25/07/2007
Sobre a ignorância no Programa Nacional de Hepatites Virais
Ontem divulgamos informações dos integrantes do Programa Nacional de Hepatites Virais na qual os responsáveis pelo programa informavam (erradamente) que mesmo com tratamento médico, o vírus da hepatite C não pode ser eliminado do corpo, contradizendo todas as evidencias cientificas sobre a cura definitiva da hepatite C.
O mal que isso faz a sociedade, aos infectados e seus familiares e impossível de se calcular, incompressível quando parte de quem deveria lutar pela cura, porém no desejo de ter seus quinze minutos de fama nos jornais fala qualquer besteira.
A noticia foi colocada em fóruns na internet e muito discutida pelo Orkut, o qual não acesso, mas associados me enviaram a resposta dada pela coordenação do Programa Nacional, explicando que a culpa e dos jornalistas que não escrevem corretamente o informado.
Vemos que quando não existem explicações a culpa e sempre colocada na imprensa, tal qual a crise aérea, a corrupção, o escândalo no Congresso, a violência. Pobres jornalistas!
A desculpa não podemos aceitar, pois não se tratava de uma entrevista e sim de um "press release" realizado pela agencia oficial que faz assessoria de imprensa ao ministério da saúde. Os chamados "press release" são informações preparadas pelo próprio interessado em divulgar uma noticia, entregues então as assessorias de imprensa para distribuí-los aos jornalistas, os quais os aproveitam na integra, sem entrevistar as pessoas.
Desta vez o desconhecimento da doença não foi dos jornalistas e sim do próprio Programa Nacional de Hepatites Virais.
Enviamos hoje duas matérias recentes, desta semana, que atestam mais uma vez a cura da hepatite C e para fechar uma pesquisa realizada na Áustria por mais de 30 anos, a qual mostra o que acontece com quem não trata a doença.
Ignorância no Programa Nacional de Hepatites Virais - 24/07/2007
Ainda estou de ferias, regresso amanhã, mas não podia deixar de me indignar profundamente ao saber da ignorância que reina soberana na coordenação do Programa Nacional de Hepatites Virais do Ministério da Saúde.
No dia 14 de julho a Agencia Brasil (órgão de imprensa do governo federal) divulgou para a imprensa informações fornecidas pelo Programa Nacional de Hepatites Virais com a manchete "
Estudo mostra aumento de casos de hepatite A e C".
Nesta matéria e informado pela Dra. Kátia Campos, consultora do Programa de Nacional de Hepatites Virais, que:
De acordo com o Ministério da Saúde, mesmo com tratamento médico, o vírus da hepatite C não pode ser eliminado do corpo
A matéria foi publicada em diversos médios, podendo ainda ser acessada em alguns deles:
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL69750-5598,00.html
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/brasil/conteudo.phtml?id=678350
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2007/07/14/296784426.asp
Assim, discordando das sociedades cientificas, entre elas a Sociedade Brasileira de Hepatologia e a Sociedade Brasileira de Infectologia, ou ignorando a boa notícia que foi anunciada na abertura do EASL/2007 e também no DDW/2007, os dois principais congressos de hepatologia do mundo, onde compareceram mais de 8.000 profissionais, nos quais foi demonstrado entre outros estudos que, com a conclusão de análises realizadas com 997 pacientes que eliminaram o vírus do sangue no final do tratamento e se mantiveram desse jeito seis meses após a retirada dos remédios, situação chamada pelos médicos de "resposta virológica sustentada" o qual é o melhor indicador do sucesso do tratamento, fica comprovada cientificamente que existe a cura da hepatite C.
Destes 997 pacientes pesquisados pela Virginia Commonwealth University Medical Center - EUA, os quais obtiveram a resposta positiva, 99% se mantiveram assim mesmo após sete anos sem uso de qualquer medicação. Portanto, isso pode se entendido como a cura da doença, conforme e entendimento internacional por consenso dos pesquisadores e especialistas.
Não e a primeira vez que a coordenação do Programa Nacional de Hepatites Virais demonstra desconhecer as hepatites e seus tratamentos. Em abril do ano passado, ao apresentarem no Congresso Nacional o Plano Tri-Anual do Programa Nacional de Hepatites (mais uma promessa não efetivada) eles acreditavam que a hepatite B era tratada com a administração de 12 meses de comprimidos. Pelo orçamento previsto no referido plano assim foi considerado, desconhecendo que na hepatite B o tratamento não tem prazo para acabar e, que geralmente e um tratamento continuo.
Tal qual no caos em que se transformou a aviação parece ser que os escolhidos para coordenar o Programa Nacional de Hepatites Virais foram indicados da mesma forma.
Junto a outros grupos de apoio aos portadores, o Grupo Otimismo esta estudando a possibilidade de impetrar diversas ações contra o Ministério da Saúde. Os infectados pelas hepatites B e C devem gritar por socorro para acabar com a farsa que existe no Ministério da Saúde em relação às duas graves epidemias.
Uma desta ações poderá ser no Ministério Público já que as evidencias da falta de capacidade técnica dos funcionários do PNHV são notórias e colocadas por eles mesmos de forma pública, nos jornais.
Uma segunda denuncia esta sendo estudada para ser apresentada na Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, por discriminação contra os infectados. A discriminação e evidente ao se comparar o numero de doentes que recebem atenção do governo. Enquanto 1 de cada 3 infectados com HIV/AIDS recebe tratamento, somente 1 a cada 1.000 infectados com a hepatite B, ou 1 a cada 400 infectados com a hepatite C recebem tratamento pelo governo. Fica evidente que existe discriminação para os infectados com as hepatites B ou C.
Amanhã estarei de volta ao Brasil e até o final de semana retomaremos nossas atividades.
Os que desejarem reclamar escrevendo ao Ministro da Saúde podem utilizar o e-mail
portal.saude@saude.gov.br e solicitar para encaminhar ao Dr. José Gomes Temporão.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
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GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 Rio de Janeiro - Brasil
Tel. (55.21) - 9973.6832
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com |
25/07/2007
Sobre la ignorancia en el Programa Nacional de Hepatitis Virales Brasileño
Ayer divulgamos informaciones de los integrantes del Programa Nacional de Hepatitis Virales en la cual los responsables por el programa informaban (erradamente) que mismo con tratamiento médico, el virus de la hepatitis C no puede ser eliminado del cuerpo, contradiciendo todas las evidencias científicas sobre la cura definitiva de la hepatitis C.
El mal que eso hace a la sociedad, a los infectados y sus familiares e imposible de calcularse, incompresible cuando parte de quien debería luchar por la cura pero en el deseo de tener sus quince minutos de fama en los periódicos habla cualquier gansada.
La noticia fue colocada en foros en el internet y muy discutida por el Orkut, el cual no acceso, pero asociados me enviaron la respuesta dada por la coordinación del Programa Nacional, explicando que la culpa es de los periodistas que no escriben correctamente lo informado.
Vemos que cuando no existen explicaciones la culpa es siempre colocada en la prensa, tal cual la crisis aérea, la corrupción, el escándalo en el Congreso, la violencia. ¡Pobres periodistas!
La disculpa no podemos aceptar, pues no se trataba de una entrevista y sí de un "press release" realizado por la agencia oficial que hace asesoría de prensa al ministerio de la salud. Los llamados "press release" son informaciones preparadas por el propio interesado en divulgar una noticia, entregues entonces a las asesorías de prensa para distribuirlos a los periodistas, quiénes los aprovechan en la integra, sin entrevistar las personas.
De esta vez el desconocimiento de la enfermedad no fue de los periodistas y sí del propio Programa Nacional de Hepatitis Virales.
Enviamos hoy dos materias recientes, publicadas esta semana, que testifican una vez más la cura de la hepatitis C y para cerrar una investigación realizada en Austria por más de 30 años, la cual muestra qué pasa a quien no trata la enfermedad.
Ignorancia en el Programa Nacional de Hepatitis Virales Brasileño - 24/07/2007
Todavía estoy de vacaciones, regreso mañana, pero no podía dejar de indignarme profundamente al saber de la ignorancia que reina soberana en la coordinación del Programa Nacional de Hepatitis Virales del Ministerio de la Salud.
En el día 14 de julio la Agencia Brasil (órgano de prensa del gobierno federal) divulgó para la prensa informaciones suministradas por el Programa Nacional de Hepatitis Virales con el titular "
Estudio muestra aumento de casos de Hepatitis A y C".
En esta materia es informado por la Dra. Kátia Campos, consultora del Programa de Nacional de Hepatitis Virales, que:
De acuerdo con el Ministerio de la Salud, mismo con tratamiento médico, el virus de la Hepatitis C no puede ser eliminado del cuerpo
La materia fue publicada en diversos medios, pudiendo aún ser vista en algunos de ellos:
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL69750-5598,00.html
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/brasil/conteudo.phtml?id=678350
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2007/07/14/296784426.asp
Así, discordando de las sociedades científicas, entre ellas la Sociedad Brasileña de Hepatología y la Sociedad Brasileña de Insectología, o ignorando la buena noticia que fue anunciada en la apertura del EASL/2007 y también en el DDW/2007, los dos principales congresos de Hepatología del mundo, donde comparecieron más de 8.000 profesionales, en los cuales fue demostrado entre otros estudios que, con la conclusión de análisis realizados con 997 pacientes que eliminaron el virus de la sangre al final del tratamiento y se mantuvieron así a los seis meses después de la retirada de los remedios, situación llamada por los médicos de "respuesta virológica sostenida" el cual es el mejor indicador del suceso del tratamiento, queda comprobada científicamente que existe la cura de la hepatitis C.
De éstos 997 pacientes investigados por la Virginia Commonwealth University Medical Center - EEUU, quiénes lograron la respuesta positiva, 99% se mantuvieron así mismo después de siete años sin uso de cualquier medicación. Por tanto, eso puede se entendido como la cura de la enfermedad, conforme y entendimiento internacional por consenso de los investigadores y especialistas.
No es la primera vez que la coordinación del Programa Nacional de Hepatitis Virales demuestra desconocer las hepatitis y sus tratamientos. En abril del año pasado, al presentar en el Congreso Nacional el Plan Tri-Anual del Programa Nacional de Hepatitis (más una promesa no efectuada) creían que la Hepatitis B era tratada con la administración de 12 meses de pastillas. Por el presupuesto previsto en el referido plan así fue considerado, desconociendo que en la hepatitis B el tratamiento no tiene plazo para acabar y, que generalmente es un tratamiento continuo.
Tal cual en el caos en el que se transformó la aviación brasileña parece ser que los escogidos para coordinar el Programa Nacional de Hepatitis Virales fueron indicados de la misma forma.
Junto a otros grupos de apoyo a los portadores, el Grupo Optimismo ésta estudiando la posibilidad de impetrar diversas acciones contra el Ministerio de la Salud. Los infectados por las hepatitis B y C deben gritar por socorro para acabar con la farsa que existe en el Ministerio de la Salud con relación a las dos graves epidemias.
Una de esta acciones podrá ser en el Ministerio Público ya que las evidencias de la falta de capacidad técnica de los funcionarios del PNHV son notorias y colocadas por ellos mismos de forma pública, en los periódicos.
Una segunda denuncia ésta siendo estudiada para ser presentada en la Comisión de Derechos Humanos de las Naciones Unidas, por discriminación contra los infectados. La discriminación es evidente al se comparar el numero de enfermos que reciben atención del gobierno. Mientras 1 de cada 3 infectados con HIV/SIDA recibe tratamiento, solamente 1 a cada 1.000 infectados con la hepatitis B, o 1 a cada 400 infectados con la hepatitis C reciben tratamiento por el gobierno. Queda evidente que existe discriminación para los infectados con las hepatitis B o C.
Mañana estaré de vuelta a Brasil y hasta el final de semana retomaremos nuestras actividades.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo