[:pb]Primeiros comentários do Congresso Americano de Fígado – AASLD 2019[:es]Primeros comentarios del Congreso Americano del Hígado – AASLD 2019[:]

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[:pb]Regressando do Congresso Americano de Fígado – AASLD 2019 realizado em Boston (USA) fiz uma pesquisa por palavras mais citadas no evento, que se bem não possui nenhum valor científico, o fiz somente por curiosidade, objetivando encontrar para onde está direcionado o interesse dos estudos e pesquisas no presente momento e, o resultado é curioso, porém interessante para ser levado em consideração.

1 – A palavra NASH ou esteatose está citada 3.159 vezes, sendo 2.839 vezes em apresentações em forma de poster e mais 320 vezes nas apresentações orais.

2 – A palavra câncer ou HCC está citada 4.654 vezes, sendo 3.906 vezes em apresentações em forma de poster e 466 vezes nas apresentações orais.

3 – A palavra HCV (hepatite C) está citada 3.173 vezes, sendo 2.855 vezes em apresentações em forma de poster e 318 vezes nas apresentações orais. (*)

4 – A palavra HBV (hepatite B) está citada 2.389 vezes, sendo 2.106 vezes em apresentações em forma de poster e 283vezes nas apresentações orais. (*)

(*) – Observação, em relação as hepatites B e C aproximadamente a metade das citações são encontradas dentro dos trabalhos apresentados para câncer ou esteatose.

É mais que evidente que a prioridade neste momento são estudos e pesquisas relacionadas a encontrar tratamento para o câncer de fígado e, também, tratamento da esteatose (gordura no fígado), pois ambas, após a cura da hepatite C, passam a ser consideradas como os novos desafios da medicina e hoje as duas condições já são consideradas verdadeiras epidemias mundiais.

Hepatite C

A maioria das apresentações sobre hepatite C não tem grandes novidades. Elas relatam dados obtidos na vida real com o tratamento com os medicamentos de ação direta (orais, livres de interferon), mostram alguns efeitos colaterais encontrados, a maioria por pacientes em tratamento de outras condições de saúde e, vários relatos sobrea possibilidade de tratar os infectados sem cirrose em somente oito semanas, com cura de até 99% com glecaprevir/pibrentasvir e 98% com sofosbuvir/velpatasvir (ambos no Brasil pelo SUS). Também já é quase unanimidade sobre a necessidade de simplificar o tratamento e para isso aconselham utilizar medicamentos pangenotípicos, onde não exista a necessidade de ter que combinar comprimidos ou pílulas de fabricantes diferentes nem seja necessário realizar o teste do genótipo.

Hepatite B

Apesar dos avanços no tratamento e de uma vacina eficaz, a hepatite B continua sendo uma grande preocupação de saúde pública. A resistência aos medicamentos sempre foi uma preocupação, mas a probabilidade de desenvolver resistência com as atuais drogas, tenofovir e entecavir diminuiu para taxas desprezíveis. O TAF (Tenofovir Alafenamide) é considerado como a opção praticamente unanime para substituir o tenofovir na maioria dos infectados, com recomendação de primeira línea de tratamento pelas sociedades médicas dos Estados Unidos e Europa.

Tratamentos mais eficazes que possam eliminar o antígeno de superfície da hepatite B estão sendo pesquisadas, mas na atualidade o principal objetivo da terapia continua sendo a prevenção de cirrose, câncer de fígado e morte pela hepatite B. Até 40% das pessoas com hepatite B desenvolvem complicações clínicas significativas e 25% morrem prematuramente devido a complicações.

Hepatite D (Delta)

Eiger Biopharmaceuticals” informou dados prévios de fase 2 com significada redução da carga viral e já informa que está solicitando aprovação para dar início a fase 3 do ensaio clínico. Uma esperança para uma hepatite ainda sem um tratamento efetivo.

Esteatose (gordura no fígado)

Explicando: Quando o acúmulo de gordura no fígado não está relacionado ao consumo significativo de álcool, a condição é chamada de doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA). Aqui é dividida conforme o grau de gordura, quando a gordura é mínima ou moderada é identificada pela sigla em inglês NAFLD ocasionando pouca ou nenhuma inflamação do fígado ou danos às células do fígado. Quando a gordura no fígado é avançada passa a ser chamada pela sigla em inglês NASH causando inflamação do fígado, danos às células do fígado, causando fibrose e levando ao câncer de fígado.

Ainda não existe qualquer medicamento para tratar a gordura no fígado. Existem várias pesquisas em andamento. Falarei muito sobre gordura no fígado nas próximas semanas, pois é a nova epidemia mundial.

Câncer de fígado

A hepatite C sempre tinha sido a principal causa para transplantes de fígado, mas com a cura da hepatite C o panorama mudou totalmente e agora é o câncer de fígado a principal indicação para transplantes. A consequência disso é a falta de diagnóstico do estado do fígado o que leva a uma progressão da fibrose que ocasiona a cirrose e consequentemente o câncer. Não existem medicamentos que curem o câncer de fígado, o que existe no momento são medicamentos que conseguem controlar ou retardam o avanço, em alguns casos conseguindo uma redução do tamanho do tumor para então permitir a realização de um transplante de fígado. Em primeira geração temos o sorafenibe e atualmente existem o regorafenib (Bayer) e o nivolumab (BMS), ambos para casos avançados com uma excelente sobrevida de mais de 1 ano. Várias pesquisas estão em andamento.

Diagnostico do fígado

É curioso ver a quantidade de métodos e aparelhos que estão sendo apresentados para avaliar o grau de gordura no fígado. As empresas fabricantes ocupam quase a metade dos stands do pavilhão de expositores, já que conhecer o estado do comprometimento hepático será fundamental quando para chegaram os medicamentos para tratamento da gordura no fígado.

Sociedades médicas sugerem abordagem geral para acabar com a hepatite C

Em painel de discussão onde participaram a Associação Americana para o Estudo de Doenças do Fígado (AASLD), a Associação Europeia para o Estudo do Fígado (EASL), a Associação do Pacífico Asiático para o Estudo do Fígado e a Associação Latino-americana para o Estúdio del Hígado (ALEH), juntamente com a Iniciativa de Acesso à Saúde Clinton (CHAI) e a Aliança Mundial da Hepatite (WHA), comprometeram-se a cooperar para eliminar a hepatite C até 2030.

Recomendam que é necessária uma abordagem de saúde pública, que inclua o cuidado descentralizado dos grandes centros urbanos para o atendimento em nível local e a expansão da esfera de profissionais que prestam atendimento na hepatite C além dos hepatologistas para que casos não complicados possam ser tratados por outros clínicos, inclusive pessoal de enfermagem, que já comprovaram conseguir a mesma taxa de sucesso que os médicos especialistas.

MEU COMETÁRIO

Tal vez um dos mais fracos congressos. Tanto o congresso Europeu como este, o Americano, cada ano com menos participantes, muito por causa dos países que passaram a trabalhar com medicamentos genéricos, nesses países os fabricantes de genéricos não patrocinam congressos e não investem na educação médica continuada, nem sequer necessitam visitadores médicos para ir aos consultórios, pois o único objetivo desses fabricantes é vender ao governo e pronto. Esses países ficam paralisados nos avanços de medicina e daqui a vários anos continuaram tratando com os mesmos medicamentos. Perdem os pacientes e perde a classe médica, no fundo todos saímos perdendo.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com

IMPORTANTE: Os artigos se encontram em ordem cronológica. O avanço do conhecimento nas pesquisas pode tornar obsoleta qualquer colocação em poucos meses. Encontrando colocações diversas que possam ser consideradas controversas sempre considerar a informação mais atual, com data de publicação mais recente.

Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.

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O Grupo Otimismo é afiliado da AIGA – ALIANÇA INDEPENDENTE DOS GRUPOS DE APOIO[:es]Regresando del American Liver Congress – AASLD 2019 celebrado en Boston (EE. UU.) hice una búsqueda de las palabras más citadas en el evento que, aunque no tiene valor científico, lo hice solo por curiosidad, con el objetivo de encontrar hacia dónde se dirige el interés de los estudios e investigaciones en este momento y el resultado es curioso pero interesante de considerar.

1 – La palabra NASH o esteatosis se cita 3.159 veces, siendo 2.839 veces en presentaciones de póster y otras 320 veces en presentaciones orales.

2 – La palabra cáncer o HCC se cita 4.654 veces, siendo 3.906 veces en presentaciones de póster y 466 veces en presentaciones orales.

3 – La palabra VHC (hepatitis C) se cita 3.173 veces, siendo 2.855 veces en presentaciones de póster y 318 veces en presentaciones orales. (*)

4 – La palabra VHB (hepatitis B) se cita 2.389 veces, siendo 2.106 veces en presentaciones de póster y 283 veces en presentaciones orales. (*)

(*) – Observación, con respecto a la hepatitis B y C, aproximadamente la mitad de las citas se encuentran en los documentos presentados para cáncer o esteatosis.

Es evidente que la prioridad en este momento son los estudios e investigaciones relacionados con la búsqueda de tratamiento para el cáncer de hígado y también el tratamiento de la esteatosis (grasa en el hígado), ya que ambos, después de la cura de la hepatitis C, se consideran los nuevos desafíos de la medicina y hoy las dos condiciones ya se consideran verdaderas epidemias mundiales.

Hepatitis C

La mayoría de las presentaciones sobre hepatitis C no son grandes noticias. Informan datos de la vida real del tratamiento con medicamentos de acción directa (oral, sin interferón), muestran algunos efectos secundarios encontrados, principalmente por pacientes con otras afecciones de salud, y varios informes sobre la posibilidad de tratar aquellos infectados sin cirrosis en solo ocho semanas, con cura de hasta 99% con glecaprevir / pibrentasvir y 98% con sofosbuvir / velpatasvir (ambos gratuitos en Brasil, para todos, por sistema público de salud). También es casi unánime la necesidad de simplificar el tratamiento y por eso aconsejan usar medicamentos pangenotípicos, donde no es necesario combinar píldoras de diferentes fabricantes ni realizar pruebas de genotipo.

Hepatitis B

A pesar de los avances en el tratamiento y una vacuna eficaz, la hepatitis B sigue siendo un importante problema de salud pública. La resistencia a los medicamentos siempre ha sido una preocupación, pero la probabilidad de desarrollar resistencia a los medicamentos actuales, tenofovir y entecavir ha disminuido a tasas insignificantes. El TAF (Tenofovir Alafenamide) se considera la opción prácticamente unánime para reemplazar el tenofovir en la mayoría de las personas infectadas, con un tratamiento de primera línea recomendado por las sociedades médicas de los Estados Unidos y Europa.

Se están investigando tratamientos más efectivos que pueden eliminar el antígeno de superficie de la hepatitis B, pero actualmente el objetivo principal de la terapia sigue siendo la prevención de la cirrosis, el cáncer de hígado y la muerte por hepatitis B. Hasta el 40% de las personas con hepatitis B desarrollan complicaciones clínicas significativas y el 25% muere prematuramente debido a complicaciones.

Hepatitis D (Delta)

Eiger Biopharmaceuticals” informó datos anteriores de la fase 2 con una reducción significativa de la carga viral y ya informa que está buscando la aprobación para comenzar la fase 3 del ensayo clínico. Una esperanza para la hepatitis sin un tratamiento efectivo todavía.

Esteatosis (grasa en el hígado)

Explicación de lo que es: cuando la acumulación de grasa en el hígado no está relacionada con un consumo significativo de alcohol, la afección se denomina enfermedad del hígado graso no alcohólico (NAFLD). Aquí se divide de acuerdo con el grado de grasa, cuando llamada de NAFLD identifica grasa mínima o moderada, causando poca o ninguna inflamación hepática o daño en las células hepáticas. Cuando la grasa del hígado está avanzada, se llama NASH, lo que provoca inflamación del hígado, daño a las células del hígado, fibrosis y cáncer de hígado.

Todavía no existe un medicamento para tratar la grasa del hígado. Hay varias investigaciones en progreso. Hablaré mucho sobre la grasa del hígado en las próximas semanas, ya que es la nueva epidemia mundial.

Cáncer de hígado

La hepatitis C siempre fue la causa principal de los trasplantes de hígado, pero con la cura de la hepatitis C, el pronóstico ha cambiado por completo, y ahora el cáncer de hígado es la principal indicación para los trasplantes. La consecuencia de esto es la falta de diagnóstico del estado del hígado que conduce a una progresión de fibrosis que causa cirrosis y, en consecuencia, cáncer.

No hay medicamentos que curen el cáncer de hígado, lo que hay en este momento son medicamentos que pueden controlar o retrasar la progresión, en algunos casos obteniendo una reducción en el tamaño del tumor para permitir un trasplante de hígado. En la primera generación tenemos sorafenib y actualmente existen el regorafenib (Bayer) y el nivolumab (BMS), ambos para casos avanzados con una excelente supervivencia de más de 1 año. Varias investigaciones están en curso.

Diagnóstico del hígado

Es curioso ver cuántos métodos y dispositivos se presentan para evaluar el grado de grasa en el hígado. Los fabricantes ocupan casi la mitad de los puestos de la sala de expositores, ya que conocer el estado de la insuficiencia hepática será fundamental para cuando lleguen los medicamentos para tratar la grasa hepática.

Las sociedades médicas sugieren un enfoque general para acabar con la hepatitis C

En una mesa redonda a la que asistieron la Asociación Americana para el Estudio de Enfermedades del Hígado (AASLD), la Asociación Europea para el Estudio del Hígado (EASL), la Asociación Asia Pacífico para el Estudio del Hígado y la Asociación Latinoamericana para el Estudio del Hígado (ALEH), junto con la Clinton Health Access Initiative (CHAI) y la World Hepatitis Alliance (WHA), se comprometieron a cooperar para eliminar la hepatitis C para 2030.

Recomiendan que se necesita un enfoque de salud pública, incluida la atención descentralizada de los grandes centros urbanos para la atención a nivel local y la expansión de los proveedores de hepatitis C más allá de los hepatólogos para que los casos sin complicaciones puedan ser tratados por otros médicos, incluido el personal de enfermería, que ya han demostrado alcanzar la misma tasa de éxito que los médicos especialistas.

MI COMENTARIO

Quizás uno de los congresos más débiles. Tanto el Congreso europeo como el estadounidense, cada año con menos participantes, en gran parte debido a los países que han comenzado a trabajar con medicamentos genéricos, en estos países los fabricantes de genéricos no patrocinan congresos y no invierten en educación médica continuada, ni siquiera necesitan empleados para ir a la oficina del médico porque su único propósito es vender al gobierno y eso es todo. Estos países están paralizados en sus avances médicos y durante varios años seguirán tratando con los mismos medicamentos. Los pacientes pierden y la clase médica pierde, en el fondo todos perdemos.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com 

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