Na hepatite C e na Covid as mulheres adoecem menos que os homens

210

Na pandemia de Covid-19 uma característica que está recebendo especial atenção é a diferença de resultados entre homens e mulheres. Os que acompanham a evolução da infecção da hepatite C está característica diferente entre os sexos na evolução da doença é amplamente conhecida.

Em publicação da revista “The Scientist” os pesquisadores observaram que, enquanto homens e mulheres contraiam a infecção em taxas similares, os homens pareciam muito mais propensos a ter uma enfermidade de maior gravidade e com maior possibilidade de morte.

O projeto de pesquisa internacional “Sexo, Gênero e Covid-19” confirmou que os homens com Covid-19 têm aproximadamente mais de 20% de possibilidades de serem hospitalizados que as mulheres. Uma vez hospitalizados os homens em geral requerem mais cuidados intensivos e acabam falecendo em maior proporção. O resultado do estudo afirma que de cada mulher que morre com Covid-19, morrem entre 1,5 e 2 homens.

No estudo é colocado que a pandemia está ajudando a destacar uma verdade importante na biologia das doenças infecciosas: que os vírus e outros patógenos não afetam mulheres e homens igualmente.

Pesquisas retrospectivas em outros coronavírus, SARS em 2003 e MERS em 2013-14, revelam que, entre os casos detectados, os homens tiveram um risco maior de morte do que as mulheres. Outros vírus, como o da hepatite C, também são conhecidos por causar infecções mais graves em homens.

A mulher apresenta um sistema imunológico e hormonal superior aos homens em todas as idades, mas as mulheres também correm maior risco de progressão da doença em algumas infecções quando causadas por interações do sistema imunológico, como a infecção pelo HIV, que progride para AIDS mais rapidamente nas mulheres do que nos homens. 

Fonte: The Scientist  – https://www.the-scientist.com/features/sex-differences-in-immune-responses-to-viral-infection-68466

 A vacina da Covid-19 provoca maiores efeitos colaterais em mulheres

Em geral, as mulheres têm mais reações a uma variedade de vacinas. Mas as notícias não são de todo ruins para as mulheres. Os efeitos colaterais são geralmente leves e de curta duração. E essas reações físicas são um sinal de que a vacina está funcionando, que a pessoa está criando uma resposta imune muito robusta e provavelmente estará protegida como resultado.

Já é conhecido que as vacinas são igualmente eficazes em ambos os sexos, o que ainda não se sabe es se, a médio ou longo prazo, poderão existir diferenças de proteção entre homens e mulheres. Provavelmente não, estimam os pesquisadores.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com

IMPORTANTE: Os artigos se encontram em ordem cronológica. O avanço do conhecimento nas pesquisas pode tornar obsoleta qualquer colocação em poucos meses. Encontrando colocações diversas que possam ser consideradas controversas sempre considerar a informação mais atual, com data de publicação mais recente.

Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.

Aviso legal: As informações deste texto são meramente informativas e não podem ser consideradas nem utilizadas como indicação médica.
Acesso livre: Este artigo é distribuído sob os termos da Licença Internacional Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial 4.0 ( 
http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/ ), que permite qualquer uso, distribuição e reprodução não comercial em qualquer meio, desde que você dê o crédito apropriado ao (s) autor (es) original (is) e cite à fonte WWW.HEPATO.COM  e indique se foram feitas alterações.

O Grupo Otimismo é afiliado da AIGA – ALIANÇA INDEPENDENTE DOS GRUPOS DE APOIO