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23/07/2012
Quando iniciar o tratamento da hepatite C em pacientes co-infectados com HIV/AIDS?
As atuais diretrizes de tratamento da hepatite C aprovadas nos Estados Unidos e na Europa afirmam que o tratamento da hepatite C deve ser considerado nos pacientes co-infectados HIV/HCV. Se a hepatite C é diagnosticada em pacientes com HIV que ainda não se encontram em tratamento antirretroviral, o tratamento da hepatite C deve ser iniciado imediatamente. No entanto, se um paciente co-infectado se encontra com imunodeficiência grave (CD4 inferior a 200) pode ser preferível aguardar o tratamento da hepatite C para que com o tratamento do HIV conseguir aumentar a imunidade.
O tratamento da hepatite C pode ser realizado conjuntamente com o tratamento antirretroviral, mas pode ser complicado devido a quantidade de medicamentos, toxicidade das drogas e interações medicamentosas.
Nos pacientes em tratamento antirretroviral a necessidade do tratamento da hepatite C deve ser decidida em função do estagio da doença hepática, podendo se optar nos pacientes com menor fibrose em adiar o tratamento dada a expectativa atual de que novos medicamentos mais eficazes e melhor tolerados poderão estar disponíveis em poucos anos.
Já se o paciente em tratamento antirretroviral que apresenta elevado dano hepático o tratamento da hepatite C deve ser avaliado pelo beneficio, considerando os riscos de comorbidades que a hepatite C pode ocasionar com os riscos de morbidade causada pela terapia conjunta, uma decisão difícil que o médico deve avaliar cuidadosamente.
No tratamento dos co-infectados com interferon peguilado e ribavirina já existe suficiente segurança e experiência, apresentando resposta terapêutica similar a alcançada nos indivíduos infectados somente com hepatite C.
Para os pacientes co-infectados nos quais o genótipo do vírus da hepatite C é o "1" a introdução dos inibidores de proteases boceprevir ou telaprevir pode ser considerada, objetivando aumentar a possibilidade de sucesso com o tratamento. Algumas considerações devem ser observadas pelos médicos ao utilizar os inibidores de proteases:
- Os infectados com HIV que ainda não realizam tratamento antirretroviral podem indistintamente utilizar boceprevir ou telaprevir;
- Os infectados em tratamento com raltegravir e mais 2 inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeo (NRTIs) podem ter indicação do boceprevir ou do telaprevir;
- Os infectados em tratamento com atazanavir / ritonavir e mais 2 inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeo (NRTIs) não devem ser tratados com boceprevir. Somente o telaprevir deve ser indicado;
- Os infectados em tratamento com efavirenz e mais 2 inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeo (NRTIs) devem ter a dosagem do telaprevir aumentada para 1.125 mg a cada oito horas. Não deve ser utilizado o boceprevir;
- Os infectados que estejam sendo medicados com outros esquemas de antirretrovirais não podem receber indicação de tratamento com boceprevir nem com telaprevir, devido a preocupações ainda não esclarecidas sobre interações medicamentosas.
- Deve ser considerado o tratamento da hepatite C em co-infectados com HIV somente com interferon peguilado e ribavirina quando os fatores prognósticos indicam uma boa possibilidade de resposta, isto é, quando a carga viral da hepatite C for inferior a 400.000 UI/ml e o resultado do teste IL28B for "CC";
- Se o dano hepático for mínimo, isto é, F0 ou F1, deve se considerar adiar o tratamento da hepatite C nos co-infectados;
- Se for possível, analisando o histórico de tratamento com os antirretrovirais e o genótipo do HIV, deve se considerar a mudança dos medicamentos antirretrovirais listados acima para permitir a utilização do boceprevir ou do telaprevir;
- A ribavirina deve ser utilizada com precaução em pacientes co-infetados que estejam tomando zidovudina ou estavudina. O uso concomitante de didanosina e ribavirina é contra-indicado.
Por causa da alta probabilidade de efeitos adversos os co-infetados HIV/HCV em tratamento da hepatite C devem receber acompanhamento permanente por parte dos profissionais que o atendem.
Pacientes infectados pelo HIV com doença hepática descompensada podem ser candidatos ao transplante de fígado.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
HIV - Hepatic Disease in HIV-Infected Patients - Mark S. Sulkowski, MD - HIV inPractice™ - Clinical Care Options, LLC - Last Reviewed: 5/23/12
Carlos Varaldo
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23/07/2012
¿Cuándo iniciar el tratamiento de la hepatitis C en pacientes coinfectados con HIV/SIDA?
Las actuales directrices de tratamiento de la hepatitis C aprobadas en Estados Unidos y en Europa afirman que el tratamiento de la hepatitis C debe ser considerado en los pacientes coinfectados HIV/HCV. Si la hepatitis C es diagnosticada en pacientes con HIV que aún no se encuentran en tratamiento antirretroviral, el tratamiento de la hepatitis C debe ser iniciado inmediatamente. Sin embargo, si un paciente coinfectado se encuentra con inmunodeficiencia grave (CD4 inferior a 200) puede ser preferible aguardar el tratamiento de la hepatitis C para que con el tratamiento del HIV conseguir aumentar la inmunidad.
El tratamiento de la hepatitis C puede ser realizado conjuntamente con el tratamiento antirretroviral, pero puede ser complicado debido a la cantidad de medicamentos, toxicidad de las drogas e interacciones medicamentosas.
En los pacientes en tratamiento antirretroviral la necesidad del tratamiento de la hepatitis C debe ser decidida en función del estadio de la enfermedad hepática, pudiendo se optar en los pacientes con menor fibrosis en postergar el tratamiento dada la expectativa actual de que nuevos medicamentos más eficaces y mejor tolerados podrán estar disponibles en pocos años.
Ya si el paciente en tratamiento antirretroviral que presenta elevado daño hepático el tratamiento de la hepatitis C debe ser evaluado por el beneficio, considerando los riesgos de comorbidades que la hepatitis C puede ocasionar con los riesgos de morbididad causada por la terapia conjunta, una decisión difícil que el médico debe evaluar cuidadosamente.
En el tratamiento de los coinfectados con interferón pegilado y ribavirina ya existe suficiente seguridad y experiencia, presentando respuesta terapéutica similar a la alcanzada en los individuos infectados solamente con hepatitis C.
Para los pacientes coinfectados en los cuales el genotipo del virus de la hepatitis C es el "1" la introducción de los inhibidores de proteasas Boceprevir o Telaprevir puede ser considerada, objetivando aumentar la posibilidad de suceso con el tratamiento. Algunas consideraciones deben ser observadas por los médicos al utilizar los inhibidores de proteasas:
- Los infectados con HIV que aún no realizan tratamiento antirretroviral pueden indistintamente utilizar Boceprevir o Telaprevir;
- Los infectados en tratamiento con raltegravir y más 2 inhibidores de la transcriptase reversa análogos de nucleosídeo (NRTIs) pueden tener indicación del Boceprevir o del Telaprevir;
- Los infectados en tratamiento con atazanavir / ritonavir y más 2 inhibidores de la transcriptase reversa análogos de nucleosídeo (NRTIs) no deben ser tratados con Boceprevir. Solamente el Telaprevir debe ser indicado;
- Los infectados en tratamiento con efavirenz y más 2 inhibidores de la transcriptase reversa análogos de nucleosídeo (NRTIs) deben tener la dosis del Telaprevir aumentada para 1.125 mg a cada ocho horas. No debe ser utilizado el Boceprevir;
- Los infectados que estén siendo medicados con otros esquemas de antirretrovirales no pueden recibir indicación de tratamiento con Boceprevir ni con Telaprevir, debido a preocupaciones todavía no aclaradas sobre interacciones medicamentosas.
- Debe ser considerado el tratamiento de la hepatitis C en coinfectados con HIV solamente con interferón pegilado y ribavirina cuando los factores pronósticos indican una buena posibilidad de respuesta, esto es, cuando la carga viral de la hepatitis C es inferior a 400.000 UI/ml y el resultado de la prueba IL28B es "CC";
- Si el daño hepático es mínimo, esto es, F0 ó F1, debe se considerar postergar el tratamiento de la hepatitis C en los coinfectados;
- Si es posible, analizando el histórico de tratamiento con los antirretrovirales y el genotipo del HIV, debe se considerar la mudanza de los medicamentos antirretrovirales listados arriba para permitir la utilización del Boceprevir o del Telaprevir;
- La ribavirina debe ser utilizada con precaución en pacientes coinfectados que estén tomando zidovudina o estavudina. El uso concomitante de didanosina y ribavirina es contraindicado.
Por causa de la alta probabilidad de efectos adversos los coinfectados HIV/HCV en tratamiento de la hepatitis C deben recibir acompañamiento permanente por parte de los profesionales que lo atienden.
Pacientes infectados por el HIV con enfermedad hepática descompensada pueden ser candidatos al trasplante de hígado.
Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
HIV - Hepatic Disease in HIV-Infected Patients - Mark S. Sulkowski, MD - HIV inPractice™ - Clinical Care Options, LLC - Last Reviewed: 5/23/12
Carlos Varaldo
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