Ibuprofeno ou Paracetamol, qual tomar?

17952

Durante a semana apareceram notícias sobre tomar IBUPROFENO ante a suspeita de contaminação com o novo coronavírus (COVID-19) informações depois desmentidas pela Organização Mundial da Saúde.

Para conhecer o Ibuprofeno e o Paracetamol, os quais são dois medicamentos de uso comum, muito indicados aos pacientes, vamos explicar as diferenças que existem entre eles.

Mas por favor, não tome nenhum medicamento sem antes consultar o médico!

Principais diferenças:

1 – O ibuprofeno é anti-inflamatório e o paracetamol não.

2 – As dosagens a serem tomadas são muito diferentes. Sempre deve se prestar atenção a bula.

3 – Com o uso contínuo por longo período o ibuprofeno apresenta um risco maior de provocar danos no estomago e cardiovasculares, já o paracetamol pode provocar danos ao fígado.

4 – O paracetamol apresenta menos riscos que o ibuprofeno durante a gravidez e enquanto a mãe amamenta.

5 – Em recém-nascido o paracetamol pode ser utilizado desde o nascimento e o ibuprofeno a partir dos três meses e com peso superior aos 3 kg.


PARA CONHECER – O QUE SÃO CADA UM DELES:

– Informações de entrevista dada por Irene Suarez farmacêutica dos Serviços Técnicos do Conselho Geral de Farmacêuticos de Espanha – Publicado em Infosalud


IBUPROFENO:

É um anti-inflamatório (diminui a inflamação), analgésico (acalma ou reduz a dor) e antipirético (diminui a febre).

É usado no tratamento de dor leve ou moderada, especialmente quando acompanhada de inflamação, como: inchaços, entorses, dores musculares, dor nas articulações, enxaqueca, dor menstrual ou controle da febre. Além disso, também pode ser usado em combinação com outros analgésicos para dores mais intensas e com descongestionantes, para aliviar os sintomas do resfriado.

Deve-se ter cuidado com pacientes com pressão alta, história cardiovascular, problemas gastrointestinais, insuficiência renal ou hepática e mulheres grávidas ou que estejam amamentando. O médico decidirá de acordo com a história do paciente, o tratamento e a dosagem mais adequados.

A dosagem deve ser ajustada de acordo com a idade ou peso corporal e o desconforto do paciente, sempre tentando usar a dose mínima que seja eficaz para aliviar os sintomas e pelo menor período possível.

Pode ser tomado com ou sem alimentos. No entanto, para evitar dores de estômago, recomenda-se tomar com alimentos. Nunca exceder a dose ou a duração do tratamento, pois aumenta o risco de efeitos adversos no nível do coração, cérebro ou desconforto gastrointestinal. No caso de tratamentos crônicos ou por períodos prolongados, o médico ajustará a dose mínima de manutenção que garante o controle da dor.


PARACETAMOL:

Medicação com atividade analgésica (acalma ou reduz a dor) e antipirético (a febre diminui).

Para que serve? Tratamento sintomático da dor ocasional leve ou moderada, como: dores musculares, dentárias, dor menstrual ou cefaleia e condições febris. Também pode ser usado em combinação com outros analgésicos para dores mais intensas e com descongestionantes ou antialérgicos, para aliviar os sintomas de resfriado ou alergia.

Contraindicações e efeitos colaterais: Diferentemente do ibuprofeno, ele não apresenta efeitos adversos gastrointestinais tão significativos. No entanto, devido à sua toxicidade hepática, é contraindicado em pessoas com insuficiência hepática ou hepatite viral. Pelo mesmo motivo, não é recomendável usá-lo com álcool. Embora em nenhum caso seja aconselhável tomar medicamentos com álcool, no caso do paracetamol, é especialmente importante evitar essa combinação, pois ambos podem aumentar a toxicidade e o risco de danos no fígado.

Dose: Assim como o ibuprofeno, a dose deve ser ajustada de acordo com a idade ou peso corporal e o desconforto do paciente, sempre tentando usar a dose mínima que seja eficaz para aliviar os sintomas e por um período mais longo. curto possível.

As doses comumente usadas são: adultos e adolescentes acima de 15 anos e pesando mais de 50 kg, doses de 325 a 650 mg a cada 4-6 horas ou 500 a 1000 mg a cada 6-8 horas, a dose diária máxima é de 4000 mg, embora seja prudente não exceder 3 g por dia; em crianças de 3 a 32 kg, dose máxima de 60 mg / kg / dia dividida em 4 ou 6 doses diárias.

O paracetamol pode ser tomado independentemente das refeições, pois, ao contrário do ibuprofeno, não irrita o estômago. No entanto, para alívio rápido da dor, é aconselhável tomá-lo separadamente das refeições, especialmente as ricas em carboidratos, pois aumentam o tempo necessário para absorver o paracetamol e levam mais tempo para entrar em vigor.

Ao contrário do ibuprofeno, o paracetamol pode ser administrado a crianças desde o nascimento. Em bebês e crianças, a via oral é utilizada, principalmente em xaropes ou comprimidos, ou a via retal em supositórios. A dose diária recomendada em crianças de 3 a 32 kg é de aproximadamente 60 mg / kg / dia, dividida em 4 ou 6 doses diárias.

MEU COMENTÁRIO

A entrevista foi dada a Infosalud não tendo nenhuma alteração ou comentário da nossa parte.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com

IMPORTANTE: Os artigos se encontram em ordem cronológica. O avanço do conhecimento nas pesquisas pode tornar obsoleta qualquer colocação em poucos meses. Encontrando colocações diversas que possam ser consideradas controversas sempre considerar a informação mais atual, com data de publicação mais recente.

Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.

Aviso legal: As informações deste texto são meramente informativas e não podem ser consideradas nem utilizadas como indicação médica.
Acesso livre: Este artigo é distribuído sob os termos da Licença Internacional Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial 4.0 ( 
http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/ ), que permite qualquer uso, distribuição e reprodução não comercial em qualquer meio, desde que você dê o crédito apropriado ao (s) autor (es) original (is) e cite à fonte WWW.HEPATO.COM  e indique se foram feitas alterações.

O Grupo Otimismo é afiliado da AIGA – ALIANÇA INDEPENDENTE DOS GRUPOS DE APOIO