[:pb]Cuidando (tratando) da gordura no fígado (esteatose)[:es]Cuidando (tratando) la grasa del hígado (esteatosis)[:]

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[:pb]Ainda não existe um tratamento medicamentoso para tratar a gordura no fígado (esteatose). Neste texto vamos explicar o que a pessoa com gordura no fígado deve fazer para evitar o acúmulo de gordura e em muitos casos até conseguir a eliminação. O tratamento consiste basicamente em modificações do estilo de vida, incluindo uma dieta saudável e aumento do exercício físico.

(Este artigo é a continuação do texto publicado em 30/09/2019 “A gordura no fígado é um grave problema de saúde” encontrado em https://hepato.com/2019/09/a-gordura-no-figado-e-um-grave-problema-de-saude/ )

O fígado é uma estação de limpeza das toxinas, e ainda, produz certas proteínas para ajudar corpo a se nutrir e para ajudar a curar feridas ou não sangrar, mas com gordura o fígado não consegue trabalhar a contento.

O acúmulo de gordura no fígado pode ser tão prejudicial quanto o consumo de álcool, e pode levar a danos no fígado a cicatrizes progressivas no fígado, levando a cirrose hepática e ao câncer de fígado.

O fígado está envolvido em toda a digestão, absorção e metabolismo dos alimentos que ingerimos.

Os danos no fígado causado pelos depósitos de gordura podem ser revertidos com mudanças simples na dieta, exercícios e perda de peso, nosso corpo faz essa coisa incrível e o primeiro lugar em que perde todas essas células de gordura está em nossos órgãos, especialmente no fígado

É conhecido que a acumulação de gordura nas células do fígado acarreta um risco aumentado de morte relacionada à doença cardiovascular e doença hepática. As pessoas com maior risco de doença hepática gordurosa são aquelas que:

-São obesos;

– Diabéticos;

-Apresentam resistência à insulina;

-Apresentam hipertensão (pressão arterial elevada);

-Apresentam hiperlipidemia (excesso de colesterol e triglicérides no sangue).

(Ao final do texto é encontrada uma Calculadora para conhecer a fibrose causada pela gordura no fígado (esteatose))

O PERIGO DA SÍNDROME METABÓLICA

A síndrome metabólica é um dos mais importantes fatores que provocam a gordura no fígado.

A síndrome metabólica é um conjunto de condições que ocorrem ao mesmo tempo e incluem obesidade, hipertensão, níveis elevados de açúcar no sangue e níveis anormais de gordura. É um fator de risco importante para doenças não transmissíveis, como ataques cardíacos, diabetes ou acidente vascular cerebral.

A síndrome metabólica geralmente é facilmente observada devido ao aumento de cintura abdominal. Pode ser determinada pelo índice de massa corpórea (IMC), ou pela medida da circunferência abdominal (nos homens, o valor normal vai até 102 cm e nas mulheres, até 88 cm), ou pela relação entre as medidas da cintura quando é maior que a medida do quadril.

A gordura da barriga, chamada de gordura visceral, é o tipo mais perigoso de gordura, porque pode prejudicar os órgãos principais, incluindo o fígado, pâncreas e rins.

CUIDANDO E TRATANDO A GORDURA NO FÍGADO

A seguir alguns importantes estudos e pesquisas:

1 – Num curioso estudo recente publicado na revista cientifica “Environmental Pollution” (doi: 10.1016/j.envpol.2019.113231) os pesquisadores chegaram à conclusão que pessoas que moram perto de áreas verdes, apresentam menor risco de desenvolver a síndrome metabólica, já que essas pessoas possuem maior facilidade para realizar atividades físicas, assim como uma menor exposição a poluição do ar que acontece em áreas centrais das cidades.

2 – Outro estudo analisou dados de 121.706 mulheres (com idades de 30 a 55 anos) e 51.529 homens (com idades de 40 a 75 anos), nenhum deles com cirrose ou infectados com alguma hepatite viral. De 1986 a 2010, os dados sobre a atividade física semanal foram medidos a cada seis meses.

Aqueles que realizavam caminhadas durante um mínimo de 4 horas na semana tiveram uma redução superior aos 40% de risco de morte por problemas no fígado que as pessoas sedentárias. O maior benefício foi observado nos participantes que além da caminhada de 4 horas por semana praticavam, também, algum exercício de força praticado na academia.

3 – Pesquisadores acompanharam 233.676 pacientes durante cinco anos realizando seguidas ultrassonografias e validando os dados. 126.811 indivíduos foram identificados sem o fígado gordo, e entre eles 29.014 desenvolveram fígado gorduroso durante os cinco anos de acompanhamento. No início do estudo, havia 42.536 indivíduos com gordura no fígado e desses indivíduos, 14.514 resolveram o problema.

O resultado do estudo mostrou que o benefício do exercício realizado cinco ou mais vezes por semana foi associado com um benefício significante, tanto na regressão da gordura no fígado quanto no risco de desenvolvimento dele. (Effect of exercise on the development of new fatty liver and the resolution of existing fatty liver – Ki-Chul Sung, Seungho Ryu, Jong-Young Lee, Jang-Young Kim, Sarah H. Wild, Christopher D. Byrne – Journal of Hepatology – October 2016Volume 65, Issue 4, Pages 791-797)

4 – Os resultados do estudo (Physical activity levels and hepatic steatosis: a longitudinal follow up study in adults – Aline Mendes Gerage, Raphael Mendes Ritti-Dias, Babu Balagopal, Raquel Dilguerian de Oliveira Conceição, Daniel Umpierre, Raul Dias dos Santos Filho, Gabriel Grizzo Cucato, Márcio Sommer Bittencourt – Hepatology – Accepted manuscript online: 30 August 2017 – DOI: 10.1111/jgh.13965)  mostram que os indivíduos que no início do estudo não apresentavam gordura no fígado que se tornaram ou permaneceram fisicamente ativos durante o período apresentaram menor probabilidade de desenvolver gordura no fígado em comparação com aqueles que permaneceram fisicamente inativos.

Entre aqueles com gordura no fígado não início do estudo, que permaneceram fisicamente ativos melhoraram de forma benéfica o status da gordura no fígado.

Concluem os autores que níveis mais elevados de atividade física foram associados à prevenção e ao tratamento da esteatose (gordura no fígado).

ALIMENTAÇÃO

Em relação a alimentação, o ideal e fazer entre cinco e seis pequenas refeições por dia, não deixando um intervalo maior que seis horas sem se alimentar. É uma excelente fórmula para perder peso!

Lembre-se que um refrigerante, uma cerveja ou um copo de vinho, tem calorias. Reduza a quantidade utilizando um copo de menor tamanho. A melhor opção é sempre beber água. A abstinência de álcool no curto prazo (30 dias) em bebedores moderados melhora a resistência à insulina e os fatores de risco em indivíduos com gordura no fígado.

Para tentar a controlar a gordura no fígado é necessário incluir fibras na alimentação. Verduras com muitas folhas, grãos inteiros, nozes e feijões são bons para combater a gordura no fígado.

Não há “super-alimentos” que queimam a gordura visceral como anunciam na televisão. Procure melhorar seus hábitos alimentares e adicionar uma atividade física todos os dias.

Uma dieta saudável pobre em carboidratos simples e gorduras saturadas, rica em fibras, carnes magras, frutas e vegetais é o primeiro passo para tratar e prevenir a síndrome metabólica.

Aqueles com gordura no fígado (esteatose) que mediante uma dieta perdem 10% do seu peso corporal podem reverter os danos ao fígado. Mas nunca deve se fazer uso de suplementos para emagrecer, pois poderá piorar o estado do fígado. Nunca deve se fazer dietas “milagrosas”.

Diversos estudos confirmam ao benefício do consumo de café com algumas doenças do fígado, como a hepatite C e a esteatose (gordura no fígado).

1 – Concluem os autores deste estudo que o diagnóstico da esteatose não alcoólica e a fibrose foi menos frequente nos obesos que tinham um consumo mais elevado de café e que os resultados sugerem que esse tipo de paciente obeso que bebe café pode ter uma possibilidade menor de desenvolver esteatose. (COFFEE CONSUMPTION IS A PROTECTOR FACTOR FOR SEVERE OBESE PATIENTS WITH NONALCOHOLIC STEATOHEPATITS – ALEH 2014 – Barros RK, Cotrim HP, Daltro CH, Alves E, Freitas LA, Oliveira YP, Vasconcelos AC; Araújo F; Daltro CS and NASH Study Group – NASH Study Group – PPgMS – Faculdade de Medicina – Universidade Federal da Bahia – Núcleo de Tratamento e Cirurgia da Obesidade, Salvador – BA – CpGMS – FIOCRUZ, Salvador – BA)

2 – Os resultados deste estudo mostram que os pacientes com fibrose grave (F3) apresentavam consumo significativamente maior de frutose industrial, ingerindo refrigerantes, os quais são adoçados com frutose industrial por ser um adoçante mais barato que o açúcar.

Também, a mesma análise encontrou que os pacientes que consumiam alimentos adoçados com frutose industrial apresentavam maior atividade necro-inflamatória e esteatose grave.

Entre os pacientes que ingeriam a mesma quantidade de frutose exclusivamente por meio do consumo de frutas não apresentavam os mesmos níveis elevados de atividade necro-inflamatória ou esteatose. (INDUSTRIAL, BUT NOT FRUIT FRUCTOSE INTAKE IS INDEPENDENTLY ASSOCIATED WITH SEVERE LIVER FIBROSIS IN GENOTYPE 1 CHRONIC HEPATITIS C PATIENTS – S. Petta, V. Di Marco, F.S. Macaluso, C. Cammà, D. Cabibi, S. Ciminnisi, L. Caracausi, A. Craxì. – EASL 2013 – Abstract 486).

MEUS COMENTÁRIOS

É importante tentar “queimar” essa gordura visceral com caminhadas, natação, bicicleta, exercícios com duração de uns 45 minutos praticados cinco dias a cada semana.

Assim, nada mais prudente que organizar nossas vidas e, sem necessidade de contratar um professor, o fato de realizar uma boa e enérgica caminhada diária de mais de 30 minutos vai conseguir resultados pelos quais todos ficaram assombrados, mas lembrando que isso não deve ser motivo para abandonar as consultas e os conselhos do médico assistente.

Caminhar sem interrupções numa esteira o na rua durante uma hora todos os dias podem retardar a progressão do deposito de gordura no fígado e até chegar a diminuir, nos casos em que a esteatose não foi causada pelas bebidas alcoólicas.

O benefício é maior para pessoas obesas com progressão para se tornarem diabéticas. O exercício aeróbico melhora o metabolismo do organismo e diminui a formação de radicais livres produzidos pela oxidação da gordura existente no fígado

Interessante comprovação cientifica daquilo que a sabedoria popular muito bem conhece. Pessoas ativas, que realizam atividades físicas diariamente sabem apresentar melhores resultados nos exames de saúde. A atividade aeróbica oxigena o organismo e com isso a gordura depositada no fígado, ou no restante do organismo evita a produção de radicais livres, que são os responsáveis por causar inflamação dos diversos órgãos, inclusive o fígado.

IMPORTANTE:  A atividade física deve ser estimulada e adequada à faixa etária e ao condicionamento físico de cada indivíduo.

Fazer uma lipoaspiração é um engano e não vai se livrar da gordura visceral, pois a lipoaspiração não atinge a parede abdominal

FINAL:

Por enquanto não existem medicamentos para tratar a gordura no fígado, mas por sorte já existem muitas pesquisas e em dois ou três anos vamos ter opções terapêuticas de tratamento.

Acontece em novembro, em Boston, o congresso americano do fígado, AASLD-2019, onde a gordura no fígado certamente será o tema central. Estarei lá para depois poder divulgar como andam as pesquisas e o conhecimento sobre a doença.


 

CALCULADORA PARA CONHECER A FIBROSE CAUSADA PELA GORDURA NO FÍGADO (ESTEATOSE)

Indivíduos com gordura no fígado (esteatose) devem ter seus valores de fibrose seguidos ao longo do tempo para avaliar a progressão ou a estabilização.

Para utilizar a calculadora é necessário ter em mãos alguns dados, como a idade do paciente, o índice de massa corporal (IMC ou BMI), se a pessoa é diabética (ou não), os níveis das transaminases (ALT e AST), o nível de albumina e a quantidade de plaquetas.

A calculadora para obter o grau de fibrose em pacientes com doença hepática gordurosa não alcoólica (NAFLD) (esteatose) é encontrada em:  https://www.mdcalc.com/nafld-non-alcoholic-fatty-liver-disease-fibrosis-score#next-steps

RESULTADOS:

Se o resultado for menor que 1.455, o grau de fibrose fica entre nenhuma fibrose (F0), fibrose mínima (F1) ou fibrose moderada (F2).

Se o resultado fica entre 1.455 e 0.675 lamentavelmente indica um resultado indeterminado.

Se o resultado é inferior a 0.675 indica uma fibrose severa (F3) ou cirrose (F4).

A biópsia hepática ou algum método de imagem para determinar a gravidade da fibrose seria necessária em apenas 25% dos pacientes identificados como” indeterminados “

INTERPRETANDO OS GRAUS DE FIBROSE:

Fibrose F0 = indica não existir nenhuma fibrose;

Fibrose F1 = indica fibrose mínima;

Fibrose F2 = indica fibrose moderada;

Fibrose F3 = indica fibrose severa;

Fibrose F4 = indica já existir um quadro de cirrose.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com

IMPORTANTE: Os artigos se encontram em ordem cronológica. O avanço do conhecimento nas pesquisas pode tornar obsoleta qualquer colocação em poucos meses. Encontrando colocações diversas que possam ser consideradas controversas sempre considerar a informação mais atual, com data de publicação mais recente.

Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.

Aviso legal: As informações deste texto são meramente informativas e não podem ser consideradas nem utilizadas como indicação médica.
É permitida a utilização das informações contidas nesta mensagem desde que citada a fonte:
WWW.HEPATO.COM

O Grupo Otimismo é afiliado da AIGA – ALIANÇA INDEPENDENTE DOS GRUPOS DE APOIO

 

 

 [:es]No existe un tratamiento farmacológico para tratar la grasa del hígado (esteatosis). En este texto explicaremos qué debe hacer la persona con grasa en el hígado para evitar la acumulación de grasa y, en muchos casos, incluso lograr la eliminación. El tratamiento consiste básicamente en modificaciones del estilo de vida, incluida una dieta saludable y un mayor ejercicio.

(Este artículo es la continuación del texto publicado el 30/09/2019 “La grasa en el hígado es un problema de salud grave” que se encuentra https://hepato.com/es/2019/09/a-gordura-no-figado-e-um-grave-problema-de-saude/ )

El hígado es una estación de limpieza de toxinas, que produce ciertas proteínas para ayudar al cuerpo a nutrirse y ayudar a sanar las heridas o evitar sangrar, pero con la grasa el hígado no puede funcionar a satisfacción.

La acumulación de grasa en el hígado puede ser tan dañina como el consumo de alcohol, y puede provocar daño y cicatrización hepática progresiva, lo que conduce a cirrosis hepática y cáncer de hígado.

El hígado está involucrado en toda la digestión, absorción y metabolismo de los alimentos que comemos.

El daño hepático causado por los depósitos de grasa se puede revertir con simples cambios en la dieta, el ejercicio y la pérdida de peso, nuestro cuerpo hace algo increíble y el primer lugar donde pierde todas estas células de grasa es en nuestros órganos, especialmente en el hígado.

Se sabe que la acumulación de grasa en las células hepáticas conlleva un mayor riesgo de muerte relacionado con la enfermedad cardiovascular y la enfermedad hepática. Las personas con mayor riesgo de enfermedad del hígado graso son aquellas que:

-Son obesos;

– Diabéticos;

-Tienen resistencia a la insulina;

-Tienen hipertensión (presión arterial alta);

-Tienen hiperlipidemia (exceso de colesterol y triglicéridos en la sangre).

(Al final del texto es encontrada una calculadora para conocer la fibrosis causada por la grasa en el hígado (esteatosis))

EL PELIGRO DEL SÍNDROME METABÓLICO

El síndrome metabólico es uno de los factores más importantes que causan grasa en el hígado.

El síndrome metabólico es un conjunto de afecciones que ocurren al mismo tiempo e incluye obesidad, hipertensión, niveles altos de azúcar en la sangre y niveles anormales de grasa. Es un factor de riesgo importante para enfermedades no transmisibles como ataques cardíacos, diabetes o derrames cerebrales.

El síndrome metabólico generalmente es fácil de observar debido al aumento de la cintura. Puede determinarse por el índice de masa corporal (IMC), o midiendo la circunferencia de la cintura (en los hombres el valor normal es de hasta 102 cm y en las mujeres de hasta 88 cm), o por la relación entre las medidas de la cintura cuando es mayor que la medida de la cadera.

La grasa del vientre, llamada grasa visceral, es el tipo de grasa más peligroso porque puede dañar los órganos principales, incluidos el hígado, el páncreas y los riñones.

CUIDAR Y TRATAR LA GRASA DEL HÍGADO

Aquí hay algunos estudios e investigaciones importantes:

1 – En un curioso estudio reciente publicado en la revista “Environmental Pollution” (doi: 10.1016/j.envpol.2019.113231)  los investigadores concluyeron que las personas que viven cerca de áreas verdes tienen un menor riesgo de desarrollar el síndrome metabólico, ya que esas personas tienen mayor facilidad de realizar actividades físicas, así como una menor exposición a la contaminación del aire que ocurre en las áreas centrales de las ciudades.

2 – Otro estudio analizó datos de 121.706 mujeres (de 30 a 55 años) y 51.529 hombres (de 40 a 75 años), ninguno con cirrosis o infectado con hepatitis viral. De 1986 a 2010, los datos semanales de actividad física se midieron cada seis meses.

Aquellos que caminaron por un mínimo de 4 horas a la semana tenían un riesgo 40% menor de muerte por problemas hepáticos que las personas sedentarias. El mayor beneficio se observó en los participantes que además de caminar 4 horas a la semana también practicaban ejercicios de fuerza practicados en el gimnasio.

3 – Los investigadores siguieron a 233.676 pacientes durante cinco años realizando ecografías y validando los datos. Se identificaron 126.811 individuos sin hígado graso, y 29.014 de ellos desarrollaron hígado graso durante los cinco años de seguimiento. Al inicio del estudio, había 42.536 individuos con grasa hepática y de estos individuos, 14.514 resolvieron el problema.

El resultado del estudio mostró que el beneficio del ejercicio realizado cinco o más veces a la semana se asoció con un beneficio significativo, tanto en la regresión de la grasa en el hígado como en el riesgo de desarrollarla (Effect of exercise on the development of new fatty liver and the resolution of existing fatty liver – Ki-Chul Sung, Seungho Ryu, Jong-Young Lee, Jang-Young Kim, Sarah H. Wild, Christopher D. Byrne – Journal of Hepatology – October 2016Volume 65, Issue 4, Pages 791-797)

4 – Los resultados del estudio (Physical activity levels and hepatic steatosis: a longitudinal follow up study in adults – Aline Mendes Gerage, Raphael Mendes Ritti-Dias, Babu Balagopal, Raquel Dilguerian de Oliveira Conceição, Daniel Umpierre, Raul Dias dos Santos Filho, Gabriel Grizzo Cucato, Márcio Sommer Bittencourt – Hepatology – Accepted manuscript online: 30 August 2017 – DOI: 10.1111/jgh.13965)  muestran que los sujetos que al comienzo del estudio no tenían grasa hepática que se volvieron o permanecieron físicamente activos durante el período eran menos propensos a desarrollar grasa en el hígado en comparación con aquellos que permanecieron físicamente inactivos.

Entre aquellos con grasa en el hígado que se mantuvieron físicamente activos mejoraron beneficiosamente el estado de la grasa en el hígado.

Los autores concluyen que los niveles más altos de actividad física se asociaron con la prevención y el tratamiento de la esteatosis (grasa en el hígado).

ALIMENTACIÓN

En cuanto a la comida, lo ideal es comer entre cinco y seis comidas pequeñas al día, sin dejar pasar más de seis horas sin comida. ¡Es una excelente fórmula para perder peso!

Recuerde que un refresco, una cerveza o una copa de vino tiene calorías. Reduzca la cantidad usando una taza más pequeña. La mejor opción es siempre beber agua. La abstinencia de alcohol a corto plazo (30 días) en bebedores moderados mejora la resistencia a la insulina y los factores de riesgo en personas con enfermedad de grasa en el hígado.

Para tratar de controlar la grasa en el hígado, es necesario incluir fibra en la dieta. Las verduras de hojas, granos enteros, nueces y frijoles son buenos para combatir la grasa en el hígado.

No hay “súper alimentos” que queman grasa visceral como se anuncia en la televisión. Intente mejorar sus hábitos alimenticios y agregue actividad física todos los días.

Una dieta saludable baja en carbohidratos simples y grasas saturadas, alta en fibra, carnes magras, frutas y verduras es el primer paso para tratar y prevenir el síndrome metabólico.

Las personas con hígado graso (esteatosis) que pierden el 10% de su peso corporal con una dieta pueden revertir el daño hepático. Pero nunca debe usar suplementos para bajar de peso ya que esto puede empeorar la condición del hígado. Nunca debe hacer dietas “milagrosas”.

Varios estudios confirman el beneficio del consumo de café con algunas enfermedades hepáticas, como la hepatitis C y el hígado graso.

1 – Los autores de este estudio concluyen que el diagnóstico de esteatosis no alcohólica y fibrosis fue menos frecuente en obesos que tenían un mayor consumo de café y que los resultados sugieren que este tipo de paciente obeso que toma café puede tener una menor posibilidad de desarrollar esteatosis. (COFFEE CONSUMPTION IS A PROTECTOR FACTOR FOR SEVERE OBESE PATIENTS WITH NONALCOHOLIC STEATOHEPATITS – ALEH 2014 – Barros RK, Cotrim HP, Daltro CH, Alves E, Freitas LA, Oliveira YP, Vasconcelos AC; Araújo F; Daltro CS and NASH Study Group – NASH Study Group – PPgMS – Faculdade de Medicina – Universidade Federal da Bahia – Núcleo de Tratamento e Cirurgia da Obesidade, Salvador – BA – CpGMS – FIOCRUZ, Salvador – BA)

2 – Los resultados de este estudio muestran que los pacientes con fibrosis severa (F3) tenían un consumo significativamente mayor de fructosa industrial, bebiendo refrescos, que están endulzados con fructosa industrial porque es un edulcorante más barato que el azúcar.

Además, el mismo análisis encontró que los pacientes que consumían alimentos endulzados con fructosa industrial tenían una mayor actividad necro inflamatoria y esteatosis severa.

Entre los pacientes que ingirieron la misma cantidad de fructosa exclusivamente a través del consumo de fruta, no tuvieron los mismos altos niveles de actividad necro inflamatoria o esteatosis (INDUSTRIAL, BUT NOT FRUIT FRUCTOSE INTAKE IS INDEPENDENTLY ASSOCIATED WITH SEVERE LIVER FIBROSIS IN GENOTYPE 1 CHRONIC HEPATITIS C PATIENTS – S. Petta, V. Di Marco, F.S. Macaluso, C. Cammà, D. Cabibi, S. Ciminnisi, L. Caracausi, A. Craxì. – EASL 2013 – Abstract 486).

MIS COMENTARIOS

Es importante tratar de “quemar” esta grasa visceral con caminar, nadar, andar en bicicleta, hacer ejercicio durante 45 minutos cinco días a la semana.

Por lo tanto, nada más prudente que organizar nuestras vidas y, sin tener que contratar a un profesor, tener una buena caminata diaria, enérgica, de más de 30 minutos logrará resultados que todos quedaran asombrados, pero recordando que esto no debería ser una razón para abandonar las consultas y consejos del médico tratante.

Caminar ininterrumpidamente en una cinta de correr o en la calle durante una hora todos los días puede retrasar la progresión del depósito de grasa en el hígado e incluso disminuir en los casos en que la esteatosis no fue causada por bebidas alcohólicas.

El beneficio es mayor para las personas obesas que progresan para convertirse en diabéticas. El ejercicio aeróbico mejora el metabolismo del cuerpo y disminuye la formación de radicales libres producidos por la oxidación de la grasa en el hígado.

Son conocimientos científicos interesantes de lo que la sabiduría popular conoce muy bien. Las personas activas que realizan actividades físicas diarias saben que tienen mejores resultados en los exámenes de salud. La actividad aeróbica oxigena el cuerpo y, por lo tanto, la grasa depositada en el hígado o en el resto del cuerpo, evita la producción de radicales libres, que son responsables de causar inflamación de varios órganos, incluido el hígado.

IMPORTANTE: La actividad física debe ser estimulada y apropiada para la edad y estado físico de cada individuo.

La liposucción es un error y no eliminará la grasa visceral, ya que la liposucción no llega a la pared abdominal.

FINAL

Por el momento no hay medicamentos para tratar la grasa del hígado, pero afortunadamente hay mucha investigación y en dos o tres años tendremos opciones terapéuticas para el tratamiento.

El Congreso Americano del Hígado, AASLD-2019, se llevará a cabo en Boston en noviembre, donde la grasa del hígado seguramente será el tema central. Estaré allí para después poder divulgar sobre la investigación y el conocimiento sobre la enfermedad.


 

CALCULADORA PARA CONOCER LA FIBROSIS CAUSADA POR LA GRASA EN EL HÍGADO (ESTEATOSIS)

Las personas con hígado graso (esteatosis) deben tener sus valores de fibrosis seguidos con el tiempo para evaluar la progresión o la estabilización.

Para usar la calculadora necesita tener algunos datos, como la edad del paciente, el índice de masa corporal (IMC o IMC), si la persona es diabética (o no), los niveles de transaminasas (ALT y AST), el nivel de albúmina y la cantidad de plaquetas.

La calculadora para obtener el grado de fibrosis en pacientes con enfermedad del hígado graso no alcohólico (NAFLD) (esteatosis) se encuentra en: https://www.mdcalc.com/nafld-non-alcoholic-fatty-liver-disease-fibrosis-score#next-steps

RESULTADOS

  • Si el resultado es inferior a 1.455, el grado de fibrosis es entre no fibrosis (F0), fibrosis mínima (F1) o fibrosis moderada (F2).
  • Si el resultado está entre 1.455 y 0.675, desafortunadamente indica un resultado indeterminado.
  • Si el resultado es inferior a 0.675, indica fibrosis severa (F3) o cirrosis (F4).

Se requeriría una biopsia hepática o algún método de imagen para determinar la gravedad de la fibrosis en solo el 25% de los pacientes identificados como “indeterminados”

Interpretación de los grados de fibrosis:

Fibrosis F0 = indica que no hay fibrosis;

Fibrosis F1 = indica fibrosis mínima;

Fibrosis F2 = indica fibrosis moderada;

Fibrosis F3 = indica fibrosis severa;

Fibrosis F4 = indica que ya existe cirrosis.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com 

IMPORTANTE: Los artículos se encuentran en orden cronológico. El avanzo del conocimiento en las pesquisas puede tornar obsoleta cualquier colocación en pocos meses. Encontrando colocaciones diversas que puedan ser consideradas controversias siempre es importante considerar la información más actual, con fecha de publicación más reciente.

Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores de las diversas actividades.

Aviso legal: Las informaciones de este texto son meramente informativas y no pueden ser consideradas ni utilizadas como indicación médica.

Es permitida la utilización de las informaciones contenidas en este mensaje si se cita la fuente: WWW.HEPATO.COM

El Grupo Optimismo es afiliado a AIGA – ALIANZA INDEPENDIENTE DE GRUPOS DE APOYO

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