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A não aderência ao tratamento diminui a possibilidade de cura da hepatite C

03/07/2016

Um estudo apresentado no congresso "Digestive Disease Week 2016" avaliou o efeito da não aderência ao tratamento da hepatite C por pacientes em tratamento com os medicamentos orais livres de interferon.

IMPORTANTE: Os pacientes que deixam de tomar uma dose ao mês ou até cinco doses no total do tratamento foram definidos como não aderentes.

Esses pacientes não aderentes as recomendações do tratamento tiveram uma taxa 19% menor de possibilidades de sucesso em comparação com aqueles em que a adesão foi completa, isto é, os que tomaram todas as doses nos dias e horários indicados pelo médico.

A resposta sustentada 12 semanas após o final do tratamento, isto é a cura da hepatite C, foi de 67% entre os pacientes não aderentes e de 86% nos pacientes com aderência total.

Efeitos colaterais como fadiga, dor de cabeça, náuseas, diarreia, perda de peso ou erupções cutâneas não afetaram significativamente a adesão dos pacientes, mas foi observado que mulheres, pessoas de pele negra ou com doenças psiquiátricas eram maioria no grupo de pacientes não aderentes.

MEU COMENTÁRIO:

Nenhum medicamento é milagroso. Depende da responsabilidade do paciente para o medicamento fazer o efeito desejado. É ilógico receber um tratamento que custa igual a um carro novo é o paciente ser desleixado não tendo a aderência indicada pelo médico, não tomando os comprimidos ou não respeitando os horários prescritos.

Existe um estudo da Organização Mundial da Saúde no qual se estima que 50% das pessoas com doenças crônicas não tomam os medicamentos como é prescrito.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Altstadt AR, Holznecht C, Rahman SI, Rein L, Szabo A, Saeian K. Non-adherence diminishes real-world SVR12 in an inter-disciplinary care clinic. Program and abstracts of Digestive Disease Week; May 21-24, 2016; San Diego, California. Abstract 601.

Sabaté E, ed. Adherence to Long-Term Therapies: Evidence for Action. Geneva, Switzerland: World Health Organization; 2003.


Carlos Varaldo
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