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2009 - O ano das grandes ações nas hepatites!

08/09/2008

1 - O ano de 2008 foi mais um ano perdido no referente a ações no combate as hepatites virais, isso porque em agosto do ano passado o Ministério da Saúde fez uma previsão de R$. 9,3 milhões na proposta orçamentária enviada ao Congresso Nacional (item 10.305.1444.8543.0001), verba mínima, insuficiente, a qual ainda sofreu um corte de 23% ficando com R$. 7.171.711,00.

Com esses recursos devemos aceitar passivamente que pouco e nada poderia ser realizado em 2008 no referente a ações nas hepatites que possam vir a alertar na necessidade de realizar o teste para conseguir um diagnostico precoce, sobre a necessidade de campanhas de informação que vissem diminuir o estigma e discriminação ou sobre aumento da capacidade de atendimento. Só nos resta aceitar passivamente a atual situação de abandono e promessas nunca cumpridas.

2 - Semana passada foi enviada ao Congresso Nacional a proposta orçamentária para 2009. Procuramos lá para saber qual a verba destinada ao PNHV e para surpresa e desilusão total verificamos que foi solicitada a aprovação dos mesmos 9,3 milhões de 2008, o qual com certeza vai ter um corte similar ao deste ano. Nada vai mudar, continuando com o mesmo passo de tartaruga.

3 - Ficamos ainda muito mais preocupados quando vemos que em 2008 a verba "nacional" para a compra centralizada de medicamentos excepcionais que era de R$. 814.986.350,00 e no orçamento de 2009 a previsão tem uma redução de 18% sendo solicitada a aprovação de R$. 666.970.587,00.

A verba para aquisição e Distribuição de Medicamentos Excepcionais com compra centralizada em Brasília inclui uma longa lista de medicamentos para doenças crônicas, entre os quais o interferon peguilado. Não existe uma discriminação por medicamentos, mas com certeza vai existir menos dinheiro para comprar o interferon peguilado.

4 - Pelo visto o trabalho vai sobrar mais uma vez para aquelas ONGs e associações de pacientes que trabalham com seriedade no trabalho de realizar alertas a população e denuncias nos ministérios públicos estaduais e federal e na imprensa em geral. Sempre vai ter algumas ONGs que preferem silenciar, continuar acreditando em promessas, batendo palmas para os gestores, mas essas com certeza não estão preocupadas em defender os infectados com as hepatites. Como pela forma de atuar essas ONGs são biodegradáveis acabam "sumindo" em um par de anos. Cada um dorme tranqüilo com sua consciência!

PS: Agradecemos a colaboração no trabalho conjunto de levantamento dos dados a "ONG C Tem que Saber C tem que Curar" e a equipe de assessores do gabinete do Deputado Federal Geraldo Thadeu, presidente da Frente Parlamentar das Hepatites.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
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