[:pb]Notificações de óbitos nas hepatites B e C – Comparando as mortes no Brasil e o mundo em 2015 [:es]Notificaciones de muertes en las hepatitis B y C – Comparando las muertes en Brasil y el mundo en 2015[:]

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O estudo “Global Burden of Disease” publicado pela Lancet mostra que as mortes causadas por hepatite viral chegam 1,34 milhões de mortes a cada ano no mundo, sendo 704.000 pela hepatite C e 602.000 pela hepatite B (Lancet – 2015 – Jan 10;385(9963):117-71-2012;380).

Considerando que em 2015/2016 o mundo tinha 6 bilhões de habitantes, e dividindo pelo número de óbitos se conclui que a cada ano 1 pessoa a cada 8.522 morre por culpa da hepatite C e, 1 pessoa a cada 9.966 morre por culpa da hepatite B.

ÓBITOS NO BRASIL

No Boletim Epidemiológico 2017 das Hepatites Virais pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, mostra que em 2015 morreram no Brasil 2.028 pessoas por culpa da hepatite C e 451 por culpa da hepatite B.

Considerando 200 milhões de habitantes, no Brasil morre 1 pessoa a cada 98.600 por culpa da hepatite C e morre 1 pessoa a cada 443.000 por culpa da hepatite B.

As diferenças ao comparar os óbitos no mundo com os óbitos no Brasil são assombrosas. Será que no Brasil praticamente ninguém morre por culpa das hepatites B e c ou será que a notificação da causa de morte no Brasil é coisa que praticamente não existe. Aposto 100% nesta segunda possibilidade.

Enquanto no mundo por culpa das hepatites B e C morre a cada ano 1 pessoa a cada 4.615 habitantes não é possível aceitar como valido que no Brasil morra somente 1 pessoa a cada 80.600 brasileiros. Nem deveríamos mostrar ao mundo esse dado.

SITUAÇÃO EM CADA REGIÃO DO BRASIL

Analisando os dados do Boletim Epidemiológico 2017 das Hepatites Virais pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde é possível observar os óbitos de cada hepatite em 2015 de cada região do Brasil, se chegando aos seguintes resultados:

– REGIÃO NORTE

Na hepatite C foram notificados 122 óbitos em 2015, representando uma morte a cada 133.000 habitantes. Na hepatite B foram notificados 82 óbitos, representando uma morte a cada 198.000 habitantes.

– REGIÃO NORDESTE

Na hepatite C foram notificados 223 óbitos em 2015, representando uma morte a cada 245.000 habitantes. Na hepatite B foram notificados 81 óbitos, representando uma morte a cada 680.000 habitantes.

– REGIÃO SUDESTE

Na hepatite C foram notificados 1.142 óbitos em 2015, representando uma morte a cada 73.500 habitantes. Na hepatite B foram notificados 153 óbitos, representando uma morte a cada 549.000 habitantes.

– REGIÃO SUL

Na hepatite C foram notificados 450 óbitos em 2015, representando uma morte a cada 60.000 habitantes. Na hepatite B foram notificados 88 óbitos, representando uma morte a cada 306.000 habitantes.

– REGIÃO CENTRO-OESTE

Na hepatite C foram notificados 91 óbitos em 2015, representando uma morte a cada 154.000 habitantes. Na hepatite B foram notificados 47 óbitos, representando uma morte a cada 280.000 habitantes.

MEUS COMENTÁRIOS FINAIS

Os dados dos óbitos nas hepatites B e C no Brasil são oficiais, constantes no Boletim Epidemiológico 2017 das Hepatites Virais pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde nas páginas 50 e 61.

Poderia ter escrito que já que são tão poucos óbitos praticamente não existem no Brasil as hepatites B e C ou, até brincar escrevendo que brasileiro não morre à toa, mas não é assunto para brincar. Devemos melhorar o sistema de notificação, tanto nos óbitos como nos casos diagnosticados de novos infectados, notificação essa também muito falha, onde talvez mais da metade dos novos diagnosticados não são notificados.

É uma pena que no Brasil as notificações das causas mortes e de novos diagnosticados sejam tão deficientes. Praticamente ninguém notifica.

Como saúde pública se faz para atender demanda e, a demanda é medida pelas notificações, estamos dessa forma andando em círculos e fazendo de conta que as hepatites não são uma prioridade no Brasil.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com


IMPORTANTE: Os artigos se encontram em ordem cronológica. O avanço do conhecimento nas pesquisas pode tornar obsoleta qualquer colocação em poucos meses. Encontrando colocações diversas que possam ser consideradas controversas sempre considerar a informação mais atual, com data de publicação mais recente.


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O Grupo Otimismo é afiliado da AIGA – ALIANÇA INDEPENDENTE DOS GRUPOS DE APOIO[:es]El estudio “Global Burden of Disease” publicado por Lancet muestra que las muertes causadas por la hepatitis viral llegan a 1,34 millones de muertes cada año en el mundo, siendo 704.000 por la hepatitis C y 602.000 por la hepatitis B (Lancet – 2015 – Ene 10; 385 (9963): 117-71-2012, 380).

Considerando que en 2015/2016 el mundo tenía 6 mil millones de habitantes, y dividiendo por el número de muertes se concluye que cada año 1 persona cada 8.522 muere por culpa de la hepatitis C y, 1 persona cada 9.966 muere por culpa de la hepatitis B .

ÓBITOS EN BRASIL

En el Boletín Epidemiológico 2017 de las Hepatitis Virales por la Secretaría de Vigilancia en Salud del Ministerio de Salud, muestra que en 2015 murieron en Brasil 2.028 personas por culpa de la hepatitis C y 451 por culpa de la hepatitis B.

En el caso de la hepatitis C, la mayoría de las personas que sufren de la hepatitis C, mueren 1 persona cada 98.600 por culpa de la hepatitis C y muere 1 persona a cada 443.000 por culpa de la hepatitis B.

Las diferencias al comparar las muertes en el mundo con las muertes en Brasil son asombrosas. En Brasil prácticamente nadie muere por culpa de las hepatitis B y c o será que la notificación de la causa de muerte en Brasil es cosa que prácticamente no existe. Apuesto 100% en esta segunda posibilidad.

En el mundo por culpa de las hepatitis B y C muere cada año 1 persona a cada 4.615 habitantes no es posible aceptar como valido que en Brasil muera solamente 1 persona a cada 80.600 brasileños. No deberíamos mostrar al mundo ese dato.

SITUACIÓN EN CADA REGIÓN DE BRASIL

Analizando los datos del Boletín Epidemiológico 2017 de las Hepatitis Virales por la Secretaría de Vigilancia en Salud del Ministerio de Salud es posible observar los óbitos de cada hepatitis en 2015 de cada región de Brasil, llegando a los siguientes resultados:

– REGIÓN DEL NORTE

En la hepatitis C se notificaron 122 muertes en 2015, representando una muerte a cada 133.000 habitantes. En la hepatitis B se notificaron 82 muertes, representando una muerte a cada 198.000 habitantes.

– REGIÓN NORDESTE

En la hepatitis C se notificaron 223 muertes en 2015, representando una muerte a cada 245.000 habitantes. En la hepatitis B se notificaron 81 muertes, representando una muerte a cada 680.000 habitantes.

– REGIÓN SUDESTE

En la hepatitis C se notificaron 1.142 muertes en 2015, representando una muerte a cada 73.500 habitantes. En la hepatitis B se notificaron 153 muertes, representando una muerte a cada 549.000 habitantes.

– REGIÓN SUR

En la hepatitis C se notificaron 450 muertes en 2015, representando una muerte a cada 60.000 habitantes. En la hepatitis B se notificaron 88 muertes, representando una muerte a cada 306.000 habitantes.

– REGIÓN CENTRO OESTE

En la hepatitis C se notificaron 91 muertes en 2015, representando una muerte a cada 154.000 habitantes. En la hepatitis B se notificaron 47 muertes, representando una muerte a cada 280.000 habitantes.

MIS COMENTARIOS FINALES

Los datos de las muertes en las hepatitis B y C en Brasil son oficiales, constantes en el Boletín Epidemiológico 2017 de las Hepatitis Virales por la Secretaría de Vigilancia en Salud del Ministerio de Salud en las páginas 50 y 61.

En el caso de las hepatitis B y C o, incluso jugar, escribiendo que el brasileño no muere a la boca, pero no es asunto para jugar. Debemos mejorar el sistema de notificación, tanto en las muertes como en los casos diagnosticados de nuevos infectados, notificación que también es muy falla, donde tal vez más de la mitad de los nuevos diagnosticados no son notificados.

Es una pena que en Brasil las notificaciones de las causas muertas y de nuevos diagnosticados sean tan deficientes. Prácticamente nadie lo notifica.

Como salud pública se hace para atender demanda y, la demanda es medida por las notificaciones, estamos de esa forma andando en círculos y haciendo de cuenta que las hepatitis no son una prioridad en Brasil.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com

 

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