pacientes que na semana 4 de interferon peguilado e ribavirina (antes da introdução do Boceprevir na terapia na semana 5) apresentavam uma queda na hemoglobina inferior a 1g/dl chegavam à semana 8 com níveis acima de 10g/dl sem necessidade de se utilizar a eritropoetina nesses pacientes.

- Nos pacientes que na semana 4 de interferon peguilado e ribavirina (antes da introdução do Boceprevir na terapia na semana 5) apresentavam uma queda na hemoglobina entre 1g/dl e 2g/dl, 39% deles apresentavam na semana 8 níveis inferiores a 10g/dl, sendo que em 22% desses foi necessário usar eritropoetina.

- Nos pacientes que na semana 4 de interferon peguilado e ribavirina (antes da introdução do Boceprevir na terapia na semana 5) apresentavam uma queda na hemoglobina entre 2g/dl e 3g/dl, 17% deles apresentavam na semana 8 níveis inferiores a 10g/dl, sendo que em 22% desses foi necessário usar eritropoetina.

- Nos pacientes que na semana 4 de interferon peguilado e ribavirina (antes da introdução do Boceprevir na terapia na semana 5) apresentavam uma queda na hemoglobina entre 3g/dl e 4g/dl, 61% deles apresentavam na semana 8 níveis inferiores a 10g/dl, sendo que em 83% desses foi necessário usar eritropoetina.

- Nos pacientes que na semana 4 de interferon peguilado e ribavirina (antes da introdução do Boceprevir na terapia na semana 5) apresentavam uma queda na hemoglobina superior a 4g/dl, 60% deles apresentavam na semana 8 níveis inferiores a 10g/dl, sendo que em 47% desses foi necessário usar eritropoetina.

Concluem os autores do estudo SPRINT que o chamado "lead-in" que existe no tratamento utilizando o Boceprevir identifica os pacientes em risco de novas quedas na hemoglobina, podendo acompanhar de perto a evolução e assim evitar atrasos na introdução da eritropoetina, evitando uma possível interrupção do tratamento por culpa da anemia. Informam que um grande estudo avaliando o papel da eritropoetina no tratamento da hepatite C esta em curso e fornecerá informações adicionais as já comprovadas no estudo SPRINT.

MEU COMENTÁRIO

Já era conhecido que anemia é um fator importante para uma maior possibilidade de cura com o tratamento utilizando o interferon peguilado e ribavirina.

Mais importante, ainda, porque a anemia é diagnostica facilmente pelo simples hemograma, um exame muito comum e barato que apresenta resultados rapidamente, no máximo em 24 horas em qualquer região do mundo e que todos sabem interpretar.

O interessante neste momento em que chegam os inibidores de proteases é saber que os países onde sempre trataram a anemia utilizando a eritropoetina estão muito melhor preparados para passar a utilizar com segurança os inibidores de proteases e a anemia já não se constitui num problema alarmante quando utilizado o Boceprevir.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
(*1) - HCV treatment-related anemia is associated with higher sustained virologic response rate - Sulkowski MS, Shiffman ML, Afdhal NH, Reddy KR, McCone J, Lee WM, Herrine SK, Harrison SA, Poordad FF, Koury K, Deng W, Noviello S, Pedicone LD, Brass CA, Albrecht JK, McHutchison JG; IDEAL Study Team - Gastroenterology. 2010 Aug 16. - PMID: 20723545 - Johns Hopkins University School of Medicine, Baltimore, Maryland.

(*2) - Hemogloblin Decline During Lead-In Phase as an Early Predictor of Anemia After the Addition of Boceprevir: A Retrospective Analysis of HCV SPRINT-1 - red Poordad, John M. Vierling, Rafael Esteban, Paul Y. Kwo, Jianmin Long, Eirum I. Chaudhri, Lisa Pedicone, Janice K. Albrecht - AASLD 2011 - Poster 933


Carlos Varaldo



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21/11/2011


¿Anemia del Victrelis (Boceprevir), un problema o un beneficio?


Puede parecer contradictorio, pero está comprobado que la anemia durante el tratamiento tradicional de la hepatitis C con interferón pegilado y ribavirina, un efecto secundario que perjudica la calidad de vida del paciente es un factor benéfico, pues aumenta la posibilidad de cura.

El estudio IDEAL, realizado con 3.023 pacientes estudió la anemia como factor de respuesta terapéutica, observando que aquéllos que presentaron una reducción en el nivel de hemoglobina superior a 3 g/dl, 43,7% lograron la cura, ya en el grupo que tuvo una reducción inferior a 3 g/dl, la cura aconteció en solamente 29,9% de ellos (*1).

Mucho está se discutiendo lo que va a acontecer con la introducción de los inhibidores de proteasas, ya que ambos aumentan la anemia durante o tratamiento al provocar una potencialización del efecto de la ribavirina. El Boceprevir provoca hasta un poco más de anemia que o Telaprevir.

O Poster 933 (*2) presentado en el congreso AASLD 2011 analiza los datos del estudio SPRINT que utilizó o Boceprevir en el tratamiento combinado con interferón pegilado y ribavirina, mostrando que la hemoglobina que acontece en las primeras cuatro semanas del tratamiento con interferón pegilado y ribavirina es un excelente instrumento para el médico poder predecir cuál será la reducción después de la introducción del Boceprevir logrando estimar con seguridad cuando deberá administrar la eritropoyetina.

Pero otros estudios, aún controversos, demuestran que cuando utilizados los inhibidores de proteasas es posible, a criterio del médico, disminuir la dosis de la ribavirina en vez de utilizar la eritropoyetina, sin perder por eso cualquier posibilidad de respuesta terapéutica con el tratamiento.

Tal criterio es importante conforme la experiencia del médico en manejar la anemia y cada país utilizará una forma diferente. Por ejemplo, en Estados Unidos los médicos utilizan muy poco la eritropoyetina, ya en otros países, como en Brasil, la eritropoyetina es largamente utilizada, existiendo alta experiencia en el control y manejo de la anemia utilizando la eritropoyetina por parte de los profesionales, lo que se constituye en una ventaja competitiva.

En el estudio SPRINT fueron observados cinco grupos de pacientes conforme la disminución del nivel de hemoglobina en la semana 4. Dependiendo del resultado de la semana 4, antes de la introducción del Boceprevir, el médico ya podrá estimar si en la semana 8 será necesario introducir la ribavirina o reducir la dosis de la ribavirina. Los resultados, interesantes, fueron los siguientes:

- Los pacientes que en la semana 4 de interferón pegilado y ribavirina (antes de la introducción del Boceprevir en la terapia en la semana 5) presentaban una caída en la hemoglobina inferior a 1g/dl llegaban a la semana 8 con valores arriba de 10g/dl sin necesidad de utilizarse la eritropoyetina en esos pacientes.

- En los pacientes que en la semana 4 de interferón pegilado y ribavirina (antes de la introducción del Boceprevir en la terapia en la semana 5) presentaban una caída en la hemoglobina entre 1g/dl y 2g/dl, 39% de ellos presentaban en la semana 8 valores inferiores a 10g/dl, siendo que en un 22% de esos fue necesario usar eritropoyetina.

- En los pacientes que en la semana 4 de interferón pegilado y ribavirina (antes de la introducción del Boceprevir en la terapia en la semana 5) presentaban una caída en la hemoglobina entre 2g/dl y 3g/dl, 17% de ellos presentaban en la semana 8 valores inferiores a 10g/dl, siendo que en un 22% de esos fue necesario usar eritropoyetina.

- En los pacientes que en la semana 4 de interferón pegilado y ribavirina (antes de la introducción del Boceprevir en la terapia en la semana 5) presentaban una caída en la hemoglobina entre 3g/dl y 4g/dl, 61% de ellos presentaban en la semana 8 valores inferiores a 10g/dl, siendo que en un 83% de esos fue necesario usar eritropoyetina.

- En los pacientes que en la semana 4 de interferón pegilado y ribavirina (antes de la introducción del Boceprevir en la terapia en la semana 5) presentaban una caída en la hemoglobina superior a 4g/dl, 60% de ellos presentaban en la semana 8 valores inferiores a 10g/dl, siendo que en un 47% de esos fue necesario usar eritropoyetina.

Concluyen los autores del estudio SPRINT que o llamado "lead-in" que existe en el tratamiento utilizando el Boceprevir identifica los pacientes en riesgo de nuevas caídas en la hemoglobina, pudiendo acompañar de cerca la evolución y así evitar atrasos en la introducción de la eritropoyetina, evitando una posible interrupción del tratamiento por culpa de la anemia. Informan que un gran estudio evaluando el papel de la eritropoyetina en el tratamiento de la hepatitis C ésta en curso y suministrará informaciones adicionales a las ya comprobadas en el estudio SPRINT.

MI COMENTARIO

Ya era conocido que anemia es un factor importante para una mayor posibilidad de cura con o tratamiento utilizando o interferón pegilado y ribavirina.

Más importante aún porque la anemia es diagnostica fácilmente por el simple hemograma, un examen muy común y barato que presenta resultados rápidamente, a lo más en 24 horas en cualquier región del mundo y que todos saben interpretar.

O interesante en este momento en el que llegan los inhibidores de proteasas es saber que los países donde siempre trataron la anemia utilizando la eritropoyetina están bien mejor preparados para pasar a utilizar con seguridad los inhibidores de proteasas y la anemia ya no se constituye en un problema alarmante cuando utilizado el Boceprevir.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
(*1) - HCV treatment-related anemia is associated with higher sustained virologic response rate - Sulkowski MS, Shiffman ML, Afdhal NH, Reddy KR, McCone J, Lee WM, Herrine SK, Harrison SA, Poordad FF, Koury K, Deng W, Noviello S, Pedicone LD, Brass CA, Albrecht JK, McHutchison JG; IDEAL Study Team - Gastroenterology. 2010 Aug 16. - PMID: 20723545 - Johns Hopkins University School of Medicine, Baltimore, Maryland.

(*2) - Hemogloblin Decline During Lead-In Phase as an Early Predictor of Anemia After the Addition of Boceprevir: A Retrospective Analysis of HCV SPRINT-1 - red Poordad, John M. Vierling, Rafael Esteban, Paul Y. Kwo, Jianmin Long, Eirum I. Chaudhri, Lisa Pedicone, Janice K. Albrecht - AASLD 2011 - Poster 933


Carlos Varaldo



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Last updated 20.11.2011