Sobre a falta de testes para hepatite C e aids

311

Jornais e TVs alertam sobre a falta de testes de genotipagem para hepatite C e de carga viral para infectados em tratamento de aids. Explicando o que isso afeta os pacientes:

HEPATITE C

Na hepatite C não existe maior problema, pois temos duas opções de tratamento que não necessitam de exame de genotipagem por se tratar de medicamentos pangenotípicos, servindo para todos os infectados, com qualquer genótipo, são eles o Glecaprevir/pibrentasvir (Maviret®) e Velpatasvir/sofosbuvir (Epclusa®).

Por uma Nota Informativa o Departamento que cuida do HIV e das hepatites virais, no caso dos pacientes com hepatite C fica suspensa a necessidade de realização do exame de genotipagem para a solicitação de tratamentos para pacientes que não fizeram uso prévio de medicamentos orais.

Assim, todos os infectados que irão começar o tratamento e ainda não fizeram o teste do genótipo, devem ser tratados com os medicamentos pangenotípicos Glecaprevir/pibrentasvir (Maviret®) e Velpatasvir/sofosbuvir (Epclusa®).

HIV – AIDS

Para os 900.000 pacientes em tratamento do HIV – AIDS a situação e realmente complicada já que não existem opções de outros testes que possam substituir a carga viral, sendo o teste essencial para definir o tratamento mais adequado para quem desenvolve resistência a algum medicamento.

OS MOTIVOS DA FALTA DOS TESTES

 O Ministério da Saúde deixou vencer um contrato e suspendeu os exames de genotipagem no Sistema Único de Saúde (SUS). O contrato com a empresa que realizava este exame venceu em novembro passado. Apenas um mês antes, em 7 de outubro, o ministério realizou um pregão para buscar nova fornecedora do serviço. O processo, porém, fracassou após a empresa vencedora não anexar todos os documentos exigidos pelo edital. O ministério prevê realizar novo pregão nesta semana. Se houver vencedor no certame, a expectativa é retomar o serviço apenas em janeiro.

MEU COMENTÁRIO

Quando as aquisições de testes e medicamentos era realizada diretamente pelo Departamento que cuida das hepatites virais e do HIV, da Secretaria de Vigilância em Saúde, praticamente não acontecia este tipo de problemas, mas com o novo governo as compras passaram a ser feitas pelo DELOG – Departamento de Logística, passando a ser área responsável por todas as compras do ministério, e problemas de atrasos começaram a acontecer.

Lamento também a reportagem do Jornal Folha de São Paulo na qual ONGs de aids denunciam que o custo do tratamento da hepatite C é de 8.000 dólares. Ora bolas, antes de falar idiotices mentirosas só para conseguir espaço no jornal deveriam se informar melhor, pois há dois anos que o custo do tratamento é de 1.100 dólares. Este tipo de ONGs, colocando informações falsas, prejudicam o trabalho voluntario das associações de pacientes que lutam pela melhoria do atendimento no SUS. Fica aqui meu repudio.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com

IMPORTANTE: Os artigos se encontram em ordem cronológica. O avanço do conhecimento nas pesquisas pode tornar obsoleta qualquer colocação em poucos meses. Encontrando colocações diversas que possam ser consideradas controversas sempre considerar a informação mais atual, com data de publicação mais recente.

Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.

Aviso legal: As informações deste texto são meramente informativas e não podem ser consideradas nem utilizadas como indicação médica.
Acesso livre: Este artigo é distribuído sob os termos da Licença Internacional Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial 4.0 ( 
http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/ ), que permite qualquer uso, distribuição e reprodução não comercial em qualquer meio, desde que você dê o crédito apropriado ao (s) autor (es) original (is) e cite à fonte WWW.HEPATO.COM  e indique se foram feitas alterações.

O Grupo Otimismo é afiliado da AIGA – ALIANÇA INDEPENDENTE DOS GRUPOS DE APOIO