[:pb]Tratamento da Hepatite C em Pacientes Co-infectados HCV/HIV Hepato Pernambuco 2017 – (Dr. Marcelo Ferreira) [:es]Tratamiento de la Hepatitis C en Pacientes co-infectados HCV/HIV Hepato Pernambuco 2017 – (Dr. Marcelo Ferreira) [:]

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Estes pacientes deixaram de ser população especial?

Em 2006 das pessoas vivendo com HIV/AIDS em tratamento antirretroviral, 30% morriam de AIDS, 14% pela hepatite C, 9% por doença cardiovascular e 8% por diversos tipos de câncer não associados a AIDS. A hepatite C é a principal causa de morte nas pessoas com HIV.

Ainda não se conhece quantas pessoas com HIV estão infectadas com hepatite C no Brasil e na maioria dos países. Diversos pequenos estudos de prevalência no Brasil encontraram entre 4,1% e 82,4% de co-infectados, mas tais números não podem ser extrapolados ao total da população com HIV.

Os co-infectados HIV/HCV apresentam uma progressão de doença acelerada e, também, maior morbidade e mortalidade.

Comparados com HCV mono-infectados os co-infectados apresentam:

– Menor probabilidade de eliminação espontânea da hepatite C.

– Maior carga viral (maior infectividade, maior risco de transmissão vertical e sexual)

– Fibrose hepática acelerada, cirrose, descompensação, câncer de fígado e mortalidade relacionada à doença hepática.

O Protocolo brasileiro garante tratamento a todos os co-infectados, sem necessidade da biopsia, todos recebem o tratamento, com qualquer fibrose, devido a progressão mais acelerada da fibrose e da cirrose nesse grupo de pacientes que devem ser tratados imediatamente.

O tratamento da hepatite C nos co-infectados utilizando Sofosbuvir/ Daclatasvir com cirrose avançada, cura 92% dos infectados (94% com ribavirina e 92% sem ribavirina), com efeitos adversos raros, tratamento bem tolerado, e pouca interação com a medicação para tratamento da AIDS.

Dependendo do tratamento indicado e dos medicamentos antirretrovirais em uso algumas adequações de doses poderão ser necessárias.

No tratamento com sofosbuvir /daclatasvir a dose deverá ser ajustada de acordo com o antirretroviral em uso:

– Dolutegravir ou raltegravir – usar daclatasvir 60mg

– Efavirenz – usar daclatasvir 90 mg ou substituir efavirenz por dolutegravir

– Atazanavir / ritonavir – usar daclatasvir 30 mg ou substituir atazanavir/ ritonavir por dolutegravir

– Darunavir / ritonavir – usar daclatasvir 60 mg

– Lopinavir / ritonavir – usar daclatasvir 60 mg

– Tenofovir, abacavir e lamivudina – usar daclatasvir 60 mg

-Zidovudina – usar daclatasvir 60 mg.

– Zidovudina está contraindicado para uso com ribavirina

– Maraviroque – usar daclatasvir 60 mg

– Tipranavir é contraindicado para uso com sofosbuvir

– Nevirapina e etravirina não são recomendados com daclatasvir

Sempre revisar todas as medicações em uso e avaliar possíveis interações.

CONCLUSÕES: PACIENTES HCV/HIV

– Todos os pacientes co-infectados HCV/HIV devem ser tratados, independentemente da fibrose ou genótipo.

– Possibilidade de cura da hepatite C semelhante a pacientes mono-infectados.

– Há opções de ARVs com poucas interações com os DAAs (Lopinavir ou Raltegravir/Dolutegravir).

– Perfil de segurança: favorável em todos os subgrupos.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Apresentação no Hepato Pernambuco 2017 do Dr. Marcelo Ferreira.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com 


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¿Estos pacientes dejaron de ser población especial?

En 2006 de las personas viviendo con HIV/AIDS en tratamiento antirretroviral, 30% morían de SIDA, 14% por la hepatitis C, 9% por enfermedad cardiovascular y 8% por diversos tipos de cáncer no asociados el SIDA. La hepatitis C es la principal causa de muerte en las personas con HIV.

Aún no se conoce cuántas personas con HIV están infectadas con hepatitis C en Brasil y en la mayoría de los países. Diversos pequeños estudios de prevalencia en Brasil encontraron entre 4,1% y 82,4% de co-infectados, pero tales números no pueden ser extrapolados al total de la población con HIV.

Los co-infectados HIV/HCV presentan una progresión de enfermedad acelerada y, también, mayor morbilidad y mortalidad.

Comparados con HCV mono-infectados los co-infectados presentan:

– Menor probabilidad de eliminación espontánea de la hepatitis C.

– Mayor carga vírica (mayor infectividad, mayor riesgo de transmisión vertical y sexual)

– Mayor fibrosis hepática acelerada, cirrosis, descompensación, cáncer de hígado y mortalidad relacionada a la enfermedad hepática.

El Protocolo brasileño garantiza tratamiento a todo co-infectado, sin necesidad de la biopsia, todos reciben el tratamiento, con cualquier Fibrosis, debido a una progresión más acelerada de la Fibrosis y de la cirrosis en ese grupo de pacientes que deben ser tratados inmediatamente.

El tratamiento de la hepatitis C en los co-infectados utilizando Sofosbuvir/ Daclatasvir con cirrosis avanzado, cura 92% de los infectados (94% con ribavirina y 92% sin ribavirina), con efectos adversos raros, tratamiento bien tolerado, y poca interacción con la medicación para tratamiento del SIDA.

Dependiendo del tratamiento indicado y de los medicamentos antirretrovirales en uso algunas adecuaciones de dosis podrán ser necesarias.

En el tratamiento con sofosbuvir /daclatasvir la dosis deberá ser ajustada de acuerdo con el antirretroviral en uso:

– Dolutegravir o raltegravir – usar daclatasvir 60mg

– Efavirenz – usar daclatasvir 90 mg o sustituir efavirenz por dolutegravir

– Atazanavir / ritonavir – usar daclatasvir 30 mg o sustituir atazanavir/ ritonavir por dolutegravir

– Darunavir / ritonavir – usar daclatasvir 60 mg

– Lopinavir / ritonavir – usar daclatasvir 60 mg

– Tenofovir, abacavir y lamivudina – usar daclatasvir 60 mg

-Zidovudina – usar daclatasvir 60 mg.

– Zidovudina está contraindicado para uso con ribavirina

– Maraviroque – usar daclatasvir 60 mg

– Tipranavir es contraindicado para uso con sofosbuvir

– Nevirapina y etravirina no son recomendados con daclatasvir

Siempre revisar todas las medicaciones en uso y evaluar posibles interacciones.

CONCLUSIONES: PACIENTES HCV/HIV

– Todos los pacientes co-infectados HCV/HIV deben ser tratados, independientemente de la Fibrosis o genotipo.

– Posibilidad de cura de la hepatitis C semejante a pacientes mono-infectados.

– Hay opciones de ARVs con pocas interacciones con los DAAs (Lopinavir o Raltegravir/Dolutegravir).

– Perfil de seguridad: favorable en todos los subgrupos.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Presentación en el Hepato Pernambuco 2017 por el Dr. Marcelo Ferreira.

Carlos Varaldo
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