[:pb]O tratamento da hepatite C não está associado à recorrência do câncer de fígado[:es]El tratamiento de la hepatitis C no está asociado a la recurrencia del cáncer de hígado[:]

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[:pb]Novos resultados do estudo mostram que, apesar de análises clínicas internacionais recentes, o tratamento da hepatite C com os medicamentos orais (DAA) não está associada a uma maior recorrência de câncer de fígado em pacientes que sofreram ambas as condições.

De acordo com uma pesquisa do Centro Médico da Universidade do Texas, as taxas de agressividade e recorrência do câncer em pacientes tratados da hepatite C com os novos medicamentos (DAA) não foram diferentes daqueles infectados que não receberam tratamento.

Liderados pelo Dr. Amit G. Singal, professor associado de Medicina Interna e diretor médico do Programa de Tumores Hepáticos, os pesquisadores realizaram uma análise de coorte retrospectiva de pacientes com câncer de fígado relacionado a hepatite C que haviam sido tratados anteriormente de 2013 a 2017 em 31 sistemas de saúde diferentes baseados nos Estados Unidos ou no Canadá. Os pacientes incluídos no estudo relataram anteriormente uma resposta completa à ressecção, ablação local, quimio ou radio embolização trans-arterial ou radioterapia.

Nos 793 pacientes identificados com câncer de fígado associado a hepatite C, 304 (38,3%) foram tratados com os medicamentos orais e o restante (489; 61,7%) não foi tratado.

Os resultados mostram que a recorrência do câncer de fígado ocorreu em menos da metade dos pacientes tratados com os medicamentos orais (128; 42,1%), com recidiva precoce sendo relatada em 52 desses pacientes. Entre os pacientes não tratados, a recidiva do câncer foi maior (288; 58,9%), com recidiva precoce relatada na maioria dos pacientes (227).

MEU COMENTÁRIO

Os resultados são um alivio para infectados com hepatite C que já trataram um câncer de fígado e ficam com medo de tratar a hepatite C apreensivos com a possiblidade do câncer voltar a atacar o fígado, mas as evidências mostram que tratando ou não tratando a hepatite C essa possibilidade é praticamente a mesma. O reaparecimento do câncer de fígado não é influenciado pelo tratamento da hepatite C com os medicamentos orais.

IMPORTANTE: Chamo ainda atenção para aqueles que fazem uma leitura sem prestar muita atenção, que a recorrência do câncer de fígado é possível somente naqueles que já tiveram câncer de fígado e resultaram curados do mesmo. Por favor, não interpretem que todos os tratados de hepatite C estarão desenvolvendo câncer, pelo contrário, a cura da hepatite C afasta tal possibilidade, especialmente em pacientes sem cirrose.

Fonte: Direct-Acting Antiviral Therapy not Associated with Recurrence of Hepatocellular Carcinoma in a Multicenter North American Cohort Study – Amit G. Singal and others – Gastroenterology – 10.1053/j.gastro.2019.01.027

Carlos Varaldo
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O Grupo Otimismo é afiliado da AIGA – ALIANÇA INDEPENDENTE DOS GRUPOS DE APOIO[:es]Nuevos resultados del estudio muestran que, a pesar de análisis clínicos internacionales recientes, el tratamiento de la hepatitis C con los medicamentos orales (DAA) no está asociada a una mayor recurrencia de cáncer de hígado en pacientes que sufrieron ambas las condiciones.

De acuerdo con una investigación del Centro Médico de la Universidad de Texas, las tasas de agresividad y recurrencia del cáncer en pacientes tratados de la hepatitis C con los nuevos medicamentos (DAA) no fueron diferentes de los infectados que no recibieron tratamiento.

Liderados por el Dr. Amit G. Singal, profesor asociado de Medicina Interna y director médico del Programa de Tumores Hepáticos, los investigadores realizaron un análisis de cohorte retrospectiva de pacientes con cáncer de hígado relacionado a hepatitis C que habían sido tratados anteriormente de 2013 a 2017 en 31 sistemas de salud diferentes basados en Estados Unidos o en Canadá. Los pacientes incluidos en el estudio relataron anteriormente una respuesta completa a la resección, ablación local, quimio o radio embolización trans-arterial o radioterapia.

En los 793 pacientes identificados con cáncer de hígado asociado a hepatitis C, 304 (38,3%) fueron tratados con los medicamentos orales y el restante (489; 61,7%) no fue tratado.

Los resultados muestran que la recurrencia del cáncer de hígado ocurrió en menos de la mitad de los pacientes tratados con los medicamentos orales (128; 42,1%), con recidiva precoz siendo relatada en 52 de esos pacientes. Entre los pacientes no tratados, la recidiva del cáncer fue mayor (288; 58,9%), con recidiva precoz relatada en la mayoría de los pacientes (227).

MI COMENTARIO

Los resultados son un alivio para infectados con hepatitis C que ya trataron un cáncer de hígado y se quedan con miedo de tratar la hepatitis C preocupados con la posibilidad del cáncer volver a atacar el hígado, pero las evidencias muestran que tratando o no tratando la hepatitis C esa posibilidad es prácticamente la misma. La reaparición del cáncer de hígado no es influenciada por el tratamiento de la hepatitis C con los medicamentos orales.

IMPORTANTE: Llamo aún atención para aquéllos que hacen una lectura sin prestar mucha atención, que la recurrencia del cáncer de hígado es posible solamente en aquéllos que ya tuvieron cáncer de hígado y resultaron curados del mismo. Por favor, no interpreten que todos los tratados de hepatitis C estarán desarrollando cáncer, por el contrario, la cura de la hepatitis C aleja tal posibilidad, especialmente en pacientes sin cirrosis.

Fuente: Direct-Acting Antiviral Therapy not Associated with Recurrence of Hepatocellular Carcinoma in a Multicenter North American Cohort Study – Amit G. Singal and others – Gastroenterology – 10.1053/j.gastro.2019.01.027

Carlos Varaldo
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