[:pb]Comentários do acontecido no “The Internacional Liver Congress – EASL 2018”[:es]Comentarios del acontecido en el “The Internacional Liver Congress – EASL 2018”[:]

1613

[:pb]Regressando de Paris (por culpa da greve da Air France com cancelamento de meu voo no domingo) onde aconteceu o congresso europeu de fígado – EASL 2018 – confesso que na minha avaliação pessoal foi um dos congressos mais desanimados na questão de novidades que já frequentei nesses quase 20 anos de ativismo.  Não que não tenha havido novidades, muito pelo contrário, há muita coisa nova a chegar no futuro. Vamos então tentar explicar o porquê da minha avaliação.

Com a cura quase total da hepatite C que conseguem os novos medicamentos pan-genótipos seguramente mais nada de novo vai aparecer, a não ser relatos sobre a experiência adquirida com o tratamento de milhares de infectados, novos relatos de resposta terapêutica em populações especiais, estudos populacionais sobre o que acontece com o fígado dos pacientes curados e com aqueles, poucos, que ainda podem fracassar ao tratamento.

Teve sim, muitas apresentações sobre experiências de países que se encontram realizando campanhas de eliminação da hepatite C, seja para cumprir a meta da Organização Mundial da Saúde até 2030 ou até antes disso, o que são exemplos excelentes para seguir por outros países. O Ministério da Saúde do Brasil esteve presente (Cassia e Elisa) e certamente, tendo em conta que o Brasil é um país continental e as experiências apresentadas são de países pequenos, os casos apresentados servirão para que o desafio do Brasil de eliminar a hepatite C possa ser alcançado.

Os temas mais discutidos do congresso (e isso certamente vai acontecer igualmente nos próximos congressos), foram, medicamentos para as hepatites B e D, câncer de fígado, gordura no fígado (NASH), medicamentos para tratar a fibrose, testes que diagnosticam e confirmam a infecção de forma rápida e sem necessidade de enviar uma amostra ao laboratório, métodos de imagem para avaliar fibrose, NASH, e, também, como aumentar a sobrevida e qualidade de vida dos infectados curados da hepatite C.

Isso porque solucionado o tratamento da hepatite C pesquisadores e indústria farmacêutica passam a centrar esforços nessas áreas, ainda, beneficiadas com o lucro da venda de medicamentos para a hepatite C. Curiosamente esta semana um polêmico informe do banco de investimento Goldman Sachs questiona se é bom para a indústria farmacêutica descobrir medicamentos que curam a doença, já que economicamente é muito mais rentável que uma doença seja crônica e que os pacientes tenham que usar medicamentos por toda a vida, Porém os infectados com hepatite C discordam do banco e agradecem a indústria farmacêutica por terem descoberto medicamentos que em poucas semanas curam a doença.

Mas voltando ao primeiro parágrafo, onde falei da minha desilusão, isso foi consequência que todas as pesquisas ainda se encontram nas primeiras fases dos estudos, muito pouco já está numa fase 3 das pesquisas, portanto, ainda será necessário aguardar dois ou três anos para que tais pesquisas cheguem para beneficiar os pacientes.

Na sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) instou os governos a atacar o problema com mais urgência e mais dinheiro. Apenas cerca de três milhões de pessoas, de um número estimado de 71 milhões de portadores do vírus da hepatite C receberam o tratamento.

É necessário encontrar o mais rapidamente possível os infectados com hepatite C e oferecer o tratamento, pois tratar e curar os infectados economiza os custos que aconteceram se alguém progride para doença hepática ou outras consequências que requerem hospitalização, em alguns casos transplantes de fígado muito caros, (ou) atendimento terciário.

Não há vacina para a hepatite C, e a cura é a melhor maneira de prevenir a disseminação do vírus.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) colocou que alguns países, como Egito, Paquistão, China e Brasil, realmente começaram a aumentar o acesso aos medicamentos. Uma revisão das diretrizes sobre o tratamento da hepatite C a ser publicada ainda em 2018 proporá que todas as pessoas com mais de 12 anos tenham acesso ao tratamento com os novos medicamentos e, isso, servirá para comprometer os países a enfrentar a epidemia.

Foi bonito ver nas apresentações da Organização Mundial da Saúde que colocam o Brasil como um exemplo a ser seguido no enfrentamento a epidemia das hepatites. Na Europa apenas seis países, Holanda, Islândia, Geórgia, França, Espanha e Suíça estão no caminho certo para atingir a meta de diagnosticar e tratar 90% dos infectados em 2030.

ENXUGANDO GELO?

Uma pesquisa apresentada mostrou que o número de infecções por Hepatite C nos Estados Unidos quase triplicou em cinco anos, em parte devido a um aumento no compartilhamento de agulhas, alimentado pela epidemia de opiáceos.

Ao comparar os números apresentados, quando se mostra o número de curados da hepatite C e o número de novos infectados levei mais uma desilusão, pois a cada um curado praticamente aparece mais um novo infectado, culpa disso são as drogas injetáveis, mas isso é quando os números são globais.

No Brasil, onde já todos os diagnosticados com fibrose F3 e cirrose já receberam tratamento, onde estão sendo tratados os com fibrose F2, e ainda em 2018 o tratamento será ofertado a todos, com qualquer grau de fibrose, temos a sorte que praticamente não existe o uso de drogas injetáveis, estamos curando um número muito maior que o número de novos infectados, isto é, estaremos ganhando a guerra e conseguiremos antes de 2030 cumprir a meta da Organização Mundial da Saúde.

Mas devemos ficar ativos e atentos as mudanças políticas no Brasil para que o programa de enfrentamento das hepatites não sofra retrocessos.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com

IMPORTANTE: Os artigos se encontram em ordem cronológica. O avanço do conhecimento nas pesquisas pode tornar obsoleta qualquer colocação em poucos meses. Encontrando colocações diversas que possam ser consideradas controversas sempre considerar a informação mais atual, com data de publicação mais recente.

Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.

Aviso legal: As informações deste texto são meramente informativas e não podem ser consideradas nem utilizadas como indicação medica.
É permitida a utilização das informações contidas nesta mensagem desde que citada a fonte:
WWW.HEPATO.COM

O Grupo Otimismo é afiliado da AIGA – ALIANÇA INDEPENDENTE DOS GRUPOS DE APOIO[:es]Regresando de Paris (por culpa de la huelga de la Air France con cancelación de mí vuelo del domingo) donde aconteció el congreso europeo de hígado – EASL 2018 – confieso que en mi evaluación personal fue uno de los congresos más desanimados en la cuestión de novedades que ya frecuenté en ésos casi 20 años de activismo.  No que no haya habido novedades, muy por el contrario, hay mucha cosa nueva a llegar en el porvenir. Vamos entonces intentar explicar el porqué de mi evaluación.

Con la cura casi total de la hepatitis C que logran los nuevos medicamentos pan-genotipos seguramente más nada de nuevo va a aparecer, sino relatos sobre la experiencia adquirida con el tratamiento de millares de infectados, nuevos relatos de respuesta terapéutica en poblaciones especiales, estudios poblacionales sobre qué pasa al hígado de los pacientes curados y con aquéllos, pocos, que aún pueden fracasar al tratamiento.

Tuvo sí, muchas presentaciones sobre experiencias de países que se encuentran realizando campañas de eliminación de la hepatitis C, sea para cumplir la meta de la Organización Mundial de la Salud hasta 2030 o hasta antes de eso, lo que son ejemplos excelentes para seguir por otros países. El Ministerio de la Salud de Brasil estuvo presente (Casia y Elisa) y seguramente, teniendo en cuenta que Brasil es un país continental y las experiencias presentadas son de países pequeños, los casos presentados servirán para que el desafío de Brasil de eliminar la hepatitis C pueda ser alcanzado.

Las temas más discutidos del congreso (y eso seguramente va a acontecer igualmente en los próximos congresos), fueron, medicamentos para las hepatitis B y D, cáncer de hígado, grasa en el hígado (NASH), medicamentos para tratar fibrosis, pruebas que diagnostican y confirman la infección de forma rápida y sin necesidad de enviar una muestra al laboratorio, métodos de imagen para evaluar fibrosis, NASH, y, también, como aumentar la expectativa y calidad de vida de los infectados curados de la hepatitis C.

Eso porque solucionado el tratamiento de la hepatitis C investigadores e industria farmacéutica pasan a centrar esfuerzos en esas áreas, aún, beneficiadas con el lucro de la venta de medicamentos para la hepatitis C. Curiosamente esta semana un polémico informe del banco de inversión Goldman Sachs cuestiona si es bueno para la industria farmacéutica descubrir medicamentos que curan la enfermedad, ya que económicamente es mucho más rentable que una enfermedad sea crónica y que los pacientes tengan que usar medicamentos por toda la vida, Sin embargo los infectados con hepatitis C discuerdan del banco y agradecen a la industria farmacéutica por haber descubierto medicamentos que en pocas semanas curan la enfermedad.

Pero volviendo al primer párrafo, donde hablé de mi desilusión, eso fue consecuencia que todas las investigaciones aún se encuentran en las primeras fases de los estudios, mucho poco ya está en una fase 3 de las investigaciones y por tanto todavía será necesario aguardar 2 o 3 años para que tales estudios lleguen para beneficiar los pacientes.

El viernes, la Organización Mundial de la Salud (OMS) instó los gobiernos a atacar el problema con más urgencia y más dinero. Apenas cerca de tres millones de personas, de un número estimado de 71 millones de portadores del virus de la hepatitis C recibieron el tratamiento.

Es necesario encontrar lo más rápidamente posible los infectados con hepatitis C y ofrecer el tratamiento, pues tratar y curar los infectados ahorra los costos que acontecen si un infectado avanza para una enfermedad hepática grave u otras consecuencias que requieren hospitalización, en algunos casos trasplantes de hígado muy caros, (o) servicio terciario.

No hay vacuna para la hepatitis C, y la cura es la mejor manera de prevenir la diseminación del virus.

La Organización Mundial de la Salud (OMS) colocó que algunos países, como Egipto, Pakistán, China y Brasil, realmente empezaron a aumentar el acceso a los medicamentos. Una revisión de las directrices sobre el tratamiento de la hepatitis C a ser publicada aún en 2018 propondrá que todas las personas con más de 12 años tengan acceso al tratamiento con los nuevos medicamentos y, eso, servirá para comprometer los países a enfrentar la epidemia.

Fue bonito ver en las presentaciones de la Organización Mundial de la Salud que colocan Brasil como un ejemplo a ser seguido en el enfrentamiento la epidemia de las hepatitis. En Europa apenas seis países, Holanda, Islandia, Georgia, Francia, España y Suiza están en el camino cierto para alcanzar la meta de diagnosticar y tratar 90% de los infectados en 2030.

¿ENJUGANDO HIELO?

Un estudio presentado mostró que el número de infecciones por Hepatitis C en Estados Unidos casi triplicó en cinco años, en parte debido a un aumento en el compartimiento de agujas, alimentado por la epidemia de opiáceos.

Al comparar los números presentados, cuando se muestra el número de curados de la hepatitis C y el número de nuevos infectados llevé más una desilusión, pues a cada uno curado prácticamente aparece más un nuevo infectado, culpa de eso son las drogas inyectables, pero eso es cuando los números son globales.

En Brasil, donde ya todos los diagnosticados con fibrosis F3 y cirrosis ya recibieron tratamiento, donde están siendo tratados los con fibrosis F2, y aún en 2018 el tratamiento será ofertado a todos, con cualquier grado de fibrosis, tenemos la suerte que prácticamente no existe el uso de drogas inyectables, estamos curando un número muy mayor que el número de nuevos infectados, esto es, estaremos ganando la guerra y conseguiremos antes de 2030 cumplir la meta de la Organización Mundial de la Salud.

Pero debemos nos quedar activos y atentos a las mudanzas políticas en Brasil para que el programa de enfrentamiento de las hepatitis no sufra retrocesos.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com 

IMPORTANTE: Los artículos se encuentran en orden cronológico. El avanzo del conocimiento en las pesquisas puede tornar obsoleta cualquier colocación en pocos meses. Encontrando colocaciones diversas que puedan ser consideradas controversias siempre es importante considerar la información más actual, con fecha de publicación más reciente.

Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores de las diversas actividades.

Aviso legal: Las informaciones de este texto son meramente informativas y no pueden ser consideradas ni utilizadas como indicación médica.

Es permitida la utilización de las informaciones contenidas en este mensaje si se cita la fuente: WWW.HEPATO.COM

El Grupo Optimismo es afiliado a AIGA – ALIANZA INDEPENDIENTE DE GRUPOS DE APOYO[:]