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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Tel.: (21) 9973.6832
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com

01/04/2007


Maio - Mês Internacional de Divulgação da Hepatite C


Desde o ano 2000 que grupos de apoio e associações de pacientes do Brasil (e atualmente em muitos outros países) realizam campanhas de alerta e informação com o objetivo de chamar a atenção da população sobre as graves conseqüências que a epidemia das hepatites B e C representam. O terceiro domingo do mês de maio é conhecido como o "Dia Internacional de Divulgação da Hepatite C". Cada associação ou grupo de apoio trabalha de acordo a sua capacidade com diversas ações desenvolvidas durante todo o mês de maio.

O trabalho conjunto das associações e grupos de pacientes conseguiu excelentes resultados, colocando as hepatites na mídia, dando visibilidade ao problema. Um dos resultados mais visíveis do sucesso das campanhas realizadas pela sociedade civil no mês de maio e o da recomendação para que na próxima consulta médica o paciente discutisse com o médico sobre a conveniência da realização do teste de detecção das hepatites. O trabalho conseguiu ampla visibilidade e atualmente a Organização Mundial da Saúde e associações e grupos de apoio de todo o mundo estão tentando determinar datas mundiais para a realização de campanhas conjuntas.

Em novembro de 2003 durante uma reunião realizada em Brasília com a participação de 27 ONGs ficou acertado que ante a falta de campanhas de divulgação e informação (na época somente falávamos de hepatite C) por parte do governo, deveríamos assumir o trabalho de alertar a população sobre a necessidade do diagnostico precoce da doença, quando então é possível realizar o tratamento com maiores possibilidades de cura ou tentando evitar a progressão para a cirrose ou o câncer. Assim, em maio de 2004 a campanha nacional das ONGs do mês de maio decidiu alertar o Brasil com uma mascote, o "bichinho do HCV" chamando a atenção sobre a necessidade de diversos grupos com maior possibilidade de estarem infectados realizarem o teste de detecção na próxima consulta médica.

A partir desse ano o apelo foi sempre o mesmo, o de alertar sobre a conveniência de realizar o teste de detecção, cada vez mais enfático e direto, já o recomendando para toda a população, pois ao final das contas, por não apresentarem sintomas ninguém está livre de estar infectado com a hepatite B ou C.

Um a cada trinta brasileiros já está infectado com uma das duas hepatites. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde até 4,5 milhões de brasileiros podem estar infectadas com a hepatite C (o governo reconhece três milhões) e outros dois milhões infectados com a hepatite B. Isso representa um numero de infectados até dez vezes maior que os infectados pela AIDS. No mundo a hepatite B na sua forma crônica atinge 350 milhões de pessoas e a hepatite C, 200 milhões, quase 10% da população se encontra doente!

É evidente que as campanhas das ONGs estão mudando o quadro de detecção. Até 2003 os especialistas afirmavam que a maioria dos diagnosticados eram provenientes de um banco de sangue, detectados no momento de uma doação. Em novembro do ano passado uma pesquisa entrevistando 1.553 indivíduos infectados com a hepatite C encontrou como resultado que 66,5% deles foram diagnosticados em laboratórios particulares após terem passado por uma consulta médica e, que os bancos de sangue representavam 19,4% das detecções.

O resultado da pesquisa mostra a importância do trabalho dos grupos e associações de pacientes (conhecidas como ONGs) às quais num trabalho de formiguinha, praticamente sem recursos financeiros mas com muito voluntariado estão conseguindo mudar o quadro de abandono e omissão do governo em relação às hepatites.

É triste constatar que o direcionamento das campanhas das ONGs tem um alto custo social, já que somente 14,1% dos detectados diagnosticaram a hepatite C no serviço publico (centros de testagem, postos de saúde, unidades de saúde e hospitais) mostrando que os menos favorecidos, aqueles que não possuem recursos para pagar um laboratório ou não possuem planos de saúde não estão sendo diagnosticados, permanecem ignorantes quanto a sua condição de saúde.

A cada dia as hepatites continuam avançando e devastando a população. Por se tratar de uma doença sexualmente transmissível a hepatite B continua se alastrando na população quase que de forma descontrolada. Uma situação vergonhosa para o país já que existe vacina para se prevenir a hepatite B. Faltam campanhas efetivas de vacinação.

No caso da hepatite C o problema mais grave são os casos das pessoas (a grande maioria) que se infectaram por transfusões de sangue ou pelo uso de agulhas não descartáveis (aquelas seringas de vidro que o farmacêutico fervia numa caixinha) nas décadas de setenta e oitenta e, que contaminados há mais de duas décadas, estão chegando ao ponto de desenvolver cirrose ou câncer. Pesquisas demonstram que a não detecção da hepatite C encurta a estimativa de vida media dos infectados em 16 anos.

As ONGs continuarão no próximo mês de maio com sua campanha de alerta sobre a necessidade de realizar o teste de detecção das hepatites. Este ano de forma mais enfática, mais direta, aconselhando diretamente "FAÇA O TESTE DAS HEPATITES". Ainda, será informado que todos os planos de saúde dão cobertura ao teste de detecção.

As ONGs não querem assumir a função do governo, pois estamos perante um grave problema de saúde pública que já atinge a extraordinária cifra de seis milhões de infectados. Não será a sociedade civil que poderá oferecer tratamento a toda está gente. O que podemos fazer é alertar e gritar forte para que o governo acorde e passe a trabalhar.

Todos devem e podem colaborar com as ONGs. Contate os grupos de apoio ou associações que possam existir na sua região e seja um voluntário na campanha de maio. Se não puder doar seu tempo tente colaborar com aquilo que estiver a seu alcance, seja em dinheiro para confeccionar material, ou fornecendo o material necessário caso você tenha facilidade (faixas, cartazes, folhetos, camisetas). Vamos nos unir, vamos trabalhar em conjunto para alertar a população sobre as hepatites. Todos juntos poderemos mudar o quadro de omissão existente no governo, do qual até o presente somente recebemos promessas, a maioria nunca cumprida.

Leia na nossa página, na seção AÇÕES E PROMESSAS DO GOVERNO FEDERAL para descobrir que já em 1992 o governo era alertado publicamente sobre a necessidade de realizar campanhas de informação e detecção das hepatites, para evitar o agravamento da saúde dos infectados e evitar o verdadeiro genocídio que estamos vivenciando. Não foi por falta de aviso, o resultado do caos atual foi pelo descaso dos gestores públicos.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
Rio de Janeiro - Brasil
Tel. (55.21) - 9973.6832
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01/04/2007


Mayo - Mes Internacional de Divulgación de la Hepatitis C


Desde el año 2000 que grupos de apoyo y asociaciones de pacientes de Brasil (y actualmente en muchos otros países) realizan campañas de alerta e información con el objetivo de llamar la atención de la población sobre las graves consecuencias que la epidemia de las hepatitis B y C representan. El tercer domingo del mes de mayo es conocido como el "Día Internacional de Divulgación de la Hepatitis C". Cada asociación o grupo de apoyo trabaja de acuerdo con su capacidad con diversas acciones desarrolladas durante todo el mes de mayo.

El trabajo conjunto de las asociaciones y grupos de pacientes logró excelentes resultados, colocando las hepatitis en los medios de comunicación, dando visibilidad al problema. Uno de los resultados más visibles del suceso de las campañas realizadas por la sociedad civil en el mes de mayo es el de la recomendación para que en la próxima consulta médica el paciente discutiese con el médico sobre la conveniencia de la realización de la prueba de detección de las hepatitis. El trabajo consiguió amplia visibilidad y actualmente la Organización Mundial de la Salud y asociaciones y grupos de apoyo de todo el mundo están intentando determinar datas mundiales para la realización de campañas conjuntas.

En noviembre de 2003 durante una reunión realizada en Brasilia con la participación de 27 ONGs se quedó acertado que ante la falta de campañas de divulgación e información (en la época solamente hablábamos de la hepatitis C) por parte del gobierno brasileño, deberíamos asumir el trabajo de alertar la población sobre la necesidad del diagnostico precoz de la enfermedad, cuando entonces es posible realizar el tratamiento con mayores posibilidades de cura o se intentar evitar la progresión para el cirrosis o el cáncer. Así, en mayo de 2004 la campaña nacional de las ONGs del mes de mayo decidió alertar Brasil con una mascota, el "animalito del HCV" llamando la atención sobre la necesidad de diversos grupos con mayor posibilidad de que estén infectados realicen la prueba de detección en la próxima consulta médica.

Desde ese año el apelo fue siempre el mismo, el de alertar sobre la conveniencia de realizar la prueba de detección, cada vez más enfático y directo, ya lo recomendando para toda la población, pues al final de las cuentas, por no presenten síntomas nadie está libre de estar infectado con la hepatitis B o C.

Una a cada treinta brasileños ya está infectada con una de las dos hepatitis. Según estimativas de la Organización Mundial de la Salud hasta 4,5 millones de brasileños pueden estar infectadas con la hepatitis C (el gobierno reconoce tres millones) y otros dos millones infectados con la hepatitis B. Eso representa un número de infectados hasta diez veces mayor que los infectados por el SIDA en el Brasil. ¡En el mundo la hepatitis B en su forma crónica alcanza 350 millones de personas y la hepatitis C, 200 millones, casi 10% de la población se encuentra enfermo!

Es evidente que las campañas de las ONGs están mudando el cuadro de detección. Hasta 2003 los especialistas afirmaban que la mayoría de los diagnosticados eran provenientes de un banco de sangre, detectados en el momento de una donación. En noviembre del año pasado una investigación entrevistando 1.553 individuos infectados con la hepatitis C encontró como resultado que 66,5% de ellos fueron diagnosticados en laboratorios particulares (privados) después de haber pasado por una consulta médica y, que los bancos de sangre representaban 19,4% de las detecciones.

El resultado de la encuesta muestra la importancia del trabajo de los grupos y asociaciones de pacientes (conocidas como ONGs) a las cuales en un trabajo de hormiguita, prácticamente sin recursos financieros pero con mucho voluntariado están consiguiendo mudar el cuadro de abandono y omisión del gobierno con relación a las hepatitis.

Es triste constatar que el foco de las campañas de las ONGs tiene un alto costo social, ya que solamente 14,1% de los detectados diagnosticaron la hepatitis C en el servicio publico (centros de diagnostico, centros y, unidades de salud y hospitales) mostrando que los menos favorecidos, aquéllos que no poseen recursos para pagar un laboratorio privado o no poseen seguros o planes de salud no están siendo diagnosticados, permanecen ignorantes en relación a su condición de salud.

A cada día las hepatitis continúan avanzando y devastando la población. Por se tratar de una enfermedad sexualmente transmisible la hepatitis B continúa se diseminando en la población sin control. Una situación vergonzosa para los países ya que existe vacuna para precaverse la hepatitis B. Faltan campañas efectivas de vacunación.

En el caso de la Hepatitis C el problema más grave son los casos de las personas (la gran mayoría) que se infectaron por transfusiones de sangre o por el uso de agujas no desechables (aquellas jeringas de vidrio que el farmacéutico hervía en una cajita) en las décadas de setenta y ochenta y, que infectados hace más de 2 décadas, están llegando al punto de desarrollar cirrosis o cáncer. Pesquisas demuestran que la no detección de la hepatitis C abrevia la estimativa de vida de los infectados en 16 años.

Las ONGs continuarán en el próximo mes de mayo con su campaña de alerta sobre la necesidad de realizar la prueba de detección de las hepatitis. Este año de forma más enfática, más directa, aconsejando directamente "HAGA LA PRUEBA DE LAS HEPATITIS". También, será informado que todos los seguros y planes de salud privados realizan la prueba de detección.

Las ONGs no quieren asumir la función del gobierno, pues estamos frente un grave problema de salud pública que ya alcanza la extraordinaria cifra de seis millones de infectados en el Brasil. No será la sociedad civil que podrá ofrecer tratamiento a toda está gente. Lo que podemos hacer es alertar y gritar fuerte para que el gobierno despierte y pase a trabajar.

Todos deben y pueden colaborar con las ONGs. Contacte los grupos de apoyo o asociaciones que puedan existir en su región y sea un voluntario en la campaña de mayo. Si no puede donar su tiempo intente colaborar con aquello que esté a su alcance, sea en dinero para confeccionar material, o suministrando el material necesario caso usted tenga facilidad (fajas, carteles, folletos, camisetas). Vamos nos unir, vamos trabajar en conjunto para alertar la población sobre las hepatitis. Todos juntos podremos mudar el cuadro de omisión existente en el gobierno, de los cuales hasta el momento solamente recibimos promesas, la mayoría nunca cumplida.

Lea en nuestra página, en la sección ACCIONES Y PROMESAS DEL GOBIERNO FEDERAL (en la sección en Portugués) para descubrir que ya en 1992 el gobierno brasileño era alertado públicamente sobre la necesidad de realizar campañas de información y detección de las hepatitis, para evitar el agravamiento de la salud de los infectados y evitar el verdadero genocidio que estamos viviendo. No fue por falta de advertencia, el resultado del caos actual fue por descaso de los gestores públicos.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo







Last updated 1.4.2007