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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
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11/09/2006


Elevada incidência da hepatite C entre usuários de drogas


1 - Estudo Francês
2 - Alerta no Canadá




1 - Estudo Francês

Mais um estudo confirma a elevada transmissão da hepatite C entre usuários de drogas


O estudo foi realizado pelo Instituto de Vigilância Sanitária (IVS) de França o qual pesquisou a incidência dos vírus da hepatite C e do HIV/AIDS entre os usuários de drogas. O resultado deste novo estudo confirma outros anteriores, sendo simplesmente alarmante já que é considerado que a maioria das fontes de transmissão da hepatite C se encontra controladas ou fazem parte do passado, como foram as transfusões de sangue, as seringas de injeção não descartáveis e as pistolas de vacinação quando ainda utilizavam agulhas.

Atualmente o numero de novas infecções pela hepatite C é pequeno, sendo estimado que dois terços dos novos casos sejam usuários de drogas injetáveis, entre os quais a doença se dissemina rapidamente devido ao tempo de sobrevida do vírus da hepatite C fora do organismo.

Países que praticaram políticas de redução de danos durante anos conseguiram reduzir drasticamente a transmissão da AIDS, mas todos eles fracassaram em relação à hepatite C. Um estudo realizado pelo governo da Inglaterra e publicado em novembro de 1994 no British Medical Journal (doi:10.1136/bmj.38286.841227.7C) o qual pode ser lido em www.hepato.com/p_usuarios_de_drogas/aa_usuarios_drogas.html demonstrava que a contaminação entre usuários de drogas na cidade de Londres na faixa etária de jovens e de 3,4% em relação ao HIV e de alarmantes 41,8% em relação a HCV.

Este novo estudo realizado pelo governo Francês nas cidades de Lille, Estrasburgo, Paris, Bordeaux e Marselha entrevistando 1.462 consumidores de drogas, mostra que ao se considerar os usuários de todas as idades 59,8% têm hepatite C, enquanto 11% estão infectados com HIV/AIDS (10,2% estão co-infectados). Na faixa inferior aos trinta anos de idade, a prevalencia da hepatite C e de 28% contra uma prevalencia de somente 0,3% do HIV/AIDS.

Dos soropositivos para HIV/AIDS 98% sabem que estão infectados com o HIV, já entre os portadores de hepatite C um terço desconhece a condição, o que o faz acreditar, equivocadamente, que não podem transmiti-la.

A pesquisa estabelece ainda o perfil típico do consumidor de drogas: homem (74% dos casos), de 35 anos e "fortemente marcado pela precariedade social". Cerca de 55% dos entrevistados não têm residência estável, e quase 20% vivem nas ruas ou ocupam ilegalmente um imóvel. Além disso, 61% dos consumidores de drogas entrevistados passaram pela prisão ao menos uma vez na vida.

Quanto às práticas com risco de contágio, 13% dos consultados disseram ter partilhado seringa, e 38% admitiram ter dividido material de preparação, como agulha, água e algodão.

Setenta por cento dos participantes da pesquisa consumiram drogas por via intravenosa ao menos uma vez na vida. As substâncias psicotrópicas mais consumidas no mês anterior à pesquisa foram o crack (30% dos casos); a cocaína (27%), e a heroína (20%).

IMPORTANTE:

Porém não devemos confundir os dados deste estudo achando apressadamente que a hepatite C esta se disseminando rapidamente na população mundial. Na atualidade a transmissão da hepatite C na população em geral e difícil de acontecer se encontrando praticamente controlada. Estudos mostram que a idade media dos infectados esta aumentando, o que demonstra que existem poucos novos casos. Porém, entre os usuários de droga a transmissão e rápida e altamente preocupante.

O número de casos de hepatite C no mundo esta aumentando por causa da detecção dos já infectados, daqueles que se infectaram antes de 1993. É por esse motivo que as campanhas de prevenção na hepatite C devem ser dirigidas a prevenção da saúde e não a prevenção de novas infecções, sendo que para isto a melhor prevenção e a detecção dos infectados.

É entre os usuários de drogas que devem existir campanhas de prevenção. Na população em geral gastar dinheiro com campanhas de prevenção será jogar dinheiro público na lata do lixo, um total desperdício realizado por gestores públicos que desconhecem a realidade da hepatite C ou que preferem que os atuais infectados morram desconhecendo sua doença, assim, será mais barato para o sistema de saúde que não precisará gastar com medicamentos e, até com a morte prematura conseguirão algum lucro futuro ao não ter que gastar por muitos anos com aposentadorias destes indivíduos.

Fonte do estudo:
Estimation de la séroprévalence du VIH et du VHC et profils des usagers de drogues en France, étude InVS-ANRS Coquelicot, 2004*
Assessment of HIV and HCV seroprevalence and drug-users profiles, InVS-ANRS Coquelicot Study, France, 2004
Marie Jauffret-Roustide (m.jauffret@invs.sante.fr)1, Elisabeth Couturier1, Yann Le Strat1, Francis Barin2, Julien Emmanuelli1, Caroline Semaille1, Martine Quaglia3, Nicolas Razafindratsima3, Géraldine Vivier3, Lila Oudaya1, Cécile Lefevre3, Jean-Claude Desenclos1
1 Institut de veille sanitaire, Saint-Maurice
2 Centre national de référence du VIH, Tours
3 Institut national d'études démographiques, Paris
BEH n°33/2006, disponible sur le site de l'InVS (http://www.invs.sante.fr).
Contacts presse
Laetitia Gouffé-Benadiba (InVS) * 01 41 79 67 08
Marie-Christine Simon (ANRS) * 01 53 94 60 30



2 - Alerta no Canadá

AIDS e Hepatite C aumentam entre usuários de drogas no Canadá


O Departamento de Saúde Pública do Canadá alertou nesta sexta-feira 8 de setembro que é altamente preocupante o aumento de casos de hepatite C e de HIV/AIDS entre os usuários de drogas da cidade de Montreal, apesar das medidas preventivas para reduzir a transmissão como a troca de agulhas entre os usuários.

Os números de novos casos de HIV e HCV permaneceram relativamente estáveis entre os anos de 1997 e 2003, mas é verificado um aumento rápido nos últimos três anos.

Entre 1997 e 2003 a prevalencia da hepatite C entre os usuários de droga de Montreal era de 26%, tendo dobrado, para uma media aproximada de 50% na atualidade. A infecção do HIV se espalha mais lentamente, apresentando na atualidade 5% de prevalencia contra 3,5% três anos atrás.

O Dr. Terry Tannenbaum do departamento de saúde pública acha inadmissível a atual taxa de infecção nas duas doenças, informando ainda que o número estimado de usuários de droga na cidade de Montreal e de aproximadamente 12.000 indivíduos.

O programa de redução de danos implementado na cidade distribui anualmente 15 milhões de seringas na área da grande Montreal. O Dr. Terry Tannenbaum lamenta que o trabalho não consiga abranger 100% dos usuários de drogas e que aproximadamente 10% deles não realizam a troca de seringas e agulhas, o que poderia explicar o aumento dos casos de hepatite C e HIV/AIDS entre os usuários de drogas.

O Departamento de Saúde acredita que seria mais eficiente a instalação de locais para aplicação segura da droga, com monitores permanentes para evitar a reutilização das seringas. Acham que a simples distribuição de seringas pelo programa de redução de danos já demonstrou que o sistema não apresenta resultados práticos, mostrando em números o aumento dos casos de infecção.

A opinião pública ainda e resistente a instalação de locais para aplicação das drogas, declarou Veronique Houle ao jornal CBC News. Veronique Houle coordena L 'Injecteur, uma revista escrita por usuários de drogas, acrescentando que não existem quantidades suficientes de seringas. A revista defende ainda que a distribuição de seringas ou a instalação de locais seguros para aplicação não aumenta o uso de drogas.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
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e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com

11/09/2006


Elevada incidencia de la Hepatitis C entre usuarios de drogas


1 - Estudio Francés
2 - Alerta en Canadá




1 - Estudio Francés

Más un estudio confirma la elevada transmisión de la Hepatitis C entre usuarios de drogas


El estudio fue realizado por el Instituto de Vigilancia Sanitaria (IVS) de Francia lo cual investigó la incidencia de los virus de la Hepatitis C y del HIV/SIDA entre los usuarios de drogas. El resultado de este nuevo estudio confirma otros anteriores, siendo simplemente alarmante ya que es considerado que la mayoría de las fuentes de transmisión de la Hepatitis C se encuentran controladas o hacen parte del pasado, como fueron las transfusiones de sangre, las jeringas no desechables y las pistolas de vacunación cuando todavía utilizaban agujas.

Actualmente el numero de nuevas infecciones por la Hepatitis C es pequeño, siendo estimado que dos tercios de los nuevos casos sean usuarios de drogas inyectables, entre quiénes la enfermedad se disemina rápidamente debido al tiempo de sobrevenida del virus de la Hepatitis C fuera del organismo.

Países que practicaron políticas de reducción de daños durante años consiguieron reducir drásticamente la transmisión del SIDA, pero todos ellos fracasaron con relación a la Hepatitis C. Un estudio realizado por el gobierno de Inglaterra y publicado en noviembre de 1994 en el British Medical Journal, (doi:10.1136/bmj.38286.841227.7C) el cual puede ser leído en http://hepato.com/p_usuarios_de_drogas/bmj.pdf demostraba que la contaminación entre usuarios de drogas en la ciudad de Londres en la faja de edad de los jóvenes es del 3,4% con relación al HIV y de alarmantes 41,8% con relación al HCV.

Este nuevo estudio realizado por el gobierno Francés en las ciudades de Lille, Estrasburgo, Paris, Bordeaux y Marsella entrevistando 1.462 consumidores de drogas, muestra que al se considerar los usuarios de todas las edades 59,8% tienen Hepatitis C, mientras que 11% están infectados con HIV/SIDA (10,2% están co-infectados). En la faja inferior a los treinta años de edad, la prevalencia de la Hepatitis C es del 28% contra una prevalencia de solamente 0,3% del HIV/SIDA.

De los soro positivos para HIV/SIDA 98% saben que están infectados con el HIV, ya entre los portadores de Hepatitis C un tercio desconoce la condición, qué lo hace creer, equivocadamente, que no pueden transmitirla.

La investigación establece aún el perfil típico del consumidor de drogas: hombre (74% de los casos), de 35 años y "fuertemente marcado por la precariedad social". Cerca del 55% de los entrevistados no tienen residencia estable, y casi 20% viven en las calles u ocupan ilegalmente un inmueble. Además, 61% de los consumidores de drogas entrevistados pasaron por la prisión al menos una vez en la vida.

En cuanto a las prácticas con riesgo de contagio, 13% de los consultados dijeron haber compartido jeringas, y 38% admitieron haber dividido material de preparación, como aguja, agua y algodón.

Un setenta por ciento de los participantes de la investigación consumieron drogas por vía intravenosa al menos una vez en la vida. Las substancias psicotrópicas más consumidas en el mes anterior a la pesquisa fueron el crack (30% de los casos); la cocaína (27%), y la heroína (20%).

IMPORTANTE: Sin embargo no debemos confundir los datos de este estudio pensando apresuradamente que la Hepatitis C ésta se diseminando rápidamente en la población mundial. En la actualidad la transmisión de la Hepatitis C en la población en general es difícil de acontecer se encontrando prácticamente controlada. Estudios muestran que la edad medía de los infectados ésta aumentando, lo que demuestra que existen pocos nuevos casos. Sin embargo, entre los usuarios de droga la transmisión es rápida y altamente preocupante.

El número de casos de Hepatitis C en el mundo ésta aumentando a causa de la detección de los ya infectados, de aquéllos que se infectaron antes de 1993. Es por ese motivo que las campañas de prevención en la Hepatitis C deben ser dirigidas a la prevención de la salud y no a la prevención de nuevas infecciones, siendo que para esto la mejor prevención es la detección de los infectados.

Es entre los usuarios de drogas que deben existir campañas de prevención. En la población en general gastar dinero con campañas de prevención será tirar dinero público en la lata de la basura, un total desperdicio realizado por gestores públicos que desconocen la realidad de la Hepatitis C o que prefieren que los actuales infectados mueran desconociendo su enfermedad, así, será más barato para el sistema de salud que no necesitará gastar con medicamentos y, hasta con la muerte prematura conseguirán alguna ganancia futura al no tener que gastar por muchos años con jubilaciones de estos individuos.

Fuente del estudio:
Estimation de la séroprévalence du VIH et du VHC et profils des usagers de drogues en France, étude InVS-ANRS Coquelicot, 2004*
Assessment of HIV and HCV seroprevalence and drug-users profiles, InVS-ANRS Coquelicot Study, France, 2004
Marie Jauffret-Roustide (m.jauffret@invs.sante.fr)1, Elisabeth Couturier1, Yann Le Strat1, Francis Barin2, Julien Emmanuelli1, Caroline Semaille1, Martine Quaglia3, Nicolas Razafindratsima3, Géraldine Vivier3, Lila Oudaya1, Cécile Lefevre3, Jean-Claude Desenclos1
1 Institut de veille sanitaire, Saint-Maurice
2 Centre national de référence du VIH, Tours
3 Institut national d'études démographiques, Paris
BEH n°33/2006, disponible sur le site de l'InVS (http://www.invs.sante.fr).
Contacts presse
Laetitia Gouffé-Benadiba (InVS) * 01 41 79 67 08
Marie-Christine Simon (ANRS) * 01 53 94 60 30




2 - Alerta en Canadá

SIDA y Hepatitis C aumentan entre usuarios de drogas en Canadá


El Departamento de Salud Pública de Canadá alertó este viernes 8 de septiembre que es altamente preocupante el aumento de casos de Hepatitis C y de HIV/SIDA entre los usuarios de drogas de la ciudad de Montreal, a pesar de las medidas preventivas para reducir la transmisión como el cambio de agujas entre los usuarios.

Los números de nuevos casos de HIV y HCV permanecieron relativamente estables entre los años de 1997 2003, pero es verificado un aumento rápido en los últimos tres años.

Entre 1997 y 2003 la prevalencia de la Hepatitis C entre los usuarios de droga de Montreal era del 26%, habiendo doblado, para una medía aproximada del 50% en la actualidad. La infección del HIV se esparce más lentamente, presentando en la actualidad 5% de prevalencia contra 3,5% tres años atrás.

El Dr. Terry Tannenbaum del departamento de salud pública halla inadmisible la actual tasa de infección en las dos enfermedades, informando todavía que el número estimado de usuarios de droga en la ciudad de Montreal es de aproximadamente 12.000 individuos.

El programa de reducción de daños implementado en la ciudad distribuye anualmente 15 millones de jeringas en el área de la gran Montreal. El Dr. Terry Tannenbaum lamenta que el trabajo no logre abarcar 100% de los usuarios de drogas y que aproximadamente 10% de ellos no realizan el cambio de jeringas y agujas, lo que podría explicar el aumento de los casos de Hepatitis C y HIV/SIDA entre los usuarios de drogas.

El Departamento de Salud cree que sería más eficiente la instalación de locales para aplicación segura de la droga, con monitores permanentes para evitar la re-utilización de las jeringas. Piensan que la simple distribución de jeringas por el programa de reducción de daños ya demostró que el sistema no presenta resultados prácticos, mostrando en números el aumento de los casos de infección.

La opinión pública aún es fuerte contra la instalación de locales para aplicación de las drogas, declaró Veronique Houle al diario CBC News. Veronique Houle coordina L 'Injecteur, una revista escrita por usuarios de drogas, añadiendo que no existen cantidades suficientes de jeringas. La revista defiende todavía que la distribución de jeringas o la instalación de locales seguros para aplicación no aumentan el uso de drogas.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo







Last updated 9.9.2006