Vacina Covid e uso de máscaras

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Informações erradas sobre uso de máscaras em pessoas vacinadas estão circulando, divulgadas pelos negacionistas de plantão.

Os infectologistas são unanimes em afirmar que até não se atingir 70% dos brasileiros vacinados com a segunda dose, as máscaras não podem deixar de serem utilizadas. É muito bom seguir esse conselho, pois os infectologistas são os que entendem de vírus e da forma de transmissão.

Ainda, estar vacinados com as duas doses não significa necessariamente que a pessoa ganhou imunidade, pois não existem vacinas que consigam criar imunidade em 100% dos vacinados.

Por exemplo, se foi aplicada na população uma vacina com 65% de efetividade, vamos ter 35% das pessoas sem proteção.

Não existe um teste que possa afirmar se a pessoa está imunizada. O teste de “anticorpos neutralizantes” não consegue mostrar a Imunogenicidade é a capacidade de uma vacina incentivar o organismo a produzir imunidade. Até pessoas com “anticorpos neutralizantes” com resultado negativo podem ganhar Imunogenicidade. Em resumo, não gaste dinheiro com o teste.

Também, uma infecção curada não garante que a pessoa fique novamente infectada, pois o vírus vai criando variantes para as quais é possível que uma pessoa já curada ou até vacinada não tenha proteção contra alguma dessas variantes.

O grande benefício de todas as vacinas disponíveis é que caso a pessoa seja infectada a doença será mais leve, com menos possibilidade de ter um agravamento do quadro clínico e menor possibilidade de morte.

Então, use sempre máscara, mantenha distância das pessoas e limpe as mãos com álcool gel ou água e sabão.

Sempre é mais seguro encontrar uma pessoa fora de um local fechado, ao ar livre

Perguntas frequentes sobre o Coronavírus

(Informações do New York Times)

O vírus vive em roupas e cabelos?

Provavelmente não. Se você está praticando o distanciamento social e fazendo apenas viagens ocasionais ao supermercado ou farmácia, os especialistas dizem que não é necessário trocar de roupa ou tomar banho ao voltar para casa.  No entanto, você deve sempre lavar as mãos ao entrar em sua casa. O mesmo conselho vale para os cabelos e pelos da face: se você pratica o distanciamento social e lava as mãos com frequência, provavelmente não precisa se preocupar.

Quais são os sintomas do coronavírus?

No início, o coronavírus parecia ser principalmente uma doença respiratória, muitos pacientes tinham febre e calafrios, estavam fracos e cansados e tossiam muito, embora algumas pessoas não apresentem muitos sintomas. Aqueles que pareciam mais doentes tinham pneumonia ou síndrome do desconforto respiratório agudo e receberam oxigênio suplementar. Até agora, os médicos identificaram muitos mais sintomas e síndromes. Em abril, o CDC adicionou à lista de primeiros sinais: dor de garganta, febre, calafrios e dores musculares. Também foram observados distúrbios gastrointestinais, como diarreia e náuseas. Outro sinal revelador de infecção pode ser uma diminuição súbita e profunda do olfato e do paladar. Adolescentes e adultos jovens, em alguns casos, desenvolveram lesões vermelhas e roxas dolorosas nos dedos das mãos e dos pés – apelidadas de “dedo do pé Covid” – mas poucos outros sintomas graves.

Por que é mais seguro passar um tempo juntos do lado de fora?

Reuniões ao ar livre reduzem o risco porque o vento dispersa gotículas virais e a luz solar pode matar parte do vírus. Espaços abertos evitam que o vírus se acumule em quantidades concentradas e seja inalado, o que pode acontecer quando pessoas infectadas expiram em um espaço confinado por longos períodos.

Por que ficar a dois metros de distância dos outros ajuda?

O coronavírus se espalha principalmente por meio de gotículas de sua boca e nariz, especialmente quando você tosse ou espirra. O CDC, uma das organizações que usa essa medida, baseia sua recomendação de dois metros na ideia de que a maioria das gotas grandes que as pessoas expelem ao tossir ou espirrar caem no chão a menos de dois metros. Mas nunca foi um número mágico que garante proteção completa. Espirros, por exemplo, podem lançar gotas a muito mais de dois metros. É uma regra prática: você deve estar mais seguro estando a dois metros de distância do lado de fora, especialmente quando está ventando. Mas mantenha uma máscara o tempo todo, mesmo quando você achar que está longe o suficiente.

A transmissão assintomática de Covid-19 ocorre?

Até agora, as evidências parecem mostrar que sim. Um artigo publicado em abril sugere que as pessoas são mais infecciosas cerca de dois dias antes do início dos sintomas coronavírus e estimou que 44% das novas infecções foram resultado de transmissão de pessoas que ainda não apresentavam sintomas.

Como o tipo de sangue influencia o coronavírus?

Até agora, as evidências parecem mostrar que sim. Um amplamente citado artigo publicado em abril sugere que as pessoas são mais infecciosa cerca de dois dias antes do início dos sintomas coronavírus e estimou que 44 por cento das novas infecções foram resultado de transmissão de pessoas que ainda não apresentavam sintomas.

Como posso me proteger num avião?

Se a viagem aérea for inevitável, existem algumas etapas que você pode seguir para se proteger.  Mais importante: lave as mãos com frequência e pare de tocar no rosto. Se possível, escolha um assento na janela. Um estudo da Emory University descobriu que, durante a temporada de gripe, o lugar mais seguro para se sentar em um avião é perto da janela, já que as pessoas sentadas na janela têm menos contato com pessoas potencialmente doentes. Desinfete as superfícies duras. Quando você chegar ao seu assento e suas mãos estiverem limpas, use lenços desinfetantes para limpar as superfícies duras do assento, como apoio de cabeça e braço, fivela do cinto de segurança, controle remoto, tela, bolso traseiro do assento e mesa da bandeja. Se o assento for duro e não poroso ou de couro, você também pode limpá-lo. (Usar lenços em assentos estofados pode deixar o assento molhado e espalhar germes em vez de matá-los.)

Carlos Varaldo
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