Vacinas da COVID e o fígado?

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Com as aprovações de uso emergencial das primeiras vacinas contra a #Covid-19 muitas dúvidas surgem para quem tem, ou teve, alguma doença que ainda afeta ou já afetou o fígado. Não existem contraindicações para pessoas com problemas no fígado, mas assim mesmo seguem algumas explicações.

Primeiro é importante alertar que nenhuma das vacinas de COVID foi testada em mulheres gravidas ou em crianças e adolescentes com menos de 16 ou 18 anos. Portanto, este grupo não pode nem deve tomar a vacina.

Também qualquer pessoa com histórico de reação alérgica imediata de qualquer gravidade ou a qualquer componente das vacinas não deve ser vacinada. Além disso, as pessoas que desenvolvem reações alérgicas graves, como anafilaxia, após uma primeira dose da vacina, não devem receber uma segunda dose.

Existem muitas preocupações porque a pesquisa e fabricação das vacinas de COVID foi feita a “toque de caixa”, também, que as vacinas da Pfizer/BioNTech e da Moderna são feitas com uma tecnologia de m-RNA para combater o vírus. Mas diante de uma pandemia mundial é necessário “queimar” algumas etapas, acelerar a pesquisa e dessa forma salvar vidas. Todas as vacinas já aprovadas para uso emergencial são seguras.

O que está sendo feito mais rápido é a reestruturação do processo normal de desenvolvimento das vacinas. As mesmas fases de desenvolvimento – testes em animais, uma pequena fase inicial em humanos, uma segunda para os testes de segurança, uma terceira grande fase de eficácia – foram todas realizadas como para qualquer vacina. Mas, neste caso, algumas fases foram concluídas em paralelo, em vez de sequencialmente. Esta abordagem provou ser tão bem-sucedida que já se fala em torná-la o modelo para o desenvolvimento de novas vacinas no futuro.

Não é necessário ter medo de pegar COVID ao tomar a vacina, pois não existem vírus ativos dentro das vacinas.

Até o momento os efeitos secundários mais comuns a todas as vacinas para COVID são dor no local da injeção, uma sensação parecida com a gripe, ressaltando que não acontecem em todas as pessoas vacinadas. Os efeitos colaterais comuns são um bom sinal, sinal de que a pessoa está gerando “uma forte resposta imunitária”.

Pessoas que já tiveram COVID também devem ser vacinadas já que não se sabe por quanto tempo os anticorpos de uma infecção passada podem deter uma nova infecção, que inclusive pode ser uma nova mutação do vírus. Já as vacinas protegem de todas as variantes e mutações conhecias até o momento.

Quem toma a vacina deve continuar a usar máscara, até que pelo menos 70% da população esteja vacinada. Isso na maioria dos países deve continuar até o final de 2021 e em alguns casos entrando em 2022.

Para atingir a imunidade coletiva, quase 70% da população, a vacinação nesta escala em alguns países pode levar anos devido não somente a quantidade de vacinas, mas tendo vacinas, seringas e agulhas vai se enfrentar o problema da falta de profissionais de saúde disponíveis para vacinar milhões de pessoas, com duas doses, em unidades de saúde que já estão sobrecarregadas com o atendimento de pacientes e que também devem continuar com as campanhas normais de vacinas de todas as doenças.

Carlos Varaldo
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